No ambiente corporativo, um analista frequentemente se depara com sistemas que operam abaixo do potencial devido à falta de engajamento e processos fragmentados. Essa realidade não difere do futebol profissional. A atual movimentação do Corinthians no mercado, buscando a contratação de Fernando Diniz, oferece uma oportunidade rica para discutirmos a ciência da melhoria.
O “Dinizismo” não é apenas uma tática; é uma aplicação prática dos pilares da Psicologia e da Visão Sistêmica descritos por W. Edwards Deming. Como ensinado pelo Prof. Marcelo Petenate na Escola EDTI, o sucesso de qualquer projeto de melhoria depende de quão bem os processos se conectam como um sistema vivo. Neste artigo, analisaremos como os conceitos de trabalho em equipe da nossa apostila explicam o fenômeno Diniz e o que o clube paulista pode esperar dessa mudança estrutural.
A Psicologia como Pilar da Mudança
De acordo com os fundamentos da ciência da melhoria, as empresas são sistemas formados por pessoas interdependentes. Fernando Diniz é reconhecido por priorizar o lado humano, focando intensamente no pilar da Psicologia. Ele entende que cada jogador reage de maneira diferente à pressão e à implantação de novos métodos.
Em muitos clubes, como no caso hipotético da fábrica Mid-State citado em nossos materiais, a moral baixa e a falta de uma política de desenvolvimento humano sabotam a produtividade. Além disso, Diniz atua como um mentor, buscando elevar a confiança do grupo para que eles se tornem mutuamente responsáveis pelo objetivo comum. Para um Green Belt, esse foco no “lado emocional” é vital: uma mudança só é sustentável se fizer sentido lógico e emocional para quem a executa.
Visão Sistêmica vs. O Modelo Tradicional
A maioria das organizações ainda se estrutura como um organograma militar, onde as funções são rígidas e setorizadas. No futebol tradicional, os jogadores ocupam zonas fixas. Em contrapartida, o modelo de Diniz exige que o Corinthians funcione como um sistema interconectado, onde a saída de bola de um goleiro é tão crucial quanto o chute do atacante.
Essa interdependência é o que Deming chamava de Visão Sistêmica: a gestão das interações entre os processos para melhorar o resultado global. No Corinthians, a implementação desse método exigirá que o time atravesse as etapas de desenvolvimento de equipes de Tuckman:
- Forming: Onde a inclusão e o entendimento do “porquê” de Diniz serão testados.
- Storming: O estágio de conflito inevitável quando as ideias antigas são desafiadas.
- Norming: Quando a equipe começa a encarar os dados e adotar as regras do novo sistema.
- Performing: Onde a comunicação aberta se torna a norma e os resultados aparecem com fluidez.
O Papel da Liderança e o Método DMAIC
A diretoria do Corinthians, neste cenário, assume o papel de Patrocinador (Champion). Segundo a apostila da EDTI, o patrocinador deve legitimar o trabalho, remover barreiras políticas e garantir recursos para que o líder — neste caso, o treinador — consiga aplicar o método.
Embora o futebol seja dinâmico, um analista de performance pode enxergar a temporada como um ciclo DMAIC (Define, Measure, Analyse, Improve, Control). O treinador precisa definir o problema (baixa pontuação), medir a variação do desempenho, analisar as causas raízes de falhas defensivas e testar mudanças através de ciclos PDSA constantes nos treinamentos. Dessa forma, a melhoria deixa de ser um palpite e passa a ser fruto de conhecimento acumulado.
Conclusão: A Disciplina do Método
A eventual chegada de Fernando Diniz ao Corinthians representa uma tentativa de trocar o “sempre fizemos assim” por uma cultura de aprendizado contínuo. Contudo, como ressaltado pelo Prof. Marcelo Petenate, o Lean é uma jornada, não um evento rápido. O sucesso dependerá da capacidade do clube em padronizar os novos processos e sustentar os ganhos através da autodisciplina.
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- O que é um Green Belt? – Justificativa: Explica as competências de liderança necessárias para gerir times complexos.
- Roteiro DMAIC – Justificativa: Método padrão para organizar o progresso de melhorias mencionado no texto.
- Diferenças entre PDSA e PDCA – Justificativa: Aprofunda o conceito de aprendizado contínuo essencial para a filosofia de Diniz.
- Mapeamento de Processos: SIPOC – Justificativa: Ferramenta fundamental para entender a visão sistêmica de uma organização.
FAQ
1. O que o Corinthians pode aprender com o Lean Seis Sigma? O clube pode aprender a tratar a performance como um sistema interdependente, utilizando dados para reduzir a variabilidade nos resultados e focando na psicologia para aumentar o engajamento dos atletas.
2. Como Fernando Diniz utiliza o pilar da Psicologia? Diniz foca no desenvolvimento humano e nas relações interpessoais para criar uma equipe mutuamente responsável, o que no Lean Seis Sigma é fundamental para o sucesso de implementações de mudanças.
3. Qual o papel do Patrocinador (Champion) em um time de futebol? O Patrocinador é a diretoria do clube, que deve fornecer as condições, o tempo e a legitimidade para que o treinador aplique novos métodos sem a pressão por resultados imediatos que sabotem o aprendizado.
4. Por que a visão sistêmica é importante no Dinizismo? Porque o estilo de jogo exige que todos os jogadores atuem de forma coordenada e fluida, onde o sucesso de uma etapa do jogo (defesa) depende diretamente da qualidade da etapa anterior (ataque/posicionamento).
5. Quais as fases de desenvolvimento que o Corinthians enfrentará? O time passará pelos estágios de Forming (Formação), Storming (Conflito), Norming (Normalização) e Performing (Desempenho) até que o novo método de trabalho seja plenamente absorvido.
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