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Gestão por resultados: Saindo da escuridão e tomando as melhores decisões

Embora aplicada nas mais diferentes situações, a palavra “resultado” sempre se refere à consequências ou efeitos de alguma ação. No âmbito acadêmico, o resultado que um aluno atinge em uma avaliação é fruto de seu esforço e dedicação aos estudos.

Quando falamos no universo corporativo, não é diferente, os resultados alcançados por uma empresa dependerão exclusivamente das ações implementadas em seus processos organizacionais.

Se positivos, é sinal de que o planejamento, a execução e o controle dessas ações foram realizados da maneira correta, contribuindo para o desenvolvimento da organização.

Caso sejam negativos, torna-se necessário identificar os problemas e traçar ações corretivas para que os erros não se repitam no futuro e não comprometam o desempenho da empresa.

Nesse sentido, acompanhar de perto os resultados corporativos é o primeiro passo para tomar decisões mais estratégicas e assertivas, direcionando melhor os investimentos e otimizando a performance do negócio.

E é por esse motivo que o conceito de gestão por resultados está ganhando tanto espaço nos tempos atuais, inclusive na administração pública. Esse modelo de gestão oferece uma perspectiva diferente do método tradicional e envolve uma grande quantidade de teorias, métricas, ferramentas e metodologias.

Colocá-lo em prática exige uma coordenação dos esforços de toda a equipe em prol de um objetivo principal: atingir as metas preestabelecidas.

O que é a gestão por resultados?

O termo gestão por resultados vem do inglês “management by objectives” (MBO) ou “management by results” (MBR). Quem o apresentou ao mundo e o utilizou pela primeira vez, em 1954, foi Peter Drucker. Além de escritor e professor, o austríaco é considerado o pai da administração moderna.

No livro “The Practice of Management”, o autor enfatiza a importância da definição de objetivos e da avaliação isolada do desempenho de cada área, propondo verdadeiros desafios aos gestores, seus ensinamentos são aplicados até os dias de hoje, com apenas algumas adaptações ao cenário contemporâneo.

A gestão por resultados nada mais é do que um modelo de administração que foca no alcance das metas organizacionais previamente estabelecidas, diferentemente do modelo tradicional, que prioriza mais os procedimentos.

Muitos associam esse tipo de visão apenas às equipes de vendas. No entanto, ela pode ser aplicada em empresas de todos os portes e áreas de atuação. Afinal, o mercado competitivo se encontra cada vez mais acirrado, exigindo uma mudança de atitude por parte dos gestores.

É preciso investir em tomadas de decisão mais assertivas e dar prioridade às ações relevantes para a organização, as quais devem receber os investimentos necessários, em recursos financeiros e humanos, para alcançar as metas almejadas.

Quando uma organização decide implantar a gestão por resultados, ela assume que todos os profissionais envolvidos são responsáveis pelos efeitos obtidos e também por aqueles não obtidos, conhecidos como oportunidades perdidas. Sendo assim, as áreas da empresa devem ser integradas, para que caminhem juntas, cada uma contribuindo com as suas tarefas.

No modelo hierárquico tradicional, o patrão definia os objetivos, transmitia a informação aos subordinados e somente depois avaliava o desempenho. Já nesse novo método, as metas são definidas em conjunto com todos aqueles que fazem parte do negócio, a partir de dados sobre as reais possibilidades da empresa, o que proporciona o estabelecimento de objetivos mais viáveis e justos.

Tudo isso contribui para uma estrutura organizacional mais dinâmica, aumentando a interatividade pessoal e incentivando o desenvolvimento profissional dos funcionários e também dos projetos. Existem alguns conceitos que são considerados como os pilares da gestão por resultados.

Para entender ainda mais sobre a metodologia, vamos conhecer três características principais:

  • Transparência: Consiste em garantir a livre circulação das informações mais relevantes dentro da empresa da estrutura básica até os planos mais complexos e técnicos, de modo que sejam disponíveis para toda a equipe, por meio de diversos canais;
  • Objetividade: Esta característica diz respeito à forma como as metas devem ser comunicadas, com clareza e concisão. Como elas são responsáveis por orientar todos os esforços da equipe, devem ser difundidas sem rodeios, visando não prejudicar o entendimento;
  • Engajamento: Não é possível tornar a gestão por resultados uma realidade em sua empresa sem ter a total adesão dos funcionários. Apesar de ser o pilar mais difícil de construir, é um aspecto fundamental para o sucesso.

Apesar de toda a complexidade, os efeitos desse tipo de gestão são ótimas recompensas. Implantar a gestão por resultados transforma os objetivos estratégicos em resultados palpáveis, que podem ser monitorados, avaliados e gerenciados em tempo real. Ou seja, a metodologia é capaz de modificar toda a administração de um negócio, otimizando seu desempenho ao máximo.

Para elucidar a importância da aplicação do modelo, apresentaremos suas seis maiores vantagens em relação a modelos de trabalho já padronizados e mais comuns no mercado competitivo:

Agilidade na tomada de decisões

Tomar importantes decisões empresariais é algo complexo. Mas quando se tem em mente um objetivo específico, é mais simples definir quais são as atitudes necessárias para concretizá-lo. No entanto, é válido lembrar que isso não exclui a necessidade de realizar uma análise cuidadosa. É indicado considerar os números apresentados pela empresa para que a tomada de decisões não seja comprometida com metas surreais.

Melhorias na estrutura organizacional interna

A gestão por resultados possui um grande impacto positivo na parte interna da organização, melhorando a interação não só entre o líder e seus liderados, mas também entre os diferentes departamentos e setores. O espírito de colaboração passa a motivar o ambiente de trabalho, espaço em que todos reconhecem a importância da função de cada profissional. A troca de informações e feedbacks também é um aspecto que estimula o desenvolvimento e o crescimento individual.

Redução dos índices de trabalho

Um alto número de retrabalhos é o pesadelo de qualquer gestor. A constante repetição de tarefas já realizadas influência no estado emocional da equipe e desperdiça recursos, como tempo e dinheiro. O estabelecimento de metas específicas permite a estruturação de um planejamento bem direcionado e que prioriza as tarefas relevantes. Essa atitude reflete diretamente nos índices de retrabalho.

Maior motivação da equipe

Falando em estado emocional, a gestão por resultados possui um efeito muito interessante sobre a autoestima dos funcionários. A partir do momento em que eles fazem parte da tomada de decisões e entendem claramente seu papel no alcance das metas, surge o chamado “senso de pertencimento”. Quanto mais motivados, mais os profissionais se comprometem com a empresa e focam nos resultados, aumentando significativamente a produtividade individual e coletiva.

Bom aproveitamento de recursos

Com a implementação do método, a empresa foca em trabalhar melhor. Dessa maneira, os recursos passam a ser aproveitados da melhor forma possível. Ao direcionar os esforços para as atividades importantes, por exemplo, os funcionários deixam de gastar tempo com tarefas paralelas. E não é só isso. Os recursos financeiros e tecnológicos também sofrem um impacto positivo, uma vez que são utilizados apenas quando realmente é necessário.

Aumento da qualidade dos produtos e serviços

Por fim, vale destacar que as vantagens da gestão por resultados não se mantêm somente dentro dos limites da empresa. Elas se refletem na qualidade do produto/serviço final, melhorando a experiência do cliente com a marca.

Como as decisões são pautadas em dados reais sobre a empresa, as demandas do consumidor são essenciais para a definição das metas. Assim, todo o trabalho é adequado às necessidades identificadas, que são atendidas com o mínimo de desperdícios.

Como aplicar a gestão por resultados?

Em vista dos tantos benefícios, é quase impossível não sentir vontade de colocar esse tipo de gestão em prática hoje mesmo em seu negócio, não é?

Contudo, o processo não é tão rápido, pois exige uma série de cuidados que vamos explicar melhor a seguir. É preciso avaliar as vantagens e os riscos que o modelo pode oferecer à empresa, além de conhecer profundamente a sua situação atual e o posicionamento de sua equipe. Não economize tempo no planejamento estratégico, porque ele pode evitar gargalos e problemas durante a execução.

Outro ponto importante é que, apesar de os principais focos serem os resultados, eles não podem ser cobrados de maneira agressiva, sob o risco de desmotivar os funcionários. Portanto, lembre-se de que essa é uma nova metodologia, na qual não se encaixam as mesmas regras rígidas do modelo tradicional. O importante é manter o compromisso em atingir os objetivos dentro do prazo estipulado.

Não há uma fórmula mágica para alcançar sucesso na aplicabilidade, mas lembre-se de que não há nada mais cruel do que estabelecer uma meta sem fornecer um método. Para bater metas é preciso que os colaboradores da empresa dominem um método para gerar melhorias e, dentro desse contexto, o Seis Sigma tem se mostrado extremamente eficaz.

É esse tipo de preparo que os cursos Green Belt e Black Belt da Escola EDTI oferecem, para saber mais sobre o assunto e conhecer outros materiais, acesse nossos materiais gratuitos e torne-se capacitado para gerir.

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