O benchmarking industrial é uma ferramenta poderosa para empresas que buscam excelência operacional e competitividade sustentável.
Ao comparar seus processos, produtos ou estratégias com os de outras organizações de referência no mercado, a indústria identifica oportunidades de melhoria com base em dados reais e práticas bem-sucedidas.
Como um processo estruturado de aprendizado organizacional, o benchmarking ajuda gestores a entender o que outras empresas estão fazendo melhor e como essas práticas podem ser adaptadas à sua realidade.
Continue lendo para conhecer os tipos de benchmarking e saber como aplicá-los.

O que é benchmarking industrial?
Benchmarking industrial é uma metodologia de comparação sistemática de processos, produtos, serviços ou indicadores com empresas do mesmo setor ou de setores diferentes que se destacam por suas boas práticas.
Essa comparação tem como objetivo identificar lacunas de desempenho, entender as causas e buscar soluções baseadas em experiências bem-sucedidas.
Na indústria, o benchmarking pode envolver desde a análise da eficiência das linhas de produção até o desempenho de indicadores de qualidade, segurança, logística, inovação e sustentabilidade.
Ele também é aplicado no planejamento estratégico e no desenvolvimento de novos produtos ou modelos de negócios.
Quais são os tipos de benchmarking?
Existem diferentes abordagens de benchmarking, cada uma com um foco específico.
Na indústria, os mais relevantes são:
Benchmarking interno
Consiste na comparação entre áreas, filiais ou unidades da mesma empresa.
É ideal para organizações com operações distribuídas, que desejam identificar as práticas mais eficientes dentro da própria estrutura.
Por exemplo, uma planta fabril pode adotar os métodos de manutenção preditiva já bem-sucedidos em outra unidade do grupo.
Benchmarking competitivo
É a comparação com concorrentes diretos. Exige cuidados com confidencialidade e ética, mas pode trazer insights importantes sobre posicionamento de mercado, eficiência produtiva ou diferenciais de produto.
É uma das formas mais complexas, por depender de acesso a dados estratégicos.
Benchmarking funcional
Acontece quando a empresa compara seus processos com os de organizações de outros setores, mas que enfrentam desafios semelhantes.
Um exemplo seria uma montadora de veículos se inspirar na gestão logística de uma empresa de varejo para melhorar seus processos de abastecimento.
Benchmarking genérico
Foca em práticas universais de excelência, independentemente do setor.
É comum em áreas como atendimento ao cliente, gestão da qualidade, inovação ou cultura organizacional.
Essa abordagem é útil para criar diferenciais estratégicos fora do padrão do setor.
Quais os benefícios do benchmarking industrial?
O benchmarking industrial traz uma série de benefícios para empresas de todos os portes.
Entre os principais, destacam-se:
- Aperfeiçoamento contínuo: identifica pontos de melhoria com base em práticas já validadas por outras empresas
- Redução de custos: permite encontrar formas mais eficientes de produzir, transportar ou operar
- Inovação estratégica: inspira a criação de novas soluções a partir de modelos bem-sucedidos
- Maior competitividade: eleva o padrão de desempenho da empresa em relação ao mercado
- Tomada de decisão orientada por dados: reduz o achismo ao adotar práticas comprovadas.
Como fazer benchmarking industrial em 6 passos
Para que o benchmarking seja eficaz, ele precisa seguir um processo estruturado.
Veja a seguir as principais etapas:
1. Definir o objetivo
Tudo começa pela definição clara do que se pretende comparar.
Pode ser um indicador de eficiência (como OEE), um processo (como setup de máquinas) ou um resultado (como índice de retrabalho).
2. Escolher os indicadores e critérios de comparação
É necessário definir as métricas que serão analisadas e os critérios que permitirão a comparação justa.
Esses indicadores devem ser relevantes, mensuráveis e comparáveis entre diferentes empresas ou unidades.
3. Selecionar os parceiros de benchmarking
Essa etapa envolve identificar empresas com boas práticas para observar, sejam concorrentes, fornecedores, clientes ou organizações de outros setores.
Em benchmarking interno, essa escolha é mais simples.
4. Coletar e analisar os dados
A coleta pode ser feita por entrevistas, visitas técnicas, relatórios públicos, benchmarking clubs ou até consultorias especializadas.
O importante é garantir que os dados sejam confiáveis e atualizados.
5. Identificar lacunas e oportunidades
Com os dados em mãos, é hora de identificar onde estão as diferenças e o que pode ser feito para alcançar ou superar os benchmarks encontrados.
Essa análise deve levar em conta as particularidades da empresa, evitando cópias automáticas.

6. Planejar e implementar melhorias
O benchmarking não termina na análise.
É preciso transformar os aprendizados em ações concretas, com planos de melhoria bem definidos, cronogramas, responsáveis e metas.
Conclusão
O benchmarking industrial é uma das formas mais inteligentes de aprender com o mercado e evoluir sem depender apenas de tentativa e erro.
Ele reduz incertezas, amplia o repertório dos gestores e impulsiona a melhoria contínua com base em boas práticas reais.
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