Show me the data!

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Em nossos cursos de Green Belt nós costumamos fazer um experimento muito simples e interessante, que é conhecido como “O Jogo dos Bodes”, ou no Brasil, como “porta dos desesperados”. No jogo, o participante tem de escolher entre 3 portas. Por trás de uma delas, há um prêmio e por trás das outras duas, bodes. Ao escolher um dos bodes, ele perde. Neste jogo (para dar mais emoção e aumentar a audiência), sempre após a escolha, o apresentador abre uma porta, revelando que atrás dela existia um bode, e pergunta se o jogador deseja mudar sua escolha.

Qual é a melhor alternativa? Mudar de porta ou não?

Pedimos sempre para nossos alunos nas aulas discutirem qual é a estratégia com mais chance de vitória. A princípio eles chutam várias explicações e calculam qual seria a probabilidade de ganhar em cada situação. Existe uma solução analítica para este problema (que não vai ser revelada neste post). Dificilmente um aluno usa a dedução analítica certa logo de cara.

O que fazemos então, é pedir a eles para que façam um experimento para simular o jogo dos bodes, solicitando que testem as duas estratégias (trocar sempre e manter sempre) e anotem a porcentagem de vezes que eles ganham ou perdem para cada estratégia, deduzindo qual é a melhor.

Mostramos então a solução analítica.

Este rápido exercício faz com que nossos alunos percebam um comportamento muito proveitoso nas organizações: testar. Testar um fenômeno e basear-se nos dados coletados é muitas vezes mais rápido, barato e confiável do que procurar soluções dedutivas. Em estatística diferencia-se as abordagens ao jogo dos bodes em duas correntes principais. A primeira, baseada na solução analítica e a segunda, se baseia em experimentos.

No caso do jogo dos bodes, chega-se a um resultado idêntico em ambas as abordagens, mas na vida cotidiana muitas vezes os fenômenos que lidamos são complexos demais para possibilitar uma a solução analítica. Isso nos leva muitas vezes a perder um tempo precioso elaborando hipóteses infundadas que nos levam a ações inúteis ou prejudiciais. Coletar dados em experimentos controlados é a maneira mais prática, barata e assertiva que dispomos para entender um fenômeno.

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