Conheça as principais ferramentas da qualidade: Diagrama de Causa e Efeito

Como o combinado, aqui está a sequência de nossa série sobre as ferramentas de qualidade, hoje iremos falar sobre o Diagrama de Causa e Efeito. Um assunto que já abordamos em nosso blog que você pode conferir acessando aqui.

Dada sua relevância e a nossa semana especial, iremos retomar alguns conceitos importantes. Continue acompanhando para saber mais!

Os conteúdos anteriores você pode conferir acessando os links a seguir:

Conheça as principais ferramentas da qualidade

Conheça as principais ferramentas da qualidade: Distribuição (histograma e dot-plot)

Conheça as principais ferramentas da qualidade: Gráfico de Pareto

Conheça as principais ferramentas da qualidade: Gráfico de Dispersão

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Diagrama de Causa e Efeito

O Diagrama de Causa e Efeito, também conhecido como Ishikawa ou Espinha de Peixe, foi criado em 1943 pelo Dr. Karou Ishikawa, um engenheiro químico da Tokyo Universtiy.

O diagrama foi desenvolvido com o objetivo de representar a relação entre um “efeito” e suas possíveis “causas”.

Esta técnica é utilizada para descobrir, organizar e resumir conhecimento de um grupo a respeito das possíveis causas que contribuem para um determinado efeito.

Basicamente, é um método que busca organizar o raciocínio na localização de causas raiz de diversos problemas que prejudicam processos organizacionais, associando o efeito a ser estudado com as causas mais problemáticas, sendo muito utilizado no Seis Sigma.

Uma das grandes vantagens do diagrama está no fato deste fornecer uma conexão visual entre o efeito observado (disposto no lado direito do diagrama) e todos os possíveis fatores que contribuem para ele (dispostos à esquerda).

As espinhas principais representam as causas primárias do problema e as ramificações dessas espinhas representam as causas secundárias ou oriundas de processos anteriores.

Um dos méritos desta ferramenta é sua capacidade de trabalhar com diversos pontos de vistas, compartilhando o conhecimento comum sobre o problema e incentivando que os membros da equipe visualizem o sintoma e as possíveis causas de um problema como parte de todo um sistema (induz ao pensamento sistêmico).

Os principais tipos de causas contribuintes para os efeitos indesejáveis na indústria são os seis Ms:

Material

Mão de obra

Máquinas

Método de trabalho

Meio ambiente

sistema de Medição

Além destes, há inúmeras maneiras de classificação, de acordo com o tipo do negócio e do problema em questão.

São três os principais objetivos do diagrama causa e efeito

  1. Seleções dos dados importantes
  2. Apresentação das possíveis causas
  3. Guiar as medidas corretivas

Alguns cuidados devem ser tomados ao se elaborar um diagrama de Causa e Efeito:

O primeiro deles é ter em mente que as causas listadas são causas prováveis, ou seja, são hipóteses.

Deste modo, antes de começar a elaborar um plano de ação para corrigir as causas prováveis, é necessário confirma-las. Não se deve investir dinheiro em um plano de ação em que não há certeza, ou pelo menos uma grande convicção, sobre as causas.

Durante nossos trabalhos e treinamentos, nos deparamos muitas vezes com equipes acostumadas a preparar planos de ação com o objetivo de eliminar causas não confirmadas.

Isto representa uma grande fonte de desperdício para a organização. Mas porque será que isto acontece?

A principal razão para isto chama-se RNC, ou relatório de não conformidade. O RNC é um relatório exigido pela ISO toda vez que acontece algum desvio no produto ou serviço produzido.

Até aí, não haveria problema. Porém, neste relatório geralmente se encontra um espaço para o preenchimento do diagrama de Causa e Efeito acompanhado dos cinco porquês e de um plano de ação.

Esta estrutura induz as pessoas responsáveis pelo preenchimento da RNC a preencherem todos os três ao mesmo tempo.

O segundo cuidado a se tomar é sobre quem deve participar da elaboração do diagrama. É comum as pessoas
convidarem todos os envolvidos no processo para participarem da reunião para a elaboração, porém isto só eleva o custo da reunião e piora sua dinâmica.

Para este tipo de reunião, menos é mais. Só devem participar aquelas pessoas que realmente podem contribuir e tem disciplina para tal. Este reunião não deve virar bate papo.

Esta ferramenta é muito útil e aplicável a quase todos os projetos de melhoria. Uma das aplicações mais interessantes feitas pela nossa equipe foi em um projeto cujo objetivo era aumentar o volume de vendas pelo telefone de uma empresa do ramo de equipamentos de proteção elétrica.

Por meio do diagrama foi possível consolidar todas as possíveis causas para o fechamento ou não das propostas.
Isto possibilitou a nossa equipe entender quais fatores os vendedores julgavam importantes para o fechamento do pedido.

Alguns dos fatores que apareceram foram tempo de follow-up, mudança de vendedor, preço, prazo de entrega e prazo de pagamento.

Levantada todas as possíveis causas para o fechamento do pedido por meio do diagrama, foi possível elaborar um
plano de testes e verificar quais delas eram factíveis.

Para a surpresa de todos, muitas das “verdades” acabaram indo por terra. O fator que mais espanto causou foi
o impacto que o tempo para envio da proposta e o tempo até o primeiro followup tem na probabilidade de fechamento.

Deixar a proposta para o dia seguinte reduzia em 50% a chances de ela ser fechada.

Assim, ficou claro que a empresa deveria desburocratizar esse processo, pois sua velocidade interna era muito menor do que a velocidade que o mercado demandava.

Sem o diagrama de causa e efeito seria impossível descobrir tais problemas.

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