Conheça as principais ferramentas da qualidade: Gráfico de Pareto

Ainda em nossa semana especial, vamos continuar a nossa série de posts sobre as ferramentas da qualidade, hoje iremos falar sobre o Gráfico de Pareto.

Você pode conferir os posts postados anteriormente acessando os links:

Conheça as principais ferramentas da qualidade

Conheça as principais ferramentas da qualidade: Distribuição (histograma e dot-plot)

Continue acompanhando, para saber mais!

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Gráfico de Pareto

Vilfredo Pareto foi um economista italiano que viveu entre os séculos XIX e XX. Durante seus estudos econômicos sobre a distribuição de renda da população, Pareto identificou que uma pequena parcela da população detinha a maior parte do PIB, enquanto a maioria da população representava uma pequena parcela do PIB.

Esta relação ficou conhecida como regra 80/20. 80% do PIB nas mãos de 20% da população e 20% do PIB nas mãos de 80% da população.

Um dos pioneiros em trabalhos na área de Qualidade, Joseph Juran, encontrou um padrão semelhante ao encontrado por Pareto na distribuição dos tipos de defeitos de certo produto.

Após diversas análises, ele chegou a conclusão de que em grande parte das iniciativas de melhoria, poucos tipos de defeitos eram responsáveis pela maioria das rejeições (poucos vitais), ou seja, 80% dos problemas de qualidade de uma peça são causados por 20% dos tipos de defeitos.

Da relação entre esses dois trabalho foi criado o conceito de Pareto.

Um dos objetivos centrais de um programa de qualidade é reduzir perdas provocadas por itens defeituosos que não atendem às especificações.

Existem muitos tipos de defeitos que fazem com que um produto não atenda às especificações. Concentrar esforços no sentido de eliminar todos os tipos de defeitos não é uma política eficaz.

Devemos focar nos tipos de defeitos que são responsáveis pela maioria das rejeições, sendo mais eficaz atacar as causas desses poucos defeitos mais importantes, daí a necessidade de utilizarmos o gráfico de Pareto.

Uma empresa de embalagens precisava reduzir custos com peças defeituosas encontrados em sua produção.

Como a empresa não sabia por onde começar decidiu-se utilizar o conceito do Gráfico de Pareto para analisar quais defeitos ocorriam com maior frequência. Durante duas semanas os dados foram coletados, resultando no gráfico a seguir:

A análise do gráfico de Pareto permitiu à empresa identificar quais eram os defeitos mais recorrentes e com isso priorizar a solução dos problemas relacionados à não selagem do topo, não selagem do fundo e não selagem lateral.

No exemplo anterior, no eixo vertical, utilizamos a frequência das ocorrências com que ocorriam os defeitos, porém outras opções também podem ser utilizadas.

Um cliente cujo negócio era a distribuição de sistemas de automação estava interessado em reduzir o quanto era gasto com cada fornecedor para trocar peças que apresentavam defeitos em campo.

Para tanto eles coletaram durante um mês todos os sistema que precisaram ser trocados e qual era o fornecedor desse sistema.

Eles sabiam também que existia uma grande diferença entre os preços, com sistemas simples que custavam R$ 300,00, até sistemas complexos cujo custo era R$ 2.000,00. Nesse caso cada defeito foi multiplicado pelo custo do seu sistema e essa variável foi utilizada para a construção do Pareto.

Com essa análise foi possível focar no fornecedor D, uma conclusão bem diferente do que obteríamos se olhássemos apenas a frequência.

Conseguiu entender a função do gráfico de Pareto? Deixe seu cometário, compartilhe nosso texto em suas redes sociais! E lembre de continuar nos acompanhando para saber sobre as outras ferramentas da qualidade.

E claro, lembrando sempre que nosso curso de Green Belt aborda essas ferramentas de forma aprofundada e o torna apto a aplica-las nos projetos de melhoria. Inscreva-se agora clicando aqui.


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