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Gráfico de Pareto: o que é, como interpretar e como fazer no Excel passo a passo

Toda equipe com múltiplos problemas para resolver enfrenta a mesma armadilha: tentar resolver tudo ao mesmo tempo. O resultado é esforço distribuído em dezenas de frentes, sem energia suficiente para resolver nenhuma com profundidade.

O Gráfico de Pareto existe para evitar exatamente isso. Ele mostra, com dados, onde está concentrado o maior impacto — e onde focar para obter o máximo resultado com o mínimo de esforço.

É por isso que o Gráfico de Pareto é uma das ferramentas mais utilizadas por profissionais Green Belt e Black Belt em projetos Lean Six Sigma. Não porque seja sofisticado — é simples de construir. Mas porque a pergunta que ele responde é a mais importante de qualquer projeto de melhoria: onde devo focar primeiro?

Para o tutorial completo passo a passo com capturas de tela, veja como fazer Gráfico de Pareto no Excel.

O que é o Gráfico de Pareto

O Gráfico de Pareto — também chamado de Diagrama de Pareto ou Gráfico 80/20 — é uma ferramenta visual de priorização que combina um gráfico de barras com uma linha de percentual acumulado. As barras representam a frequência ou impacto de cada causa, ordenadas da maior para a menor. A linha mostra o percentual acumulado à medida que as causas são somadas.

O resultado visual é imediato: as barras mais altas à esquerda são as causas que mais contribuem para o problema. A linha cruza os 80% em algum ponto — e as causas à esquerda desse ponto são os “poucos vitais” que merecem atenção prioritária.

A ferramenta foi concebida pelo economista italiano Vilfredo Pareto no século XIX, ao observar que 80% da riqueza da Itália estava concentrada em 20% da população. Décadas depois, o consultor de qualidade Joseph Juran adaptou esse princípio para a gestão da qualidade, criando o diagrama que usamos hoje.

O Princípio de Pareto — a regra 80/20

O Princípio de Pareto, ou regra 80/20, estabelece que em muitas situações, aproximadamente 80% dos efeitos são causados por 20% das causas.

Na prática industrial e de serviços, isso se manifesta de formas consistentes:

Contexto Os 20% que causam 80% do efeito
Defeitos em linha de produção 2-3 tipos de defeito respondem por 80% do refugo total
Reclamações de clientes Poucos motivos de reclamação respondem pela maioria dos casos
Retrabalho em serviços Poucas etapas do processo geram a maioria dos erros
Tempo de ciclo Poucas atividades consomem a maior parte do tempo total
Custo de não qualidade Poucos tipos de falha respondem pela maior parte do COPQ

A proporção exata não é sempre 80/20 — pode ser 70/30 ou 90/10. O que importa é o princípio: a distribuição dos problemas raramente é uniforme. Sempre há um subconjunto de causas que concentra a maior parte do impacto. O Gráfico de Pareto torna isso visível.

Quem foi Vilfredo Pareto? Economista e sociólogo italiano (1848–1923), formado em engenharia e ciência política. Seu estudo original sobre distribuição de renda revelou a concentração que ficou conhecida como Princípio de Pareto. Joseph Juran — consultor romeno radicado nos EUA — foi quem formalizou a aplicação desse princípio na gestão da qualidade, criando o diagrama como ferramenta prática.

O que é a Curva de Pareto

A Curva de Pareto é a linha que aparece sobre as barras do gráfico — e é ela que dá ao Gráfico de Pareto seu poder analítico.

Enquanto as barras mostram a frequência individual de cada causa, a curva mostra o percentual acumulado: começa no topo da primeira barra (a causa de maior frequência) e sobe progressivamente até atingir 100% na última categoria.

