Criatividade: trabalho e o não trabalho

Criatividade: trabalho e o não trabalho

Neste artigo vamos mudar um pouco de assunto. Nos últimos posts falamos sobre Lean, six sigma e tópicos relacionados à melhoria de processos. Neste, vamos falar um pouco sobre o conceito de trabalho. O que é afinal, trabalho nos dias de hoje e porque trabalho é diferente do estudo e dos jogos.

De Masi explica em seu livro “Criatividade e Grupos Criativos” que o ser humano nunca esta parado. Somente por convenção, algumas atividades são chamadas de “trabalho”, contidas em regras precisas e dotadas de valores de troca. Nos últimos dois séculos, a sociedade industrial fez uma separação clara e artificial entre tudo aquilo que considerou trabalho e tudo o que considerou “não-trabalho”. Entre tempo dedicado ao estudo e ao aprendizado, tempo dedicado à produção e aos negócios, tempo dedicado ao repouso, ao jogo e ao deleite cultivado.

Várias formas de aprendizado

Nos dois séculos dominados pela organização manufatureira, o escritório era reservado a uma minoria de adolescentes e jovens privilegiados, que iriam depois empreender a carreira profissional, burocrática ou eclesiástica. Para a maioria destinada ao trabalho operário existiam várias formas de aprendizado. Estudo e aprendizado ocupavam os primeiros anos da vida; depois, iniciada a carreira, não era mais prevista nenhuma formação permanente.

Trabalho constituía a parte principal

Principalmente para os homens, o trabalho constituía a parte principal, séria e adulta, da vida, o dever, o resgate, a expiação, a afirmação, o mérito. Já o jogo, era a parte secundária, frívola, infantil, o prazer, a evasão, o divertimento, a anomalia, até o pecado. Portanto, as duas coisas eram mantidas separadas, para que o prazer e o jogo não comprometesse o dever e a produtividade do trabalho. Henry Ford costumava dizer que “quando trabalhamos, devemos trabalhar. Quando jogamos, devemos jogar. Não adianta misturar as duas coisas”.

Tudo era separado. Zona industrial da fábrica e a zona da casa, dos bares, do cinema, etc. Separação dos tempos: dias e horas de trabalho rigidamente separados dos dias festivos e das horas de repouso cotidiano, dos fins de semana, das férias de verão, das “semanas brancas”. Essa separação foi imposta pela própria natureza do trabalho industrial, que, para a imensa maioria dos trabalhadores, requeria lugares adequados e maquinarias de grande volume, barulhentas, perigosas, inconciliáveis com a vida doméstica e de repouso.

E isto faz sentido hoje?

E isto faz sentido hoje? Para a sociedade pós-industrial a essência é a criatividade e, para isto, é necessária juntar estas três esferas (trabalho, estudo e jogo) para formarmos o ócio criativo. Só uma parte minoritária da vida é ocupada pelo trabalho executivo. Hoje, há vários tipos de trabalho que desembocam no jogo, como por exemplo, o de uma equipe cinematográfica que se diverte rodando um filme cômico. Há trabalhos que desembocam no estudo, como por exemplo, os cientistas que conduzem experimentos, ou de um jornalista que se documenta e entrevista experts para escrever um artigo. Na própria Escola EDTI possuímos dinâmicas e jogos que são utilizados para o aprendizado.

Essas dinâmicas e métodos de criatividade são explorados em nosso curso de Criatividade.

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1 responder
  1. Fabiano Marques Perdigão says:

    Como é o seu trabalho? Ele se mistura com jogos e estudos? Você aprende no trabalho e se diverte? Pense nisto. Estas são condições para que você aumente a criatividade da sua equipe.
    Acredite em algumas organizações já estão acordando para este foco .
    Na pesquisa de campos para tese tive a oportunidade de verificar seu comentário já sendo implantado e monitorado .
    Parabéns

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