Disruptivo: como adotar esse comportamento na carreira e nos negócios

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O modelo disruptivo de negócios (ou mesmo de pensar e agir) tem como principal característica a simplicidade.

É o que concluímos ao observar que toda inovação classificada dessa maneira traz consigo soluções que facilitam a vida das pessoas, ao contrário do que se observava antes.

Em certos casos, a disrupção parece até coisa de ficção científica, tamanha é a quebra de paradigmas que estabelece.

Por outro lado, o pensamento disruptivo não é privilégio apenas das mentes mais brilhantes e fora da curva.

Qualquer pessoa pode desenvolvê-lo para ter uma carreira de sucesso, se assim desejar.

Acompanhe a leitura e saiba como dar os primeiros passos nesse sentido!

Qual o significado de disruptivo?

De acordo com o artigo “7 Disrupções Digitais Que Podem Surpreender nos Próximos 5 Anos” (em inglês), de autoria de Kasey Panetta e publicado no site da Gartner, disrupção é:

“Algo que surge um pouco depois de um modismo, mas que fica e muda os modelos de negócios”.

A propósito, o mesmo artigo aponta algumas tendências para o futuro no campo da disrupção que beiram o surreal.

Entre elas, estão o armazenamento de dados com base no DNA, humanos aumentados (uma espécie de clone) e a chamada “Terra gêmea”, uma versão digital do planeta que pode ajudar a antecipar catástrofes, entre outros usos.

E inovação disruptiva?

Ainda que a disrupção represente uma quebra do pensamento corrente, ela não deixa de ser uma maneira de inovar em cima daquilo que já existe.

A diferença é que, quando a inovação é disruptiva, ela traz para o mercado produtos ou serviços que ampliam exponencialmente o acesso ao público, por meio do downsizing e da aplicação da tecnologia.

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O que é ser um profissional disruptivo?

Pensar fora da caixa e desenvolver a proatividade é só o começo para quem pretende se tornar um profissional disruptivo.

Além do viés inovador, para desenvolver essa habilidade é preciso também ter um forte sentido de coletividade, orientação para resultados e capacidade de interpretar dados.

Para tornar-se disruptivo, é preciso reunir um conjunto de competências e habilidades indispensáveis para trabalhar em um cenário de mudanças constantes.

Características do comportamento disruptivo

Como destaca um artigo publicado na Harvard Business Review (em inglês), “disrupção é um processo”.

Isso quer dizer que, antes de uma inovação disruptiva tomar forma, é preciso que seus realizadores tenham uma atitude e modo de pensar que os leve a isso de forma gradual.

Nesse aspecto, observam-se alguns traços característicos importantes de comportamento:

  • Não subestimar os avanços da tecnologia
  • Ver o mercado como um território de competição
  • Buscar por “soluções análogas” em outros setores
  • Estar completamente em sintonia com a Transformação Digital
  • Agir com a consciência de que o mundo é cada vez mais Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo (conceito VUCA).

Vantagens do modelo disruptivo em empresas

Não faltam exemplos de empresas que começaram pequenas, com uma proposta de mudança até certo ponto radical, e acabaram desbancando as gigantes dos seus setores.

Alguns exemplos:

  • GoPro, no segmento de fotografia
  • Uber, no de transportes
  • Airbnb, no de hotelaria
  • Apple, em informática, telefonia e tecnologia em geral.

Não por acaso, algumas dessas empresas começaram como iniciativas individuais, com uma infraestrutura precária (algumas em garagens) e, com o tempo, mostraram seu valor ao utilizar a tecnologia em favor dos negócios.

Por isso, boa parte dos negócios baseados na disrupção superam a concorrência com relativa facilidade, uma vez que esse modelo traz diversas vantagens competitivas.

Confira a seguir.

Seu negócio um passo (ou mais) à frente

Nos anos 1980, quem imaginaria que a até então poderosa Kodak, que dominava o ramo de fotografia, seria em breve totalmente superada pelo avanço das câmeras digitais?

E o que dizer da Nokia, outrora gigante da telefonia nos anos 1990 e começo dos anos 2000, que foi engolida pelo surgimento do iPhone e dos demais smartphones?

Esses são alguns casos de empresas que, apesar de todo o prestígio e penetração no mercado mundial, fracassaram diante de concorrentes disruptivos.

Empresas que cultivam essa abordagem costumam ficar em condições melhores na “corrida” do mercado em razão de suas soluções visionárias.

Gera receitas recorrentes

Quando um negócio deixa de se preocupar com a concorrência, deixando para os adversários a tarefa de lutar para se recuperar, cria condições de se sustentar por longos períodos.

É a chamada receita recorrente que, embora seja típica de modelos de negócios com cobrança de assinatura, pode também ser aplicada no varejo e até no e-commerce.

Tudo vai depender do quão disruptiva for a solução e se ela realmente atende aos anseios e necessidades dos consumidores.

Abre um “Oceano Azul”

O livro “A estratégia do Oceano Azul”, de Chan Kim e Renée Mauborgne, trata da necessidade de as empresas desenvolverem uma nova visão para seus negócios.

A proposta dos autores é que as organizações deixem de lado a competição entre si, focando em mercados inexplorados.

Uma vez que novas demandas sejam descobertas, a empresa deixa o “mar vermelho” repleto de concorrentes, passando a navegar em um “oceano azul” de oportunidades.

Cria oportunidades

Falando em oportunidades, empresas disruptivas são muito mais hábeis em criá-las do que aquelas que só se preocupam em correr para se recuperar de um prejuízo.

Isso porque elas sabem que, em um mercado saturado pela concorrência, tende-se a criar produtos e serviços cada vez mais caros e sofisticados.

Isso faz com que um público menos exigente não seja atendido, o que por sua vez leva a uma demanda reprimida.

A melhor forma de aproveitá-la é justamente investindo no comportamento disruptivo, de maneira que a empresa passe a desenvolver soluções para as pessoas e não para si própria.

Reduz custos

Uma vez que o negócio passe a olhar para públicos mais amplos e não atendidos em suas necessidades, é forçado a encontrar meios de produção escaláveis.

Ou seja, em vez de estar em uma corrida permanente de investimentos em tecnologias caras com o objetivo de superar a concorrência, o que se faz é um movimento contrário.

Em vez de assumir custos exorbitantes e crescentes, a empresa aplica tecnologia para desenvolver serviços e produtos simples, mas efetivos para seus públicos.

Exemplos de negócios disruptivos

Provavelmente você deve ter se lembrado de algumas empresas disruptivas enquanto lia este conteúdo, certo?

Bons exemplos não faltam para ilustrar esse tipo de empresa, como mostra o relatório Disruptive companies and business models (em inglês), da KPMG.

Segundo o documento, estão entre as empresas mais disruptivas do mercado nomes como:

  • Amazon
  • Alibaba
  • Netflix 
  • Google 
  • Microsoft 
  • Facebook (Meta)
  • Baidu.

Note que, embora já gigantes em seus segmentos, essas empresas têm em comum o fato de terem começado como iniciativas independentes.

Como vimos, algumas tinham pouquíssimos recursos no começo, como é o caso do próprio Facebook, idealizado como um projeto universitário por Mark Zuckerberg e o brasileiro Eduardo Saverin.

Como adotar o pensamento disruptivo

Também vimos que o comportamento disruptivo não nasce da noite para o dia.

Até chegar a um estágio da carreira que permita desenvolver esse tipo de solução, é preciso ter não só as soft skills desejadas, mas cultivar uma nova forma de pensar.

Por outro lado, o pensamento pode ser influenciado pela ação, então, se você ainda se sente longe de um mindset disruptivo, não desanime.

Comece com uma mudança de postura e de atitudes como as descritas abaixo.

Observe o mercado

Ainda que um dos objetivos da inovação disruptiva seja levar a empresa a navegar em um oceano azul, a concorrência sempre vai existir de alguma forma.

Ela pode ser o ponto de partida para saber em que direções o mercado está seguindo para, em cima disso, trabalhar em produtos e serviços totalmente novos.

Lembre-se de que as empresas disruptivas estão focadas em levar soluções às pessoas que não são contempladas pelo que os grandes players fazem.

Então, para superá-los, você precisará observar o que estão fazendo para desenvolver algo em uma linha diferente.

Faça a pergunta clássica

Profissionais disruptivos são, além de inovadores, questionadores do status quo.

Assim sendo, há uma pergunta clássica que todos eles fazem ao observar o mercado em que estão inseridos:

“Existe uma forma melhor de se fazer?”

Claro que, em muitos casos, a resposta será simplesmente “não sei”.

É aí que o comportamento disruptivo faz a diferença, pois é ele quem impulsiona as empresas em busca de novas soluções.

Aplique a tecnologia

Outro traço comum das empresas e profissionais disruptivos é a aplicação da tecnologia como meio de reduzir custos e tornar um negócio escalável.

Assim, eles ampliam o acesso a produtos e serviços a segmentos mais amplos de público, sem que isso signifique a necessidade de investimentos mais pesados.

Afinal, de que outra maneira o Uber se tornaria um gigante dos transportes, mesmo sem ter um único veículo próprio em sua frota?

Conclusão

Ser disruptivo é nadar contra a maré, ou seja, ir em uma direção que seus concorrentes sequer considerariam seguir.

Como vimos, esse é um comportamento que precisa ser desenvolvido, ainda que você já tenha a inovação “na veia”.

Uma maneira de chegar lá é fazer os custos da EDTI, voltados para você que quer se diferenciar no mercado conhecendo a metodologia Lean.

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