A leitura da curva é o momento central da análise:

  • Encontre o ponto onde a curva cruza a linha dos 80% no eixo direito
  • Trace uma linha horizontal até a curva, depois uma linha vertical até o eixo horizontal
  • As categorias à esquerda desse ponto são os “poucos vitais” — as causas que juntas respondem por 80% do problema
  • As categorias à direita são os “muitos triviais” — contribuem com apenas 20% do efeito total

Quando a curva sobe rapidamente no início e depois achata — formato característico de S invertido — o Princípio de Pareto está presente com clareza: há poucos itens dominantes. Quando a curva sobe de forma mais linear, as causas têm distribuição mais uniforme e a priorização é menos evidente.

A inclinação da curva também comunica algo importante: quanto mais íngreme o início, mais concentrado é o problema em poucas causas — e mais poderosa é a priorização pelo Pareto.

O que é uma Análise de Pareto

A Análise de Pareto é o processo completo — não apenas construir o gráfico, mas usar os dados para tomar uma decisão de priorização fundamentada.

Ela envolve quatro etapas:

  1. Coletar e categorizar os dados — identificar os tipos de defeito, reclamação ou causa e registrar a frequência de cada um
  2. Construir o gráfico — ordenar em ordem decrescente, calcular o % acumulado e visualizar a curva
  3. Identificar os “poucos vitais” — localizar o ponto de 80% na curva e determinar quais categorias estão à esquerda
  4. Tomar a decisão — concentrar os esforços do projeto exclusivamente nos “poucos vitais”, documentando a decisão com os dados do Pareto

A diferença entre construir um Pareto e fazer uma Análise de Pareto está na última etapa. Muitas equipes fazem o gráfico, apresentam em reunião e depois distribuem os esforços igualmente por todas as causas — anulando completamente o benefício da ferramenta.

A Análise de Pareto só agrega valor quando a decisão de onde focar é de fato tomada com base no gráfico — e as causas à direita dos 80% são conscientemente deixadas para um projeto posterior.

Para que serve o Gráfico de Pareto

A função central é priorizar — não investigar causas (isso é papel do Diagrama de Ishikawa), não monitorar o processo (isso é papel da Carta de Controle). O Pareto responde a uma pergunta específica: entre todos os problemas ou causas identificados, quais merecem atenção primeiro?

Dentro do DMAIC, o Gráfico de Pareto aparece principalmente em duas fases:

  • Fase Analyze: após o Diagrama de Ishikawa levantar as hipóteses de causa, o Pareto prioriza quais investigar primeiro — concentrando a análise estatística onde está o maior impacto potencial
  • Fase Define/Measure: para priorizar problemas quando há múltiplos defeitos ou reclamações sendo analisados simultaneamente

Como fazer o Gráfico de Pareto — passo a passo

O processo é o mesmo independente da ferramenta usada (Excel, Minitab, manual):

Passo 1 — Coletar os dados

Defina o que será analisado — tipo de defeito, motivo de reclamação, causa de atraso — e colete a frequência de cada categoria. Use uma folha de verificação ou extraia de um sistema de dados. Sem dados reais, o gráfico não tem validade.

Exemplo de tabela de dados:

Tipo de defeito Frequência
Não selagem topo 55
Não selagem lateral 22
Impressão borrada 8
Não selagem fundo 8
Caixa amassada 7
Cor da impressão 4
Caixa rasurada 2
Total 106

Passo 2 — Ordenar em ordem decrescente

Reordene a tabela do maior para o menor valor de frequência. Esse passo é fundamental — o Gráfico de Pareto só funciona com as categorias em ordem decrescente.

Passo 3 — Calcular o percentual de cada categoria

Divida a frequência de cada categoria pelo total geral. No exemplo: 55/106 = 51,9%; 22/106 = 20,8%; e assim por diante.

Passo 4 — Calcular o percentual acumulado

Some progressivamente os percentuais: primeira categoria = 51,9%; segunda = 51,9% + 20,8% = 72,7%; terceira = 72,7% + 7,5% = 80,2%. A última categoria sempre resulta em 100%.

