Just in time: vantagens e desvantagens

Just in time é um termo em inglês, que significa “na hora certa”, a partir dessa denominação já podemos ter uma ideia sobre o que se refere esse sistema.

O sistema administrativo de produção Just in Time, determina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora certa.

Pode ser aplicado em qualquer ambiente organizacional, e tem grande peso no auxilio de redução de estoques, e nos custos decorrentes desse processo.

Esse sistema passou a ser um pilar importante para diversas indústrias, pois ao utilizá-lo a matéria-prima passa a chegar ao local de utilização apenas no momento necessário, evitando o que esses produtos fiquem parados.

Acúmulo do estoque gera um impacto extremamente negativo, pois a partir do momento em que se passa a ter um estoque maior que o necessário, se tem custos para manter as mercadorias armazenadas de forma adequada.

Seu principal conceito está na relação direta com a produção por demanda, ou seja, primeiro se vende o produto, para só então comprar sua matéria-prima, e fabricá-lo.

O estoque de matérias-primas da empresas que usam o sistema Just in Time estão programados para ter apenas o suficiente para algumas horas de produção, e essa não é uma tarefa fácil.

Os fornecedores devem ser treinados para trabalhar com entregas de pequenos lotes e na frequência desejada. Além disso o número de fornecedores deve ser o mínimo possível, pois uma quantidade menor os torna mais fácil de serem administrados.

Just in Time e o sistema Lean Manufacturing

O sistema Lean Manufacturing ou “Manufatura Enxuta”, lança mão de várias ferramentas, sendo o conceito de Just in time considerado um de seus principais pilares.

Pode ser explicada como uma metodologia que abrange um grupo de técnicas e ferramentas que, em conjunto, permitem à empresa identificar e eliminar oito diferentes tipos de desperdício.

Como o próprio nome diz, o objetivo do Lean Manufacturing é mudar a cultura produtiva da empresa, buscando sempre mantê-la enxuta o suficiente para que, em todos os níveis de produção, as atividades sejam realizadas visando o maior aproveitamento possível.

Trata-se de uma abordagem sistemática para identificar desperdícios dentro dos processos produtivos, eliminando-os por meio da aplicação de preceitos de melhoria contínua. Assim, além de tornar o processo produtivo mais enxuto, ela faz com que a empresa se flexibilize a ponto de, internamente, se adaptar às mudanças do mercado.

Vantagens

A principal vantagem dessa prática está na redução de estoques, pois não é necessário disponibilizar um espaço e recursos humanos para tratar deste aspecto. Existe também uma redução significativa dos tempos de preparação, de custos e desperdícios, uma vez que o sistema procura reduzir os gastos dos equipamentos, materiais e mão de obra.

Através do sistema just in time, há uma melhoria da qualidade do processo produtivo por conta do planejamento e a responsabilidade dos encarregados da produção, sendo que, o único nível aceitável de defeitos é zero, motivando a procura das causas dos problemas e das soluções que eliminem essas mesmas causas.

O modelo de produção também aumenta a rapidez de resposta do sistema pela redução dos tempos envolvidos no processo, pois, através da manutenção de níveis de estoque muito baixos (ou nulos), um modelo de produto pode ser mudado sem que se originem muitos componentes obsoletos.

Desvantagens

De outro lado, as principais desvantagens do just in time estão ligadas à flexibilidade do sistema produtivo, no que se refere à variedade dos produtos oferecidos ao mercado e à variação da procura a curto prazo.

Este sistema requer que a procura seja estável a curto prazo para que se consiga um balanceamento adequado dos recursos, possibilitando um fluxo de materiais contínuo e suave. Caso a procura seja muito instável, há a necessidade de manutenção de estoques de produtos acabados a um nível tal que permita que a procura efetivamente sentida pelo sistema produtivo tenha certa estabilidade.

Outro fator limitador do just in time é que a redução do estoque pode aumentar o risco de interrupção da produção em função de problemas de gestão de mão de obra, como, por exemplo, greves tanto na fábrica como nos fornecedores.

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