Saiba como gráficos ou cartas de controle ajudam a manter processos “nos trilhos”

Uma organização com eficiência e qualidade, que funciona com setores ou “engrenagens” em perfeita sintonia, é o sonho de quase todo gestor.

Contudo, na prática não é bem assim. Não é à toa que os gráficos ou as cartas de controle são instrumentos de grande valia para o monitoramento dos processos de uma empresa.

Já imaginou uma companhia que não acompanha a variabilidade dos resultados? Possivelmente, ela estaria sujeita a desperdícios de materiais, prejuízos financeiros, reclamações dos clientes etc.

Já nos casos onde a organização avalia o desempenho das atividades, a tendência é de que ela consiga manter um padrão de qualidade por muito mais tempo.

E como fazer isso? Veja, em seguida, de que maneira as cartas de controle auxiliam na manutenção de processos.

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Medir para controlar

Quando se trata de gestão de empresas, é comum se ouvir falar nas quatro funções da administração: planejamento, organização, direção e controle.

Nesse sentido, de que adianta estabelecer planos, criar estratégias, mobilizar gente e capital etc., se a companhia não avalia os passos dados para saber se está no rumo certo, concorda?

Logo, as medições são essenciais para que um negócio possa controlar processos e, assim, mensurar eficiência, qualidade, produtividade, entre outros quesitos.

Por mais que máquinas sejam programadas para trabalhar dentro de certas configurações, pode ocorrer de determinados resultados ficarem fora dos padrões previamente estabelecidos.

Se isso acontece com os equipamentos, imagine com as atividades que envolvem a participação humana. No dia a dia de uma fábrica, por exemplo, é possível que uma tarefa desenvolvida por um funcionário com dez anos de experiência tenha resultado diferente do que a feita por um colaborador com dois anos na mesma função.

Em que pese as várias causas que possibilitam variações nos desempenhos dos processos, o cliente final tem a expectativa de receber um produto ou um serviço dentro de certo padrão.

Nessa perspectiva, por exemplo, uma rede de fast food teria que oferecer um hambúrguer com o mesmo sabor, independentemente de qual seja a filial visitada pelo cliente.

A importância das cartas de controle

Gráficos ou cartas de controle já existem há algum tempo na área da gestão da qualidade. Esse tipo de ferramenta remonta ao Controle Estatístico de Processo (CEP), idealizado por Walter Shewhart na década de 1920.

Quanto ao aspecto visual, esse tipo de gráfico tem a vantagem de proporcionar uma interpretação bastante intuitiva. Na verdade, ele é composto por três linhas: Limite Superior de Controle (LSC), Linha Média e Limite Inferior de Controle (LIC).

Além disso, no eixo horizontal há a marcação dos momentos (instantes) em que os dados foram coletados, enquanto no vertical, uma escala de medidas da variável analisada.

As cartas de controle são formadas por meio do registro dos resultados identificados em determinado processo. Com isso, é possível acompanhar a evolução do desempenho obtido.

À medida que os pontos (representantes dos dados) são colocados no gráfico, o responsável pela gestão da qualidade pode analisar a variabilidade do que está sendo mensurado e, assim, ter subsídios para a tomada de decisão, seja uma ação corretiva, seja o estabelecimento de um novo padrão etc.

Saber identificar processos estáveis e instáveis

A criação de uma linha de produtos pode ilustrar bem a necessidade de se lidar com processos estáveis e instáveis. Via de regra, até achar a combinação ideal para determinada mercadoria, a empresa busca realizar vários testes.

Após conseguir validar um processo-padrão, que atenda às especificações técnicas e às demandas dos potenciais clientes, então, a companhia lança o produto no mercado.

Por exemplo, é comum as montadoras rodarem bastantes quilômetros com modelos camuflados, para avaliar o desempenho dos veículos em diferentes condições.

De modo geral, só depois de ter confiabilidade no produto desenvolvido é que um negócio o comercializa. Tal postura não só serve para atender a requisitos de segurança como satisfazer os anseios da clientela.

Ainda assim, é possível que no dia a dia das empresas haja processos estáveis e instáveis, relativos a mercadorias ou serviços já postos no mercado.

Por isso, é indispensável que os gestores de qualidade tenham a capacidade de mensurar se esses conjuntos de atividades estão ou não “nos trilhos”.

Nesse caso, as cartas de controles constituem excelente forma de medir a variabilidade dos processos, de modo a mostrar se eles estão ou não dentro de um intervalo de tolerância relativo a determinado aspecto.

Por exemplo, se a linha dos pontos (sequência de dados coletados) ultrapassa o limite superior ou o inferior da carta de controle, é sinal de que o processo fugiu do padrão previamente estabelecido.

Nesse caso, uma causa especial foi responsável por gerar tal “perturbação” no gráfico. Contudo, se as variações ocorreram dentro do intervalo de tolerância, houve causas comuns, que podem ser aceitáveis.

Lidar com a interpretação dos dados

A frase atribuída a William Edwards Deming já é batida, mas não custa relembrá-la: “O que não é medido, não é gerenciado”. Entretanto, não basta só isso.

É preciso saber o que e como medir, além de ter capacidade de interpretar os dados obtidos. Se no dia a dia, uma simples coordenada errada num GPS pode levar a um lugar totalmente inesperado, que dirá a implantação de uma estratégia equivocada numa empresa, fruto de uma análise distorcida, não é mesmo?

Por esse motivo, os gestores de qualidade e líderes de equipes devem estar capacitados para identificar as variáveis que devem ser medidas, além de estabelecer os respectivos limites de tolerância.

No curso da Certificação Black Belt 6 Sigma, ministrado pela Escola EDTI, o aluno compreende os gráficos ou as cartas de controle na teoria e na prática.

Ao estudar sobre o roteiro DMAIC, que é uma sequência de cinco passos para executar projetos Lean Six Sigma, ele aprende tais cartas no módulo Measure.

Com isso, o profissional passa a se tornar apto a escolher o tipo de gráfico mais adequado para analisar as variáveis. Ele também conhece os principais erros de interpretação e, assim, previne-se contra possíveis distorções.

Para você ter uma ideia disso, se o gestor trata uma causa comum como se fosse uma causa especial, a tendência é de haver piora nos processos em vez de melhoria.

Quer também se especializar nas cartas de controle, além de dominar outras ferramentas de gestão da qualidade? Conheça, então, o curso da Certificação Black Belt 6 Sigma e faça a sua matrícula!



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