Tipo de defeito Frequência % % Acumulado
Não selagem topo 55 51,9% 51,9%
Não selagem lateral 22 20,8% 72,6%
Impressão borrada 8 7,5% 80,2%
Não selagem fundo 8 7,5% 87,7%
Caixa amassada 7 6,6% 94,3%
Cor da impressão 4 3,8% 98,1%
Caixa rasurada 2 1,9% 100,0%

Leitura: os três primeiros defeitos somam 80,2% de todos os defeitos. São os “poucos vitais”. Os outros quatro respondem pelos 20% restantes — os “muitos triviais”.

Como fazer o Gráfico de Pareto no Excel

Como fazer Gráfico de Pareto no Excel 2016 e Microsoft 365

O Excel 2016 e versões mais recentes (incluindo Microsoft 365) têm o Gráfico de Pareto como tipo nativo — o processo é direto:

  1. Monte a tabela com duas colunas apenas: Categoria e Frequência (não inclua as colunas de % e % acumulado — o Excel calcula automaticamente)
  2. Selecione as duas colunas com os dados
  3. Vá em Inserir → Gráficos → Estatístico → Histograma → Pareto
  4. O Excel gera automaticamente as barras em ordem decrescente e a curva de percentual acumulado com eixo secundário já configurado
  5. Ajuste título, cores e rótulos de dados conforme necessário

Esse é o método mais rápido e gera um gráfico correto sem risco de erro de configuração.

Como fazer Gráfico de Pareto no Excel 2013 e versões anteriores

No Excel 2013 e versões anteriores, o tipo Pareto não existe nativamente. O processo é manual em 10 passos:

  1. Prepare a tabela completa com as quatro colunas: Categoria | Frequência | % | % Acumulado (calculadas conforme os passos anteriores)
  2. Selecione apenas as colunas Categoria e Frequência
  3. Insira um gráfico de Colunas 2D (Inserir → Gráfico → Colunas → Colunas 2D)
  4. Com o gráfico selecionado, vá em Design → Selecionar Dados → Adicionar
  5. Adicione a série de % Acumulado: selecione o intervalo da coluna % Acumulado como valores da série
  6. Clique com o botão direito na nova série (% Acumulado) dentro do gráfico → Formatar Série de Dados
  7. Selecione “Eixo Secundário” — este é o passo mais crítico e o erro mais comum. Sem ele, a linha de % fica achatada no fundo do gráfico porque a escala de porcentagem (0–100%) é incompatível com a escala de frequência (0–55 no exemplo)
  8. Mude o tipo da série % Acumulado para Linha: clique com botão direito na série → Alterar Tipo de Gráfico da Série → Linha
  9. Configure o eixo secundário (direito) de 0% a 100% — clique no eixo direito → Formatar Eixo → Mínimo: 0, Máximo: 1 (o Excel usa decimal para porcentagem)
  10. Formate títulos, rótulos e cores. Adicione a linha de referência dos 80% manualmente se necessário

Fórmula do % acumulado no Excel (versões antigas):

Primeira linha: =B2/SOMA($B$2:$B$8)

Linhas seguintes: =D2+B3/SOMA($B$2:$B$8) (onde D2 é o % acumulado da linha anterior)

Formate as células como Porcentagem sem casas decimais.

Gráfico de Pareto no Minitab

No Minitab, o processo é de um clique: Stat → Quality Tools → Pareto Chart. Insira a coluna de dados e o programa gera o gráfico completo com a curva, os percentuais individuais e acumulados e a linha de 80% já marcada. Para projetos formais de Lean Six Sigma, o Minitab é a referência — além de mais rápido, garante a configuração correta sem risco de erro manual.

Exemplo completo de Análise de Pareto — linha de embalagem hospitalar

Uma indústria farmacêutica registrava 106 defeitos por semana na linha de embalagem. A equipe precisava decidir onde focar o projeto de melhoria. Aplicando o Gráfico de Pareto com os dados da tabela acima, o resultado foi claro:

“Não selagem topo” e “não selagem lateral” juntos respondem por 72,6% de todos os defeitos. Adicionando “impressão borrada”, chegamos a 80,2% com apenas 3 das 7 causas.

