empregabilidade

A crise esta feia, garanta sua empregabilidade!

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O cenário econômico por que passa o país traz preocupações para empresas e profissionais. As incertezas geradas pela instabilidade dos mercados impactam diretamente a geração de emprego e tornam ainda mais acirrada a disputa por vagas de emprego. Qualquer posto de trabalho se transforma em objeto de acirrada competição. Em um ambiente tão concorrido, apenas os mais preparados sobrevivem. É aí que entra em cena o conceito de empregabilidade.

A empregabilidade vai muito além da capacidade de o profissional posicionar-se no mercado de trabalho. Ela se refere a ações concretas no sentido de a pessoa ampliar habilidades e competências valorizadas e buscadas pelas organizações. Aqueles candidatos que desenvolvem de forma eficiente as suas qualidades costumam ser os mais disputados pelas empresas. Cabe ao profissional investir tempo e recursos no aprimoramento de sua empregabilidade. Mas como fazer isso.

“Marca pessoal”

Da mesma forma que as empresas se posicionam de forma estratégica no mercado, por meio de práticas e políticas de gestão, o profissional também deve atuar de maneira idêntica. Ele precisar criar a sua “marca pessoal”. O nome que aparece em seu RG pode se transformar em uma grife que expressa a imagem da competência, da eficiência e da inovação.

O desenvolvimento da “marca pessoal” passa pela análise detalhada de suas competências e habilidades. O profissional, de forma crítica e equilibrada, avalia os aspectos que necessitam ser trabalhados com mais atenção. A partir da identificação dos pontos fracos, a pessoa tem condições de iniciar o processo de aperfeiçoamento – seja ele no campo de formação técnica ou no de aprimoramento de questões relacionadas à inteligência emocional.

Tornar-se uma grife profissional requer esforço permanente de autoavaliação. Uma pergunta serve como elemento balizador no processo de construção da “marca pessoal”: “O que devo fazer para despertar na empresa o interesse em atrair e reter o meu talento?” A busca por espaço no mercado de trabalho tem efetivamente início neste ponto.

Capacitação profissional

A melhoria das condições de empregabilidade se relaciona diretamente com o esforço do profissional em aprimorar-se e manter-se atualizado. O mercado de trabalho apresenta excesso de oferta de mão de obra – na maioria das vezes, de baixa qualidade. Por outro lado, as empresas enfrentam a carência de pessoal qualificado.

Áreas que requerem recursos humanos altamente qualificados, como engenharia, funcionam com base em um tripé formado por:

  • Tecnologia;
  • Processos;
  • Pessoas.

Para que possam cumprir seus papéis de forma eficiente, os dois primeiros elementos dependem da ação humana. Ou seja, apenas funcionários capacitados conseguem “fazer a roda girar”. Nesse ponto, a qualificação profissional faz a diferença.

Antigamente, bastava o profissional concluir o curso técnico ou a graduação. A formação profissional se complementava no dia a dia, desempenhando as tarefas. A rotina de trabalho contribuía para a formação. Hoje, isso não ocorre mais. Ainda que algumas organizações invistam em ações de treinamentos, cursos de capacitação e de atualização (como os de Lean), a maioria das empresas espera que esta seja uma preocupação do profissional.

No entanto, não basta ter conhecimento técnico. Faz-se necessário aprimorá-lo. Empresas da área de recursos humanos destacam que o valor e mercado de um profissional pode subir até 40%, dependendo dos cursos e certificações que este possuir. Avaliando o investimento necessário para manter-se em dia com as demandas das empresas, percebe-se que a relação entre custo e benefício é extremamente vantajosa para quem busca uma vaga no mercado de trabalho ou para aquele que deseja alçar novos voos na profissão.

Abertura para a inovação

Além do aspecto estritamente profissional, cursos e certificações, como Green Belt ou Black Belt por exemplo, abrem novas perspectivas em termos de inovação em termos de carreira. Por exemplo, um desenvolvedor que trabalha com a mesma linguagem há anos precisa conhecer e dominar outras. As empresas buscam talentos capazes de solucionar problemas em diversas áreas. A especialização é importante, mas sempre no sentido de ampliação do conhecimento profissional – não como fator restritivo. Quanto mais polivalente for, mais oportunidades ele terá no mercado.

A inovação também ocorre no sentido de permitir a evolução ou o redirecionamento da carreira do profissional. O rápido avanço tecnológico em todas as áreas faz surgir e elimina funções nos quadros das organizações. Basta observar o número de profissões que simplesmente desapareceram nos últimos anos. O perfil das funções passou por grandes transformações. Estar atento a esse processo dinâmico impõe ao profissional a obrigação de gerenciar a sua própria formação, identificando mudanças e antecipando tendências do mercado.

Visão macro do negócio

Apostar na melhoria da empregabilidade também significa atentar para questões que extrapolam a atuação profissional em si. Hoje, espera-se que o empregado tenha a compreensão do negócio da empresa, da missão e dos valores. O funcionário desempenha um papel que vai muito além do mero executor de tarefas e de desempenhar funções pré-determinadas. Ele precisa ter uma visão macro acerca da organização onde trabalha, procurar informações sobre o mercado, as estratégias adotadas pela empresa, os resultados obtidos nos últimos anos etc.

A capacitação permanente e as certificações contribuem para essa ampliação de percepção. Ainda que tenham caráter técnico, as atividades de aperfeiçoamento profissional levam o funcionário a refletir sobre diversos aspectos de outros setores. Isso permite, por exemplo, compreender as demandas de um setor específico ou ainda as dificuldades enfrentadas pela organização.

Não à estagnação

O funcionário jamais pode se acomodar com uma promoção, um aumento salarial ou até mesmo um elogio. Na verdade, todo reconhecimento à atuação profissional traz em si a cobrança por um alto desempenho, por eficiência e também por resultados ainda melhores. A responsabilidade se torna ainda maior. Nesse sentido, a capacitação permanente representa um dos requisitos básicos para a melhoria das condições de empregabilidade.

Ao participar de cursos, treinamentos, seminários e atividades semelhantes, o profissional obtém um ganho adicional – e que muitas vezes nem é percebido. Essas atividades funcionam como espaços privilegiados para a formação de networking. Representam oportunidades para mostrar habilidades e competências que, na maioria das vezes, só são perceptíveis no cotidiano da empresa. Aos interessados em criar a “marca pessoal”, eis uma excelente oportunidade.

Você quer saber mais sobre questões relativas à melhoria da empregabilidade e o mercado de trabalho? Tem alguma dúvida ou sugestão de tema? Fale conosco ou deixe aqui o seu comentário.

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