Simulado Green Belt: 12 questões com correção comentada
As doze questões abaixo cobrem os cinco blocos que mais aparecem em provas de certificação Green Belt. Responda sem consultar; a correção sai na hora, com a explicação de por que cada alternativa errada parece certa — que é onde está o aprendizado.
O que as doze questões cobrem
Nenhuma delas se resolve lembrando de uma definição. Todas exigem escolher o que fazer diante de uma situação, e é assim que as bancas montam prova desde que perceberam que decorar a lista de ferramentas não distingue quem conduz de quem recita.
Os cinco blocos são variação (questões 1 e 6), papéis (2 e 8), medição (3 e 9), DMAIC (4 e 11) e ferramentas e melhoria (5, 7, 10 e 12). O bloco de medição é o menos estudado e o que mais separa quem passa com folga de quem passa raspando, porque é o único que exige entender por que a medição vem antes da análise.
Se você errou nos blocos de variação ou medição, o gargalo é de fundamento, não de prova: responder mais questões antes de fechar esses conceitos rende pouco. Os dois estão em variação e em definição operacional, e a leitura que a questão 6 cobra está em carta de controle.
Os formatos de prova que você vai encontrar
| Formato | Como costuma ser | O que ele mede |
|---|---|---|
| Múltipla escolha fechada | Exame teórico cronometrado, consulta às vezes permitida | Reconhecimento de conceito e leitura de saída estatística |
| Múltipla escolha com caso | Um cenário seguido de questões encadeadas | Escolha de ferramenta diante de uma situação |
| Prova mais projeto | Exame teórico com entrega de projeto conduzido | Aplicação, não reconhecimento |
| Só projeto | Sem exame; banca avalia a condução | Método, do problema à verificação |
A distinção que mais importa está na última coluna. Provas fechadas medem se você reconhece o nome certo; provas com projeto medem se você conduz. Escolas que exigem projeto costumam ter exame teórico mais leve, e o contrário também vale — o que define o esforço inteiro de preparação.
Os requisitos variam bastante entre certificadoras: número de questões, tempo, se permite consulta, se exige projeto e qual a política de nova tentativa. Essas condições mudam com frequência e cada organismo publica as suas, então vale confirmar diretamente com a certificadora escolhida antes de se inscrever. O que cada tipo de certificação atesta está em certificação Lean Six Sigma.
Como usar o resultado
O valor de um simulado não está no percentual. Está nas questões erradas — e no exercício de escrever, para cada uma, por que a alternativa escolhida parecia certa. Esse texto de duas linhas revela o conceito ausente, que é o que a próxima questão sobre o mesmo tema vai cobrar de novo.
É o mesmo raciocínio de investigar a causa em vez de corrigir o sintoma, que a análise de causa raiz faz com processos. Errar a questão é o sintoma; o conceito ausente é a causa.
Duas outras coisas rendem mais que refazer listas. Saber o formato exato da sua banca, porque estudar para o formato errado desperdiça a preparação inteira. E treinar leitura de saída — uma carta de controle, um Pareto, uma tabela de capacidade: se você demora para dizer o que o gráfico mostra, esse é o gargalo, e ele custa mais pontos que qualquer lacuna de vocabulário. As ferramentas que aparecem em prova estão em ferramentas do Green Belt, o roteiro em DMAIC e a hierarquia cobrada nas questões de papel em as faixas do Lean Six Sigma.
Conteúdo revisado pelo Master Black Belt Marcelo Petenate, estatístico, formado pela Unicamp, mestre pela USP e especialista em Lean Six Sigma e melhoria contínua. A revisão tratou da cobertura dos blocos temáticos e das explicações por alternativa incorreta.
Se o simulado revelou lacunas em variação, medição ou na diferença entre mudança e melhoria, o White Belt gratuito da EDTI cobre exatamente esses três conceitos em poucas horas — e a formação completa está no Green Belt.
Perguntas frequentes
Como é a prova de certificação Green Belt?
Varia por certificadora. Os formatos mais comuns são exame de múltipla escolha cronometrado, com ou sem consulta permitida, e a combinação de exame teórico com entrega de um projeto conduzido. Algumas escolas certificam apenas por projeto, sem prova escrita.
O que mais cai na prova de Green Belt?
Cinco blocos concentram a maioria das questões: variação e capacidade, papéis das faixas, medição e definição operacional, estrutura do DMAIC, e escolha da ferramenta adequada a cada situação. Medição costuma ser o menos estudado e o que mais diferencia o resultado.
Precisa saber estatística para passar?
Precisa saber interpretar, não calcular à mão. As questões cobram leitura de carta de controle, de Pareto e de índices de capacidade. Memorizar fórmulas rende pouco porque a prova raramente pede o cálculo isolado.
A prova permite consulta?
Depende da certificadora, e o tempo por questão costuma ser calibrado de acordo. É a primeira condição a confirmar, porque muda a estratégia de preparação inteira.
Quanto tempo estudar para a prova?
Para quem acabou de concluir a formação, algumas semanas de revisão focada costumam bastar. Para quem retoma depois de meses, o gargalo raramente é conteúdo novo: é recuperar a leitura rápida de gráficos e a associação entre situação e ferramenta.
Simulado é suficiente para se preparar?
É útil como diagnóstico e insuficiente como preparação isolada. O ganho está em analisar os erros — entender por que a alternativa escolhida parecia correta revela o conceito ausente, que será cobrado de novo em outra questão sobre o mesmo tema.
É preciso fazer um projeto para se certificar?
Depende da certificadora. Parte exige a condução de um projeto avaliado por banca; outra parte certifica apenas com exame teórico. Quem pretende usar a certificação como argumento profissional costuma se beneficiar do formato com projeto, porque ele atesta condução e não apenas reconhecimento.
Reprovar impede uma nova tentativa?
Em geral não, mas as regras de prazo e de custo variam bastante entre organismos certificadores. Confirme a política antes de escolher onde se certificar.