Inibidores da Criatividade

Inibidores da Criatividadeinibidores da criatividade

No post de hoje iremos citar os principais fatores inibidores da criatividade nas empresas. O primeiro deles é o excesso de “mim”. Empresas que tem muitos mim e poucos eles, isto é, muita gente com autoridade para dizer não, porém pouca autoridade para dizer sim, não estimulam a criatividade. Já ouviram esta história:
– Por mim está aprovado, mas preciso ver com eles. Eles é que mandam na aprovação ou não desta mudança.

Quem nunca ouviu o gestor direto se entusiasmar com uma ideia de mudança proposta, mas não investir ou lutar para que ela fosse aprovada nos comitês superiores?

Quem nunca passou meses e até anos esperando pela aprovação de sua ideia, tendo que neste período fazer inúmeros ppts, estudos de viabilidade, explanações e uma série de itens que acabaram custando mais à empresa do que a mudança propriamente dita. Este é um dos fatores que mais inibem a inovação e a criatividade.

Dualibi e Simonsen citam Ralph J. Hallman para enumerar uma série de fatores que também impedem a criatividade nas organizações. São eles:

  • Atitudes e meios excessivamente autoritários: identifica-se principalmente numa frase atribuída ao senhor Ruben Berta, pioneiro presidente da Varig: “Nesta companhia há sempre três opiniões: a errada, a certa e a minha”. Ou na cabeça do Henry Ford quando este falava que seus clientes poderiam escrever escolher qualquer cor, desde que fosse preto.
  • Pressão para conformar-se: quando novas ideias são sempre recebidas com temor e desconfiança; é o status quo autoindulgente.
  • Medo do ridículo: quando o executivo se recusa a correr riscos por temor à opinião de seus colegas, concorrentes ou de seus subordinados.
  • Intolerância com as atitudes mais joviais: empresas que exigem uma atitude séria e compenetrada de seu pessoal, mesmo quando há razões para alegria.
  • Excesso de ênfase nas recompensas e no sucesso imediatos: em oposição ao exercício de solucionar os problemas pelo simples prazer de resolvê-los.
  • A busca excessiva de certeza: em flagrante contradição com a primeira lei de Murphy e com o mote do Harold Koeing (“Seja Exaustivo”). O executivo tem de se convencer de que é melhor fazer qualquer coisa, mesmo com riscos, do que não fazer nada. De Bono chama este problema de paralisia pela perfeição.
  • Hostilidade com a personalidade divergente: a sabedoria política já nos mostrou que a existência de qualquer oposição é sempre salutar, por mais irritante que seja.
  • Falta de tempo para pensar: há empresas que sobrecarregam seus executivos de tal forma e por tão longos períodos, que não lhes sobra tempo para dedicarem-se a soluções novas ou mesmo para enunciar novos problemas.

  • Rigidez da organização: sinônimo de “prisão do organograma”. Ocorre, geralmente, em empresas superestruturadas, cheias de manuais de procedimento, que carecem do ambiente estimulante para a criatividade.

Diante destes pontos, tome cuidado e fuja da filosofia de que para ter sucesso basta ter equipes medíocres seguindo grossos manuais de procedimentos. Está mais do que provado: o que move as empresas são as pessoas. Elas existem para organizar pessoas em processos que atenderão as necessidades de outras pessoas.

2 respostas
  1. Elisa says:

    Oi Virgílio,

    Post bem interessante, gostei.
    E é muito verdade a sua última frase “Elas existem para organizar pessoas em processos que atenderão as necessidades de outras pessoas. “, mas parece que algumas pessoas e empresas ainda não concordam plenamente com isso..

    Elisa
    (mec03!!)

  2. admin says:

    Quanto tempo dona Elisa…

    O problema da gestão e de todo o corpo de conhecimento estruturado existente é que 99% fica no papel ou nas boas intenções né…

    Abraços

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