A curva de Pareto cruzou os 80% na terceira barra — confirmando que 3 categorias (43% das categorias) causam mais de 80% dos defeitos. A decisão foi focar exclusivamente na selagem, investigando máquina, material de embalagem e procedimento de set-up. As outras 4 causas foram documentadas mas deixadas para um projeto subsequente.

Resultado: em 8 semanas, os defeitos de selagem foram reduzidos de 77 para 6 por semana — redução de 92%. O total de defeitos caiu de 106 para 35 por semana, apenas atacando os “poucos vitais”.

Gráfico de Pareto e Diagrama de Ishikawa — como usar os dois juntos

Essas duas ferramentas são complementares dentro do DMAIC e formam uma das combinações mais poderosas na análise de causas:

Ferramenta Pergunta que responde Quando usar
Gráfico de Pareto Quais causas têm maior impacto? Para priorizar onde investigar primeiro
Diagrama de Ishikawa Por que essa causa existe? Para aprofundar a causa raiz de cada item priorizado

O fluxo correto: use o Pareto para identificar os 2-3 defeitos que concentram 80% do problema. Para cada um desses defeitos prioritários, construa um Diagrama de Ishikawa para mapear as possíveis causas raiz. Depois, valide estatisticamente com Teste de Hipótese ou correlação.

Sem o Pareto, o Ishikawa pode ser construído para o problema errado. Sem o Ishikawa, o Pareto aponta onde focar mas não explica por quê o problema existe.

Quando o Gráfico de Pareto não funciona

  • Dados insuficientes: com poucas observações, a distribuição pode não refletir a realidade. O mínimo recomendado é 50 ocorrências totais
  • Categorias mal definidas: se as categorias forem muito amplas (“erro humano”, “problema de máquina”), o gráfico perde o poder de direcionar a análise
  • Causas de impacto similar: quando as frequências são muito próximas entre si, não há “poucos vitais” claros e o Pareto não ajuda a priorizar
  • Análise somente por frequência: frequência alta nem sempre significa impacto alto. Uma causa rara com custo unitário muito alto pode ser mais prioritária — nesse caso, fazer o Pareto por custo, não por frequência

Pareto por frequência vs. Pareto por custo

Tipo de Pareto Eixo Y Quando usar
Por frequência Número de ocorrências Quando todas as ocorrências têm impacto similar
Por custo Custo total de cada categoria Quando o custo por ocorrência varia muito entre categorias
Por tempo Tempo perdido Projetos de redução de lead time ou tempo de ciclo
Por impacto no cliente Número de reclamações ou NPS Projetos de melhoria da experiência do cliente

Pareto no DMAIC — onde a ferramenta se encaixa

Fase DMAIC Como o Pareto contribui
Define Prioriza qual problema atacar quando há múltiplos candidatos ao projeto
Measure Mostra a distribuição atual dos defeitos — linha de base do projeto
Analyze Prioriza quais causas investigar com Ishikawa e validar com estatística
Improve Verifica se as soluções implementadas mudaram a distribuição dos defeitos
Control Monitora se os “poucos vitais” permanecem controlados após as melhorias

Profissionais que dominam o encadeamento Pareto → Ishikawa → Teste de Hipótese resolvem problemas que resistiram a anos de tentativas anteriores — porque a causa raiz é identificada com precisão e os esforços são concentrados onde fazem diferença.

A certificação Green Belt da EDTI cobre o Gráfico de Pareto no contexto completo do DMAIC — com dados reais, integração com as demais ferramentas e aplicação em projetos da organização do aluno.

Conteúdo revisado pelo Master Black Belt Marcelo Petenate, estatístico, formado pela Unicamp, mestre pela USP e especialista em Lean Six Sigma e melhoria contínua.

FAQ

O que é o Gráfico de Pareto?

