Protesto com dados 1: divida mobiliaria

Protesto com dados 1: divida mobiliaria

Esta semana, a EDTI dará uma pausa em nossos artigos sobre criatividade e voltaremos a falar em números, mas com uma motivação diferente: entender o que se passa no Brasil. Será que, por meio de uma análise de dados, é possível entender os motivos que culminaram nesta indignação popular que tomou conta das ruas do Brasil?

Para responder esta questão vamos analisar uma série de indicadores disponíveis gratuitamente elaborados por diversas fontes, entre elas IPEA, FGV, FIESP e outros. O período escolhido foi, mais uma vez, a agosto de 1994, pois é quando o IGP-M começa (Agosto de 1994 = 100).

Neste primeiro artigo vamos analisar a dívida mobiliária do governo, como será que ela está? Será que o governo está devendo cada vez mais? Qual governo que mais rapidamente aumentou a dívida? Agora vamos aos dados.

 

Figura 1: evolução da taxa mensal de crescimento da dívida mobiliária.

 

 Protesto com dados

Figura 2: evolução da dívida mobiliária federal (Ago/1994 = 100).

Analisando a figura 1 é possível observar que a taxa cresce em todos os governos, de Itamar Franco à Dilma Roussef. É quase que uma política de governo aumentar a dívida. A única diferença observável entre os governos é que no governo Lula a taxa de crescimento da dívida variou menos. Pode-se intuir que esta variação menor foi causada por uma maior estabilidade econômica e por um número menor de crises, o que não exigiu do governo realizar compras de títulos e nem a emissão de dívida.

Na figura 2, por sua vez, é possível observar a política publica supracitada: aumentar cada vez mais a sua dívida. De 1994 até 2013 foram mais de 30 vezes de aumento. Primeira causa dos protestos poderia ser esta hein? Um gestor que só pensa em aumentar a sua dívida.

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