Análise economica: regiões metropolitanas do Estado de São Paulo

Análise economica: regiões metropolitanas do Estado de São Paulo

Perguntas interessantes surgiram em nosso blog após a publicação do artigo sobre a evolução do valor adicionado pela indústria de Campinas entre 1999 e 2009. Entre os bons comentários feitos, surgiu uma pergunta: como está a região metropolitana de Campinas em relação às outras regiões metropolitanas do Estado de São Paulo? Será que nosso crescimento foi bom ou as regiões de São Paulo e Santos cresceram mais? Outra pergunta: como está a evolução do valor adicionado em relação ao ano base de 2000? Será que duplicamos? Triplicamos?

Para responder estes questionamentos mais uma vez lançamos mão de nossas “ferramentas” estatísticas ensinadas em nossos cursos de Green Belt e Black Belt. Para começar a análise fomos até a base de dados da fundação SEADE e coletamos os indicadores das demais regiões metropolitanas do Estado: Santos e São Paulo. Na figura 1 temos a comparação entre o valor adicionado pela indústria nas três regiões metropolitanas.

 

Figura 1: valor adicionado pela indústria das regiões metropolitanas de Campinas, Santos e São Paulo.

Evolução industrial

A figura 1 não é um gráfico muito bom para compararmos a evolução industrial nas regiões metropolitanas, pois a região de São Paulo é muito maior do que Santos e Campinas. Se analisarmos em termos de valores absolutos, a análise não nos dirá muita coisa.

Na figura 2 nós analisamos o retorno, isto é, a evolução das regiões metropolitanas de um ano para o outro de 1999 a 2009. Este gráfico é interessante, pois permite verificarmos se o crescimento foi consistente ou se a região só crescia após um ano ruim.

 São Paulo

Figura 2: retorno do valor adicionado pela indústria das regiões metropolitanas do Estado de São Paulo.

Pela figura 2 é possível analisar que somente a região de Santos teve anos (2001 e 2009) que houve recessão no valor adicionado pela indústria. São Paulo e Campinas cresceram todos os anos durante o período analisado, com Campinas crescendo, em média, mais do que São Paulo. Para comparar melhor estes crescimentos optou-se por confeccionar um gráfico de controle das três regiões metropolitanas que pode ser visto na figura 3.

 

Figura 3: gráfico de controle dos retornos das regiões metropolitanas do Estado de São Paulo (Santos, São Paulo e Campinas).

Analisarmos as médias

O gráfico da figura 3 é interessante, pois nos mostra a variabilidade e a média do retorno anual das três regiões metropolitanas do Estado. A região de Santos é a que mais variabilidade possui, com seus limites de controle indo de 0.77 a 1.41, o que é natural, pois é a região com menor valor adicionado das três. Se analisarmos as médias, veremos que Campinas apresenta a maior média de retorno, seguida por Santos e São Paulo.

Em nosso último estudo, foi nos perguntado como seria a evolução do valor adicionado se comparássemos ao valor do início da série história (1999 para São Paulo e Santos e 2000 para Campinas).  Para responder isto fizemos a figura 4.

 

Figura 4: evolução do valor adicionado pela indústria das regiões metropolitanas comparando com o ano base de 2000 e 2000.

O gráfico da figura 4 nos revela informações interessantes. Colocando o ano 2000 como base e, portanto 1, podemos comparar todos os anos a ele e analisar como cada região conseguiu se superar no período.  A região de Campinas começa mal, mas a partir de 2004 ela ultrapassa as demais e segue na frente até 2009. Por meio da figura 4 é possível afirmar que neste período, Campinas se consolidou com a região metropolitana que mais cresce no Estado superando Santos e São Paulo. O que houve em 2004 que Campinas se recuperou? E Santos, porque caiu tanto em 2001 e 2009? Assuntos para os próximos artigos.

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