melhoria na saúde

Cases de projetos de melhoria na saúde

Você já percebeu que é cada vez maior a preocupação com a melhoria na saúde? Se você quer aprender mais sobre o assunto leia esse post sobre as dimensões de qualidade na área da saúde e alguns cases de projetos de melhoria na saúde.

Dimensões da qualidade na área da saúde

Cursos para área de saúde como o Lean Healthcare ensinam métodos de melhoria que se tornam benéficos tanto para a estrutura dos hospitais e clínicas, quanto para o bem estar e cuidado dos pacientes. Esses benefícios surgem após a execução de projetos de melhoria, cujo foco é o aperfeiçoamento na qualidade de serviços prestados além de aumentar a segurança do paciente.
O padrão de qualidade é estabelecido a partir das dimensões definidas pela IOM (Institute of Medicine, USA). São eles:

1 Segurança

Evitar lesões e danos nos pacientes decorrentes do cuidado que tem como objetivo ajudá-los.

2 Efetividade

Cuidado baseado no conhecimento científico para todos que dele possam se beneficiar, evitando seu uso por aqueles que provavelmente não se beneficiarão (evita subutilização e sobre utilização, respectivamente).

3 Foco no paciente

Cuidado respeitoso e responsivo às preferências, necessidades e valores individuais dos pacientes, e que assegura que os valores do paciente orientem todas as decisões clínicas.

4 Acesso/Oportunidade

Redução do tempo de espera e de atrasos potencialmente danosos tanto para quem recebe como para quem presta o cuidado.

5 Eficiência

Cuidado sem desperdício, incluindo o desperdício associado ao uso de equipamentos, suprimentos, ideias e energia.

6 Equidade

Qualidade do cuidado que não varia em decorrência de características pessoais, como gênero, etnia, localização geográfica e condição socioeconômica.

Tipos de projetos de melhoria na saúde

Para que a execução de um sistema tenha sucesso são necessárias algumas mudanças estruturais da organização, começando por treinamentos de gestores e da equipe. O método atua diretamente no mecanismo de gestão, para que desta forma as falhas ocorridas não voltem a acontecer. Uma mudança estrutural pode parecer ter alto custo, no entanto não é necessário um investimento com custo elevado.  As alterações acontecem aos poucos, conscientizando, fornecendo um método de melhoria na saúde para que todos vejam como realizar o trabalho de forma mais sustentável.

Existem dois grupos de projetos, o primeiro deles é o colaborativo esse tipo de projeto reúne um conjunto de entidades, com um tema comum onde o objetivo é o mesmo, com uma teoria de mudança estabelecida para todos, o que deve ser mudado na estrutura, nos processos e na cultura da empresa, para que consigamos atingir esse objetivo e os hospitais testam essas ideias levando em conta a estrutura e a realidade de cada hospital. Esses processos são monitorados com relatórios mensais.

O segundo tipo de projeto de melhoria na saúde são os localizados, projetos menores concentrados em apenas uma instituição.

Cases de projetos de melhoria na saúde

Para exemplificar de maneira prática como são executados esses projetos, alguns cases onde foram citados por Ademir J. Petenate, Phd pela Iowa State University e professor do Departamento de Estatística da Unicamp desde 1974, além de ser fundador e coordenador dos cursos de Lean Six-Sigma da Unicamp desde a década de 90, consultor do Institute for Healthcare Improvement, onde atua executando projetos de melhoria na área de saúde é sócio da EDTI.

Projetos colaborativos

Case 1

O projeto “Parto Adequado” surgiu no contexto de necessidade de segurança do paciente, com o objetivo de aumentar a porcentagem de partos vaginais.

O Brasil  possui uma porcentagem de cesárea alta. A Organização Mundial de Saúde recomenda que a porcentagem fique entre 15 e 20 por cento, um número inferior a esse significa que está ocorrendo danos a população,  pois existem casos onde a cesárea se torna necessária, um baixo índice indica que casos com essa necessidade foram ignorados, colocando em risco a vida da gestante e do bebê.

Em um cenário condizente ao Brasil, que apresenta um número superior ao esperado, também são causados danos pois a cesárea é uma cirurgia, isso por si só já acarreta riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Cesarianas são feitas mediante agendamento, ou seja, não necessariamente a mulher está em trabalho de parto, com isso a saúde do bebê é colocada em risco, podendo leva-lo para UTI, causando problemas respiratórios e gerando consequências ao longo da vida. O que acontece no setor privado é o inverso, 15 a 20 por cento são de partos normais e 85 por cento são cesarianas.

Dentro desse contexto surgiu a necessidade de realizar o projeto, em sua primeira fase envolveu 26 hospitais com o objetivo comum de aumentar essa porcentagem. Essa fase durou um ano e meio, gerando um aumento médio de 20 pontos percentuais na porcentagem de cesáreas (de 20% para 40%).

Atualmente o projeto se encontra na fase dois, com a participação de aproximadamente 130 públicos e privados, e eventualmente, no futuro,  irá abranger hospitais do país inteiro.

Case 2

Outro projeto colaborativo é o que foi realizado em conjunto com 13 UTIs com o objetivo de reduzir 3 tipo de infecções prevalentes.

  • Infecção de cateter venoso central.
  • Infecção de trato urinário.
  • Infecção de pneumonia por ventilação mecânica.

Nesses três casos a pessoa está internada e utilizando um cateter ou ventilação mecânica. Estes dispositivos se tornam uma porta de entrada para bactérias aumentando o risco de que o paciente adquira uma infecção que  eventualmente tem como desfecho o óbito. O objetivo comum nesses casos é de reduzir o que se chama densidade de infecção em 50 por cento, dentro de um ano e meio. Para isso todas as UTIs devem testar as mudanças em processos, em cultura e em estrutura para que o objetivo seja alcançado com sucesso.

Projetos localizados

Case 3

Redução de tempo de liberação dos leitos. Se a pessoa fica no hospital mais do que deveria ela está mais suscetível a infecções. Outra consequência é o aumento de custo., Ao reduzir o tempo de internação de forma segura esse risco cai, além de possibilitar maior rotatividade de leitos gerando um benefício para eficiência do hospital.

Case 4:

Redução do índice de reinternação do paciente dentro de 30 dias.

Nesse projeto é necessário um aprimoramento no processo de alta, para que se evitem complicações resultando em um retornando rápido ao hospital.

 

Estes cases são apenas alguns exemplos de como projetos de melhoria podem ser eficazes. Para entender melhor qual tipo de projeto é adequado a suas necessidades, o curso de Lean Healthcare oferecido pela Escola EDTI é ideal na busca pela melhoria de resultados.

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