7 dicas para conquistar confiança do paciente

Conquistar confiança do paciente é um fator decisivo para uma anamnese bem feita, de outra forma, não é possível estimular que ele coopere e diga tudo o que sente — o que facilita a obtenção de um diagnóstico correto no atendimento clínico.

Essa nem sempre é uma tarefa fácil e envolve questões que podem não estar sobre o controle do profissional de saúde, como experiências anteriores negativas com outros médicos, a condição psicológica do paciente e pesquisas que ele eventualmente tenha feito na internet, que podem levar a um palpite errado sobre seu problema.

Vamos refletir juntos a respeito do tema. Para isso, separamos as questões que consideramos determinantes para estabelecer um bom nível de credibilidade.

1. Garanta a confiança no primeiro contato

Se conquistar confiança pode ser difícil, reverter uma situação que causou desconfiança fica ainda mais problemático. Quando a equipe que faz o atendimento prévio não está preparada, a dificuldade no momento da consulta ou tratamento pode aumentar.

Da mesma forma que os procedimentos clínicos precisam respeitar uma metodologia, o agendamento e recepção precisam seguir um roteiro orientado. Nem sempre as pessoas contratadas estão em condições de desenvolver o modelo de atendimento ideal sem ajuda e interferência.

Invista nesses profissionais. Essa atitude pode evitar problemas e estresse no momento do atendimento clínico.

2. Supere obstáculos

Em alguns casos existem interferências significativas que, mesmo que não possam ser superadas, precisam ser minimizadas.

Para tanto, precisamos considerar que a confiança se estabelece aos poucos e, em grande parte dos casos, o tempo com o paciente é mínimo. A rotina da maioria dos profissionais não permite uma duração ideal de atendimento, mas mais do que isso, não considera as sensações do paciente.

É preciso se manter vigilante com relação às várias particularidades que constroem a visão na perspectiva do paciente, isso inclui o ambiente da clínica, as regras dos convênios, a quantidade de atendimentos diários e o tempo dedicado a cada um, ou seja; cada detalhe que envolve o serviço.

Você pode utilizar a técnica dos cinco porquês para pensar as questões que envolvem o tema no seu caso específico.

3. Saiba ouvir o paciente

Uma das reclamações comuns de pacientes, não só em relação a médicos, mas também outros profissionais, é de que não o ouviram com a atenção que gostariam de receber. Chegam a justificar a interrupção de tratamentos com base nisso.

Obviamente isso não faz sentido. A descontinuidade das orientações de tratamento não deveriam ser justificadas com esse argumento, mas é assim que muitos percebem. A questão não é, portanto, se você está ouvindo atentamente os seus pacientes, mas como eles estão percebendo isso.

Não é o caso de entrar em detalhes aqui sobre as questões psicológicas que envolvem um tratamento, ou seja; a necessidade afetiva de uma maior atenção. Você sabe que ela existe, estudou sobre isso e está em condições de avaliar caso a caso. Mas, no que se refere a estabelecer confiança, é preciso se atentar para a necessidade de desenvolver uma forma de lidar com a situação.

Muitas vezes, um diagnóstico preciso pode ficar muito evidente em pouco tempo e talvez você tenha uma grande fila na recepção, mas a atenção não envolve, necessariamente, dedicação de tempo adicional. É um resultado da qualidade da interação.

4. Trate casos específicos

Como médico, sabe perfeitamente que as pessoas reagem de forma diferente a um mesmo tratamento. Alguns pacientes simplesmente não se adaptam tão bem quanto outros.

A atenção com relação a essa particularidade pode ter um impacto significativo na confiança depositada. Na maioria dos casos é muito difícil prever, mas o problema pode ser a sensação do paciente. Se ele for avisado previamente que, por exemplo, pode não se adaptar a um medicamento e que se isso ocorrer poderá trocá-lo, a reação tende a ser muito melhor.

5. Deixe claras todas as etapas

Os esclarecimentos a respeito da medicação não são os únicos detalhes que precisam ser priorizados durante um tratamento clínico.

A insegurança do paciente pode ser fortalecida pela falta de confiança e, quando ele entende o tratamento, incluindo os problemas que podem surgir, as chances de gerar incertezas e ansiedade certamente serão bem menores.

6. Seja sincero para conquistar confiança do paciente

A sinceridade e uma postura que pode ser objeto de reflexão bastante aprofundada, muito mais em algumas áreas da medicina em que as patologias e tratamentos são mais agressivos ou desconfortáveis.

Não é a intenção interferir na postura que decidiu adotar, mas é preciso fazer referência em relação ao impacto que a questão gera. Quando o paciente é surpreendido por um acontecimento de que não foi informado, a confiança tende a ficar abalada.

7. Construa reputação

A visão que o paciente tem do médico também é influenciada por sua reputação, que é formada com base em detalhes. Basicamente, a forma como a comunidade percebe sua competência é resultado do que falam a seu respeito, da imagem que transmite e de quanto conseguiu se destacar na profissão.

O que outros pacientes e médicos dizem a seu respeito tem especial influência na formação de sua reputação. Portanto, seu networking é algo que precisa ser construído aos poucos e com dedicação.

Além disso, em outras profissões, não existe um limite para a divulgação que podem fazer do trabalho, mas na medicina algumas práticas não são aceitas no Brasil, por estarem limitadas pelo código ético da profissão.

Esse contexto aumenta a importância de se manter vigilante em relação à impressão que passa a cada consulta e em cada contato com colegas, inclusive para a equipe das clínicas em que atende.

Paralelamente, sua reputação também pode ser trabalhada se tiver a possibilidade de se envolver em ações educativas, inclusive quando organizadas pelo seu conselho profissional. A participação em congressos, publicação de artigos que possam orientar seus pacientes e certificações, são especialmente importantes.

O Green Belt

No que se refere às certificações, não significa, necessariamente, se preparar para novos procedimentos médicos — essa é uma decisão de sua carreira. Por outro lado, nada impede que você participe de cursos que não sejam diretamente relacionados a sua profissão. Um exemplo é o Green Belt.

Trata-se de uma qualificação que permite desenvolver suas competências para, através de uma sequência de passos pré-estabelecida, resolver problemas do seu dia a dia. Permite a melhoria de processos e se baseia em métodos estatísticos e científicos bastante eficazes.

Concluindo, conquistar confiança do paciente é um exercício de humanização. Nosso texto foi focado nos seus benefícios em trabalhar algumas das questões determinantes relacionadas ao tema, mas elas também envolvem a experiência do paciente, que vivencia uma interação mais satisfatória quando existe preocupação em garantir sua confiança.

Antes de voltar para suas atividades, que tal falar um pouco a respeito de sua vivência na construção de uma relação de confiança? Deixe seu comentário aqui no post e troque informações com seus colegas.

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