Pular para o conteúdo
Você está aqui: Início / Blog / Employer branding: o que é e por que a marca empregadora começa no processo

Employer branding: o que é e por que a marca empregadora começa no processo

Na mesma reunião, três pessoas descrevem a mesma empresa. O marketing mostra a campanha de marca empregadora: vídeos com depoimentos, página de carreiras nova, 40% mais candidatos por vaga em seis meses. O RH mostra outro número: dos contratados no período, 31% saíram antes de completar 90 dias. O supervisor de operações conta o que ouve no refeitório: “aqui é bonito no vídeo, mas a escala muda toda semana e ninguém explica o porquê”.

Os três estão certos. E juntos mostram o problema: a empresa tem uma marca que atrai e um processo que expulsa.

O que é employer branding?

Employer branding, ou marca empregadora, é a reputação de uma organização como lugar para trabalhar: o que candidatos, funcionários e ex-funcionários dizem e pensam sobre trabalhar ali. Inclui a comunicação deliberada da empresa (página de carreiras, campanhas, redes sociais), mas é formado principalmente pela experiência real de quem passa por ela, do processo seletivo ao desligamento.

Por que a campanha não sustenta a marca

A campanha aumenta o número de pessoas que chegam. O que elas encontram depende de processos internos: como a vaga é descrita, como é a seleção, o primeiro dia, a escala, o gestor direto, o critério de promoção. Se esses processos contradizem a promessa da campanha, o resultado aparece no turnover precoce e, depois, nas avaliações públicas de ex-funcionários, que alcançam os próximos candidatos.

Funil da marca empregadora: candidatos sobem 40% com a campanha, mas 31% dos contratados saem antes de 90 dias, alimentando avaliações negativas
Caso ilustrativo: a campanha aumentou os candidatos em 40%, mas 31% dos contratados saíram antes de 90 dias. A experiência desses profissionais volta para o mercado como reputação e afeta os próximos candidatos.

Como medir a marca empregadora

Indicador O que mostra
Turnover nos primeiros 90 dias Se a promessa da contratação bate com a experiência
Taxa de aceite de propostas A atratividade no momento da decisão
Indicação por funcionários Se quem está dentro recomenda
eNPS Disposição a recomendar a empresa como lugar para trabalhar
Avaliações públicas, por tema O que ex-funcionários contam aos próximos candidatos

Lidos mês a mês, e não em um ponto isolado, esses indicadores mostram se a marca está melhorando de fato, como discutido em people analytics. O turnover precoce tem guia próprio em rotatividade, e a etapa que mais o influencia está em onboarding de novos funcionários.

Para RH e T&D: antes de uma nova campanha, vale perguntar qual processo interno está produzindo o turnover precoce. Em muitas empresas, a resposta é a descrição da vaga que não corresponde ao trabalho, a escala instável ou a falta de preparo do gestor direto. Cada um desses é um processo que pode ser medido, testado e melhorado.

Quando o processo muda, o efeito não fica no RH. A operação perde menos tempo treinando substitutos, o gestor para de recomeçar a equipe a cada trimestre, o custo de recrutamento cai e a avaliação pública melhora sem que ninguém precise pedir. A marca empregadora deixa de ser uma campanha e passa a ser um resultado do sistema de gestão de pessoas, ao lado do clima organizacional. Formar líderes e equipes de RH para conduzir essas mudanças com método é o que a Escola EDTI faz com empresas.


Conteúdo revisado pelo Master Black Belt Marcelo Petenate, estatístico, formado pela Unicamp, mestre pela USP e especialista em Lean Six Sigma e melhoria contínua.

Nesta revisão, o foco foi o turnover precoce como indicador da distância entre a marca comunicada e a experiência real.


Para formar gestores e RH no método de melhoria aplicado à gestão de pessoas, com turma fechada para a sua empresa, conheça a formação para empresas da Escola EDTI. A formação ensina o método; o acompanhamento do projeto real da empresa é feito pela consultoria, contratada à parte.

Perguntas frequentes para empresas

A formação pode ser feita só com a equipe de RH e líderes?

Sim. A turma fechada é montada com o público que a empresa escolher, e o conteúdo é aplicado a exemplos do contexto dela.

O que faz o valor da formação variar?

Número de participantes, nível da formação, modalidade (online ou presencial), carga horária e se há acompanhamento por consultoria, contratada à parte.

Os participantes recebem certificado?

Sim, e a contratação é feita em nome da empresa, com faturamento corporativo.

post

Deixe um comentário

Inscreva-se em nossa newsletter

E receba por email novos conteúdos assim que forem publicados!

Desenvolvido por: