Importância da gestão de carreira para o profissional

Passou o tempo em que a gestão de carreira era uma atividade exclusiva das organizações. Hoje em dia, cada vez mais os profissionais devem ser responsáveis pelos rumos que querem seguir no mercado de trabalho e, à medida do possível, por conciliar esses caminhos com as necessidades das empresas onde já atuam. Dessa forma, o profissional precisa assumir um papel de protagonista na gestão de carreira, até porque, caso não faça isso, pode sofrer com a falta de empregabilidade no futuro. Veja, em seguida, como você pode agir para gerenciar a própria trajetória profissional.

Planejar a gestão de carreira

Sempre que possível, é recomendável fazer o planejamento da própria carreira desde a escolha de uma graduação, na fase que antecede o vestibular. Porém, não são todas as pessoas que passam por testes vocacionais e que recebem ajuda profissional adequada para fazer a gestão de carreira desde essa época. Ainda assim, quem tem esse tipo de auxílio pode, ainda jovem, alcançar importantes vantagens competitivas no mercado de trabalho. Quando o estudante consegue vislumbrar uma trajetória profissional de longo prazo, pode se preparar com antecedência. Por exemplo, estágios, intercâmbios, participação em pesquisas e seminários, produção de artigos etc. são algumas maneiras de se preparar para determinada carreira.

Definir uma estratégia

Mesmo que o profissional não tenha tido a oportunidade de planejar a gestão de carreira ainda durante a graduação, não significa que não possa fazer isso em outros estágios de vida. Um passo importante, nesse sentido, é fazer um diagnóstico da situação atual e estabelecer uma meta aonde se quer chegar. A partir do conhecimento desses dois pontos, que podemos chamar de A e B ou de partida e chegada, o profissional pode definir estratégias para traçar esse caminho. De modo geral, ele pode tentar responder à seguinte pergunta: “O que preciso fazer para alcançar minha meta?”.

Por exemplo, um profissional que trabalha em atividades operacionais, mas almeja uma posição de gerência, precisa adquirir as competências necessárias para assumir o cargo pretendido. Para tanto, pode buscar especializações, como pós-graduação, MBA, certificações em metodologias, como as do Six Sigma, entre outras possibilidades.

Aproveitar ou criar oportunidades

A gestão de carreira de um profissional dependerá, muitas vezes, da organização onde ele já trabalha e dos objetivos que ele possui no que diz respeito à ascensão na profissão. Quando uma empresa possui um plano de carreira estabelecido, o profissional pode se sentir mais motivado, ao saber de antemão o caminho que pode trilhar na organização. Nesse caso, o profissional pode moldar a própria gestão de carreira às necessidades da empresa e, assim, conseguir subir de nível hierárquico. Nesse sentido, é importante salientar que o colaborador deve assumir uma postura proativa, ou seja, estar preparado quando a oportunidade surgir, caso contrário, pode perder uma chance que demorará para voltar a aparecer.

Contudo, como não são todas as empresas que possuem planos de carreira formais, cabe ao colaborador tomar a decisão se vale a pena ou não continuar na organização. Se ele perceber que não há perspectiva de crescimento profissional no atual emprego, pode se preparar por conta própria para buscar uma oportunidade em outra organização. Nesse sentido, caso a ascensão na carreira seja uma prioridade para o profissional, ele pode intensificar a procura por uma vaga mais vantajosa, seja com o envio de currículos, o desenvolvimento de uma boa rede de contatos, participação em eventos etc.

Ainda assim, é interessante que o profissional aja com cautela na hora de fazer a transição de uma empresa para outra, principalmente, no que diz respeito à dependência de salário. Afinal, pedir demissão de uma organização sem ter uma reserva financeira que assegure o padrão de vida, até que se alcance uma nova oportunidade, pode ser um risco muito grande. Além disso, é preciso avaliar eventuais restrições contratuais, que impeçam o profissional de trabalhar logo em seguida numa empresa do mesmo setor da anterior.

Eventuais correções de rotas

Por mais que o planejamento da gestão de carreira seja importante, ele não deve engessar a trajetória profissional. Como você deve saber, vivenciamos uma época de profundas mudanças no mercado de trabalho, por exemplo, com o surgimento de tecnologias que vêm realmente para revolucionar o dia a dia das empresas. Nesse contexto, são criados cargos, enquanto outros deixam de existir. Logo, para se adaptar a esse cenário de mudanças, o profissional deve muitas vezes reavaliar a própria carreira, para saber se está no caminho certo. Mesmo que alterações bruscas sejam difíceis, principalmente conforme a idade do profissional, às vezes se fazem necessárias, por exemplo, quando falta motivação para o cargo ou quando as perspectivas na função não são nada animadoras.

Riscos de não se fazer a gestão de carreira

O profissional que não faz a própria gestão de carreira ou que a deixa a cargo da empresa onde trabalha pode se frustrar no futuro, com a falta de oportunidades de ascensão ou, até mesmo, com uma possível demissão. Logo, a atualização contínua, por exemplo, por meio de cursos e palestras, pode ser uma maneira de o profissional se manter capacitado e empregável no mercado de trabalho.

Além disso, a gestão de carreira é uma forma de se garantir uma aposentadoria tranquila no futuro. Afinal, como você deve imaginar, os salários não são uniformes ao longo de uma carreira. Logo, quem não se prepara para aumentar a renda do emprego no decorrer do tempo, pode sofrer uma redução brusca do padrão de vida nos anos que antecedem a aposentadoria, caso necessite de uma recolocação profissional nesse período.

Você se preocupa com a própria gestão de carreira e busca ganhar competências ao longo da trajetória profissional? Compartilhe sua experiência aqui nos comentários. Não deixe de participar!

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