Aplicando métricas no dia a dia para crescer melhor

Definir metas que combinem a estratégia de longo prazo com a execução do dia a dia é um dos principais desafios dos empreendedores. Essa é uma decisão que desperta inúmeras dúvidas, como escolher e focar no indicador certo. Como definir um indicador desafiador, mas não impossível. Qual é o papel do líder nesse processo. Como realizar uma gestão de resultados eficaz.

Tudo isso é possível através da metodologia Seis Sigma. Continue acompanhando e como tudo isso é praticável.

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A análise de dados tem sido uma habilidade cada vez mais requisitada no mercado de trabalho. A quantidade de dados disponíveis é enorme, mas poucas pessoas conseguem transformá-los em insights para decisões de negócios.





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Começando pela definição de indicadores, se temos muitos alvos, não atingimos nenhum.

O melhor a se fazer em um primeiro momento, é estabelecer uma métrica financeira, capaz de sinalizar a motivação de colaboradores e a satisfação de clientes, acionistas e de outros stakeholders de uma empresa.

Um bom começo é destacar as métrica usadas pela empresa para o time de colaboradores.

Lucro líquido, giro de caixa ou qualquer métrica que adicione valor ao capital que foi investido e aos recursos que entram e saem da empresa todos os dias, são alguns exemplos de possíveis métricas.

A partir daí, o papel do líder é determinante, para gerar métricas de valor agregado cada vez melhor, precisamos de conhecimento gerencial e conhecimento técnico do mercado em que se atua. Só que, sem uma boa liderança, a combinação entre esses fatores não leva a lugar algum.

Estar à frente de uma equipe significa tomar decisões, quando são equivocadas ou não estão baseadas em dados confiáveis, podem prejudicar o negócio e comprometer a própria liderança. Os erros mais comuns acontecem por falta de conhecimento ou experiência, maus hábitos e até estresse.

O papel do líder

O feedback é essencial para que o profissional saiba quais das suas atitudes estão corretas e aquelas que precisam ser corrigidas ou evitadas. Ele funciona como uma via de mão dupla, ou seja, o líder também precisa receber um retorno de sua equipe. Quando esse retorno, em qualquer sentido, não é dado, ele prejudica o desenvolvimento de todos.

O líder não é aquele profissional que só aparece junto da equipe para comemorar as vitórias, ele se faz presente continuamente. Portanto, dedique um tempo para criar laços com os demais profissionais. Envolva-se com o seu trabalho, mas não se esqueça de dedicar uma parte do seu dia para as suas relações.

Saiba que você tem que tomar decisões importantes e que nem sempre são populares. Imponha limites para que os demais profissionais lhe respeitem e não fiquem tentados a tirar vantagem do relacionamento com você.

Uma das principais características de uma empresa é o potencial que ela tem para crescer. Ele está diretamente ligado ao capital intelectual da equipe. Portanto, é fundamental que o líder estimule os demais profissionais a estarem sempre atualizados, você pode recomendar cursos, preparar treinamentos e conseguir descontos em capacitações.

Um dos objetivos da liderança é fazer a boa gestão de pessoas, por esse motivo, você deve valorizar o emocional da equipe, é impossível extrair produtividade de uma equipe que está com os salários atrasados, trabalha em um ambiente sem infraestrutura, e carece das ferramentas e recursos básicos.

Identificando as lacunas na prática

Um caminho prático para identificar lacunas nas operações na gestão do negócio é a função da variação, em que se identifica uma oportunidade internamente, como se fosse um benchmarking dentro da empresa.

Cuidado com as médias, porque, por trás delas, há sempre muita variação. Se um vendedor, por exemplo, faz 80%, enquanto outro faz 20%, a média será 50%, mas haverá grande variação.

Acompanhar o estoque também ajuda a identificar lacunas, mas isso requer um fluxo de vendas. Onde tem estoque, provavelmente tem alguma interrupção no fluxo normal do atendimento.

É preciso ter objetividade e disciplina para focar naquilo que é mais importante. Nesse sentido, os dois apontam o que consideram rituais.

Ter pelo menos um calendário com pautas mínimas, além de papéis e responsabilidades bem definidas – quando a lacuna surgir, será fácil identificar a tarefa capaz de fechá-la, bem como o “dono” dela.

Ser rígido quanto à rotina de reuniões e relatórios dentro do time executivo. Reuniões não devem ser utilizadas para apresentações e follow-ups, mas sim para debates sobre temas táticos de alta relevância ou assuntos estratégicos.

A apresentação de resultados deve ser feita de forma escrita, em forma de relatório. Isso evita muitos problemas como reuniões improdutivas e apresentações que não focam no que realmente importa.

Ter um limite formal de projetos em paralelo que podem ser executados por cada área ou executivo. Isso ajuda a evitar que muitas coisas sejam trabalhadas em paralelo e reduz o risco de ter muitas frentes e pouca definição.

Ou é projeto — que deve te uma documentação específica — ou é rotina. A ideia é evitar “projetos disfarçados” de iniciativas pequenas que acabam surgindo e prejudicando o foco naquilo que foi definido como prioridade pelo time executivo.

No fundo, e recapitulando, a definição e o acompanhamento de metas relacionam-se a um modelo sólido de gestão de resultados:

  1. Estabelecer uma meta financeira para a companhia, que seja acompanhada, no máximo, a cada ano;
  2. Depois, desdobrar essa meta para os líderes das funções de vendas, operações e administrativas;
  3. Por último, definir as métricas das pessoas que tocam a operação.

Com essas iniciativas, você certamente conseguirá definir melhor e monitorar os indicadores que fazem a diferença para a sua estratégia. Lembre-se de que seu papel, como líder, é deixar claras as metas a serem atingidas, bem como o que deve ser feito para que isso aconteça.


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