De olho na carreira: o que é e como se tornar um engenheiro gestor?

Entre os 100 CEOs de maior desempenho no mundo, 24 são engenheiros. Além disso, os dados da lista da RBH, publicada em 2014 na Harvard Business Review, revelam uma forte tendência: dos líderes trazidos de fora das empresas, o número de graduados ou pós-graduados em engenharia é maior do que entre os executivos internos promovidos pelas instituições (insiders).

O fato é que o mundo dos negócios é bastante complexo e, para dar conta de tanta complexidade, nada melhor do que um engenheiro. Raciocínio analítico, capacidade de relacionar variáveis, facilidade com números e autodidatismo são características desse profissional que vêm sendo valorizado cada vez mais pelas instituições, em todo o mundo.

Mas, para assumir o cargo de gestor administrativo ou financeiro de uma grande corporação, essas caraterísticas ainda não são suficientes.

Deve-se somar a elas boa comunicação oral e escrita, capacidade de se relacionar com pessoas acima e abaixo do seu organograma e conhecimentos dos fundamentos da administração e marketing, além de um segundo ou terceiro idioma. Só então o profissional estará preparado para assumir novos desafios na carreira.

Diante disso, neste post vamos falar sobre a rotina de trabalho de um engenheiro e como se tornar um engenheiro gestor. Acompanhe!

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Entrevistamos três alunos que dividiram sua trajetória ao longo desse processo, desde a decisão de se tornar um Green Belt, até a experiência ao longo das aulas. Escolher uma instituição de ensino adequada é primordial para uma experiência completa de aprendizado, não basta tomar a decisão de realizar cursos para se destacar se isso não gerar, de fato, conhecimento ao aluno.





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O dia a dia do trabalho de um engenheiro

O dia a dia da profissão, por si só, já é desafiador. O engenheiro responsável pela construção de um prédio trabalha com orçamentos limitados, prazos curtos e equipes reduzidas. Assim, precisa saber gerir recursos humanos, cumprir prazos e priorizar a qualidade.

Mas um bom engenheiro não se deixa abater. Por ser planejador e ter facilidade para resolver problemas, ele desmonta os enigmas, analisa as partes e as solucionam, até montar todo o quebra-cabeça.

Nesse sentido, a atuação de um engenheiro civil na administração de uma obra tende a combater o desperdício de materiais e de recursos humanos. Ele participa tanto da elaboração de projetos como do gerenciamento da obra, evitando o retrabalho gerado pela falta de planejamento — além de fiscalizar o consumo de materiais, o andamento dos custos e o tempo gasto.

Cabe a ele, também, resolver problemas relacionados aos funcionários dos canteiros de obra. Basicamente, ele deve estimular a motivação, promover a capacitação e contribuir para tornar o ambiente de trabalho agradável e seguro.

As vantagens de ser um engenheiro gestor

Os engenheiros estão sendo atraídos para outras áreas com menos oscilações do mercado. Tanto os recém-formados quanto os já profissionais de engenharia civil e elétrica (em que a matemática é mais exigida) são atraídos pelo mercado financeiro, que oferece melhores remunerações.

Já os engenheiros agrônomos encontram oportunidades nas seguradoras — sobretudo as que têm empresas agrícolas em seus portfólios, cuja avaliação das plantações e safras e os diagnósticos mais técnicos são extremamente valorizados, por evitarem riscos.

Os administradores perceberam a necessidade de novas posturas das pessoas que desempenham cargos estratégicos. Hoje, os tradicionais chefes abrem espaço para os líderes e para o trabalho em equipe.

Assim, o engenheiro que pretende se tornar um gestor deve buscar capacitação na área humanística — Administração, Psicologia ou Economia são as áreas recomendadas —, bem como deve aprender técnicas de negociação, liderança e marketing.

A qualificação técnica e comportamental

Ao longo dos anos, verificou-se uma mudança no perfil dos profissionais da engenharia procurado pelas empresas.

Criatividade, dinamismo, capacidade de decisão, visão global e adaptabilidade são as competências valorizadas atualmente, independentemente da hierarquia. Já para os cargos gerenciais, a principal habilidade exigida é a comunicação: expressão oral e escrita, capacidade de negociação, liderança e trabalho em equipe.

Nesse sentido, para atender as novas exigências e melhorar a gestão de pessoas, o engenheiro civil ou gerente de obra precisa ter conhecimentos multidisciplinares da administração de empresa, psicologia do trabalho e engenharia de produção.

Em outras palavras, a formação técnica deixou de ser garantia de rápida colocação no mercado.

Os cursos de MBA e pós-graduações ajudam a corrigir algumas lacunas, porém, ainda não garantem o perfil desejado para cargos de gestão. Assim, passar por todas as áreas da empresa na qual você trabalha é fundamental para adquirir habilidades em comunicação e relacionamentos interpessoais e ampliar a sua criatividade.

Um grande diferencial são cursos de certificação. Como por exemplo o curso de Green Belt desenvolvido pela Escola EDTI. 

Profissionais que obtém a certificação Green Belt foram habilitados, através de um curso específico, na metodologia Seis Sigma, que visa a melhoria de processos de produção.

especialista Green Belt é, então, capaz de aplicar os preceitos do método Seis Sigma em empresas e outras organizações.

Desafios enfrentados pela educação em engenharia

As mutações na carreira e na preparação de um engenheiro gestor para o mercado são tratadas com profundidade no relatório do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

O documento destaca as tendências mundiais no cenário em transformação do ensino da engenharia, identifica os líderes atuais e emergentes no campo e descreve algumas de suas direções futuras. Dentre os seus apontamentos, estão os principais desafios enfrentados pela educação em engenharia e, em alguns casos, pelo ensino superior como um todo:

  • o alinhamento das metas dos governos nacionais na educação superior;
  • o fornecimento de aprendizado centrado no aluno para grandes grupos de estudantes;
  • o estabelecimento de sistemas de nomeação e promoção da faculdade que recompensem melhor o ensino de alta qualidade.

O documento apresenta ainda três tendências que devem definir o futuro da educação em engenharia. A primeira é uma inclinação do eixo global da liderança em educação em engenharia, menos focada nas instituições dos EUA e do norte da Europa.

Outra tendência é uma mudança na direção a programas que integram a aprendizagem centrada no aluno com um currículo orientado para os desafios prementes do século 21: social, ambiental e tecnológico. Por fim, há o surgimento de uma nova geração de líderes com capacidade de fornecer currículos focados no aluno em escala.

Portanto, diante de tudo o que vimos até aqui, fique atento às mudanças nessa área! Esteja sempre à frente da concorrência e seja o engenheiro gestor que as empresas mundiais estão em busca.

E agora que você já conhece as qualificações necessárias para se tornar um engenheiro gestor, se gostou deste post, que tal compartilhá-lo nas redes sociais?

1 responder
  1. Willian Múcio
    Willian Múcio says:

    Olá bom dia!

    Sou aluno de engenharia civil. Me chamo Willian Múcio e ao ler essa publicação, meu conceito é que nós Engenheiros ou futuro, estamos preparados para diversas situações.

    Responder

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