O Gráfico de Pareto — também chamado de Diagrama de Pareto ou Gráfico 80/20 — é uma ferramenta visual de priorização que combina barras (frequência de cada causa em ordem decrescente) com uma curva de percentual acumulado. Mostra visualmente quais causas concentram a maior parte dos problemas, permitindo focar os esforços onde o impacto será maior.

O que é o Princípio de Pareto ou regra 80/20?

O Princípio de Pareto estabelece que aproximadamente 80% dos efeitos são causados por 20% das causas. Na gestão da qualidade, significa que a maioria dos defeitos, reclamações ou perdas geralmente provém de um número pequeno de causas. O Gráfico de Pareto torna esse princípio visível com dados reais do processo.

O que é a Curva de Pareto?

A Curva de Pareto é a linha que aparece sobre as barras do gráfico, representando o percentual acumulado das categorias. Começa no topo da primeira barra e sobe progressivamente até 100%. O ponto onde a curva cruza os 80% no eixo direito indica a divisão entre os “poucos vitais” (causas à esquerda, que concentram 80% do problema) e os “muitos triviais” (causas à direita, que respondem pelos 20% restantes).

Como fazer o Gráfico de Pareto no Excel 2016 ou Microsoft 365?

Selecione as colunas de Categoria e Frequência → Inserir → Gráfico Estatístico → Pareto. O Excel gera automaticamente as barras e a curva de percentual acumulado com eixo secundário configurado. É o método mais rápido e sem risco de erro de configuração.

Como fazer o Gráfico de Pareto no Excel 2013?

O processo é manual: monte a tabela com % acumulado → insira gráfico de colunas → adicione a série de % acumulado → clique com botão direito na série → Formatar Série de Dados → selecione “Eixo Secundário” → mude o tipo dessa série para Linha → configure o eixo direito de 0% a 100%. O passo do eixo secundário é o mais crítico — sem ele a linha de % fica achatada no fundo do gráfico.

Qual a diferença entre Gráfico de Pareto e Diagrama de Pareto?

Nenhuma — são o mesmo instrumento com nomes diferentes. “Gráfico de Pareto” enfatiza o aspecto visual; “Diagrama de Pareto” é o nome usado em publicações técnicas de qualidade. Ambos se referem à mesma ferramenta com barras em ordem decrescente e curva de percentual acumulado.

Quem criou o Diagrama de Pareto?

O Princípio de Pareto foi identificado pelo economista italiano Vilfredo Pareto (1848–1923). O consultor de qualidade Joseph Juran adaptou esse princípio para a gestão da qualidade e criou o diagrama como ferramenta prática, popularizando-o mundialmente nas décadas de 1950-60.

Quando usar o Gráfico de Pareto?

Use quando houver múltiplas categorias de problema, defeito ou causa e for necessário decidir onde focar primeiro. É especialmente útil na fase Analyze do DMAIC, após o Diagrama de Ishikawa levantar as hipóteses de causa. Também é usado na fase Define para priorizar qual problema atacar quando há múltiplos candidatos ao projeto.

O Gráfico de Pareto pode ser feito por custo em vez de frequência?

Sim — e em muitos casos é a abordagem mais correta. Quando o custo por ocorrência varia muito entre as categorias, um Pareto por frequência pode priorizar o problema errado. Um defeito raro mas de alto custo unitário pode ser mais prioritário que um defeito frequente mas barato. A escolha do eixo Y (frequência, custo, tempo ou impacto no cliente) depende do objetivo do projeto.

Qual a diferença entre Gráfico de Pareto e Histograma?

O Histograma mostra a distribuição de frequência de uma variável contínua (peso, temperatura, tempo) — usado para entender o comportamento estatístico de um processo. O Gráfico de Pareto mostra a frequência de categorias discretas (tipos de defeito, motivos de reclamação) em ordem decrescente — usado para priorizar. São ferramentas diferentes com finalidades diferentes, ambas parte das 7 ferramentas da qualidade.

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