Implantação do Lean Manufacturing: conheça a ferramenta Andon!

Já imaginou se você fosse avisado, com antecedência, sempre que aparecesse algum problema na sua vida? Se isso ainda está longe da realidade das pessoas, saiba que a ferramenta Andon torna essa situação possível nas empresas.

Como você já deve saber, as organizações se transformaram em sistemas cada vez mais complexos, em que fluxos de informações e materiais apresentam relações de interdependência. Logo, se algum erro ocorre num processo, há o risco de que ele se propague por toda a linha de produção. Já imaginou o prejuízo?

Saiba mais, então, sobre a ferramenta Andon e veja como ela pode prevenir falhas nas empresas.

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O que é Andon?

O termo “Andon” é originário da língua japonesa e quer dizer “lâmpada”. Em sentido mais amplo, Andon representa qualquer sinal visual ou sonoro que tem como função alertar os operadores acerca do funcionamento da linha de produção.

Assim, a empresa pode estabelecer uma comunicação visual específica para a própria realidade, de acordo com alguns critérios que sejam, preferencialmente, de fácil compreensão por parte dos colaboradores.

Na vida cotidiana, o semáforo é um exemplo de sinal luminoso de entendimento rápido pelas pessoas, afinal, as cores verde, amarelo e vermelho significam “siga”, “atenção” e “pare” respectivamente.

Embora nas organizações os mecanismos Andon precisem ser um pouco mais complexos, para atender às mais diversas situações existentes numa linha de produção, há sempre a necessidade de que eles sejam notáveis e compreensíveis.

Dessa forma, o operador ou as equipes de solução de problemas saberão identificar a mensagem emitida e tomar a decisão esperada.

É importante ressaltar que o Andon faz parte de um contexto maior, já que se trata de uma ferramenta do Lean Manufacturing. Tal metodologia, por sua vez, tem como pilares o JIT (Just in Time) e o Jidoka (autonomacão).

Ao implantar esses conceitos numa empresa, o profissional deve ter como objetivo a redução de falhas e desperdícios. Para tanto, deve lançar mão de determinadas ferramentas, como o Andon.

Quais os benefícios do Andon?

Nos cenários de grande competitividade em que as companhias estão inseridas, produtividade e eficiência devem caminhar lado a lado. Ainda assim, não basta só produzir, é preciso assegurar a qualidade das mercadorias.

Diante desse desafio, as empresas precisam encontrar formas de aproveitar ao máximo os recursos de que dispõem. Nesse contexto, o Andon proporciona que a organização reduza desperdícios, seja em termos de diminuição ou até eliminação de falhas, seja em uso mais eficiente da mão de obra.

Uma vez que as máquinas de uma indústria são equipadas com mecanismos Andon, por exemplo, elas passam a “avisar” os operadores acerca do funcionamento da linha de produção.

Com isso, diminui-se a necessidade de supervisão constante, o que libera o operador para realizar atividades que agregam valor às mercadorias.

Ao contrário, numa organização que não utiliza a ferramenta Andon, o operador tem que acompanhar direto o funcionamento da máquina, à espera de uma falha, para poder agir e consertá-la.

Numa situação assim, se os equipamentos forem obsoletos e demandarem atenção total do operador, a produtividade da empresa estará condicionada ao número de colaboradores.

A capacidade de supervisão de cada pessoa ficará limitada a uma quantidade pequena de máquinas. Tal restrição, por fim, vira um inibidor do crescimento da organização.

Como utilizar a ferramenta no dia a dia de uma empresa?

O mecanismo Andon está diretamente ligado ao Jidoka (autonomação). Nesse sentido, as máquinas deveriam ser projetadas para fazer uma espécie de autodiagnóstico, de modo a avisar aos operadores eventuais falhas.

Por essa perspectiva, quando houvesse um problema em algum equipamento, a linha de produção seria parada até que ocorresse a solução. Nesse caso, a empresa deveria ter uma equipe específica para resolver os entraves, por exemplo, formada por profissionais certificados Green Belt.

É importante ressaltar que, em condições ideais, o operador não precisaria se deslocar do ambiente de produção para comunicar a equipe sobre a ocorrência de uma falha. Na verdade, os profissionais responsáveis pelas soluções é que teriam de ir até o local onde houve o problema.

Ao chegar até o lugar da situação, a equipe deve: detectar a falha; preferencialmente, parar a linha de produção; corrigir o equívoco na sequência; e, por fim, investigar a causa raiz da ocorrência, com objetivo de propor uma solução duradoura.

Tais medidas têm como propósito principal prevenir a existência de produtos defeituosos, o que implica desperdício de recursos produtivos, além de favorecer a insatisfação dos clientes.

Afinal, uma falha em um processo poderia acarretar uma reação em cadeia e, assim, “contaminar” outras atividades ao longo da linha de fabricação. Porém, com um mecanismo Andon a visualização de um eventual equívoco seria mais rápida e precisa, de modo a chamar a atenção dos responsáveis pelas máquinas.

No longo prazo, se a empresa realmente está empenhada em implantar o Lean Manufacturing, as chances de ela subir degraus em termos de produtividade e qualidade são grandes.

Nesse processo de crescimento, o “Andon” seria inicialmente uma espécie de ponta do iceberg, que comunicaria a existência de algo errado na produção. Contudo, o trabalho focado dos profissionais Green Belt, por exemplo, geraria soluções que mais tarde seriam incorporadas aos processos-padrões.

Uma das técnicas utilizadas nessa busca por melhorias é a dos “5 porquês”, que serve para identificar a causa raiz dos problemas. Com isso, a equipe passa a entender a fonte do erro, o que permite uma ação corretiva com efetividade, em vez de algum procedimento meramente “paliativo”.

Nesse sentido, os sinais emitidos pelo Andon devem ser de fácil entendimento por quem deve monitorar o fluxo produtivo. Caso contrário, o tempo de resposta à mensagem poderia ficar comprometido e, por consequência, a tomada de decisão seria adiada ou feita de modo impreciso.

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