Evolução do Valor Adicionado Fiscal: Campinas

Evolução do Valor Adicionado Fiscal: Campinas

No artigo de hoje vamos falar sobre alguns dados estatísticos de nossa cidade sede: Campinas. Para isto, fui até a fundação SEADE e coletei os dados sobre o Valor Adicionado Fiscal de Campinas trazido a reais de 2011. Com estes dados, de 1993 até 2010, fiz um gráfico de tendência para observar o que aconteceu neste período. Este gráfico pode ser observado na figura 1.

 Campinas

Figura 1: Gráfico de tendência do valor adicional fiscal de Campinas. (fonte: Fundação SEADE)

A primeira vista, o que mais chama a atenção no gráfico é verificar que 1993 e 1994 tiveram um PIB maior do que 2010. Quando olhamos a série histórica vemos que a principal queda no valor foi em 1995. Mas, após esta análise, uma pergunta vem à mente: será que esta análise faz sentido? Será que esta queda é uma “causa especial”?

Schweart e de sua ferramenta de análise

Para responder isto, precisamos lembrar-nos do Schweart e de sua ferramenta de análise de causa especial: gráfico de controle. Mas, será que podemos fazer um gráfico de controle com os dados do valor adicionado? Será que faz sentido uma análise com os dados como estão? A resposta é não. O gráfico de individuais assume que as observações são não correlacionadas e para colocarmos esta “série temporal” no gráfico de controle precisamos trata-la antes. Uma boa maneira de fazermos isto é calculando qual é o retorno anual do valor adicionado. Para isto, precisamos dividir o valor adicionado no ano de 1994 pelo valor adicionado no ano de 1993. O resultado dela é o chamado retorno – estatística esta muito usada no mercado financeiro para análise de viabilidade e rentabilidade de investimentos.

Calculado o retorno, podemos fazer um gráfico de controle e concluir a nossa análise para descobrir se algo em especial aconteceu no ano de 1995 ou se foi só mais uma variação proveniente de causas comuns. Este gráfico está disponível na figura 2.

 

Figura 2: Gráfico de controle do retorno.

Analisando o gráfico da figura 2 nós podemos ver que não há causas especiais. Como? Sim, eu também me surpreendi com a análise. Porém, se olharmos mais de perto veremos que o ponto passou perto de estourar o limite de controle e ser considerada uma causa especial. Assim, apesar de não ser uma causa especial este é um ponto de atenção para a equipe econômica do município.

Mais uma vez, mostramos que com os conhecimentos adquiridos nos cursos de Six Sigma é possível realizar algumas análises interessantes sobre economia e até efetividade das políticas públicas.

 

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