Como um projeto de experimentos aumenta sua produção

Engenheiro executando um projeto de experimentos

Esta é uma história real. Uma empresa parceira da Escola EDTI procurou nossa equipe para tentar reduzir o índice de refugo de peças de uma certa máquina em sua produção e consequentemente reduzir também os custos de produção. Essa empresa vinha há anos tentando melhorar seu processo, mas sem sucesso. A equipe EDTI, então, decide executar um projeto de experimentos utilizando as técnicas do curso de DoE para verificar quais fatores influenciam no índice de refugo das peças em questão e identificar como atacar o problema.

Neste post, veja como a execução de um DOE ajudou a empresa a reduzir para zero o índice de refugo e ainda reduzir o tempo de produção da peça.

O projeto de experimentos

Objetivo

Quando trabalhamos em projetos de melhoria ou projetos de qualidade, antes de qualquer coisa é preciso definir o objetivo do estudo. Conversando com a equipe da empresa parceira e a equipe EDTI chegamos ao seguinte objetivo: Reduzir para 0.5% o índice de refugo de determinada peça em certa máquina em 4 meses, sem aumentar o peso da peça.

O experimento

Para avaliar quais os fatores são relevantes para estudar o índice da taxa de refugo executamos um experimento fatorial 2^k. Não vamos entrar nos detalhes do experimento, mas caso tenha interesse em como implementar experimentos fatoriais, clique aqui.

No primeiro experimento verificamos que a pressão de recalque tem alta influência no peso e qualidade da peça e que quanto maior a pressão de injeção, menor o peso da peça. Com essas informações construímos um novo DOE 2^3 para verificar se uma variação de maior amplitude na pressão de injeção irá continuar reduzindo o peso da peça injetada sem produzir não conformidades e tentar encontrar uma temperatura de câmara quente com o mesmo objetivo.

Após a realização do segundo DOE chegamos a uma configuração de pressão de injeção, pressão de recalque e temperatura ótimas de forma que reduzimos o peso e o índice de refugo da peça. Além disso, depois desses conhecimentos adquiridos a equipe decidiu replicar a configuração em outras máquinas que apresentaram alto índice de refugo e realizar um outro experimento para estudar o tempo de recalque. Nesse último observaram que conseguiram uma economia de tempo de injeção de até 20%.

Resultados do projeto de experimentos

Com a execução de três experimentos em quatro meses, a empresa parceira conseguiu descobrir quais são os níveis de pressão de injeção, pressão de recalque e temperatura que minimizariam o índice de refugo sem aumentar o peso das peças. Com o conhecimento adquirido realizaram outro experimento para estudar o tempo de recalque. Os resultados foram:

  • Redução do índice de refugo de 5% para 0%.
  • Redução de 2.5% no peso das peças injetadas.
  • Redução de até 20% no tempo de produção das peças.

Em apenas quatro meses a empresa parceira identificou as melhores configurações de produção que tentava atingir na base da tentativa e erro. Além disso, conseguiu reduzir o tempo de injeção das peças, aumentando a produtividade e lucro.

E se não usasse DOE?

Provavelmente o problema não seria identificado e se fosse identificado demoraria muito mais tempo. Enquanto isso a empresa iria perdendo tempo, dinheiro e produção com o alto índice de refugo.

Quer implementar um DOE em sua empresa?

A execução de um DOE possibilita economia de tempo e dinheiro para sua empresa. Confira o curso de DOE da Escola EDTI clicando aqui. Confira também um pouco do que ensinamos em nosso curso clicando no botão abaixo de como executar um experimento fatorial na prática utilizando o softaware estatístico Minitab.

Experimentos fatoriais no Minitab

1 responder

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *