Lean Startup

Como O Lean Startup revolucionaou a Maneira de se Gerenciar Novos Negócios

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O movimento Lean Startup carrega uma grande virtude.

É a de condensar em uma só metodologia os principais conceitos e práticas que devem ser seguidos por uma empresa que busca a máxima eficiência e um rápido crescimento.

Os estudos do americano Eric Ries, criador do movimento, resultaram no livro The Lean Startup, uma publicação que serve praticamente como guia para quem está começando a empreender, seja no Vale do Silício ou em qualquer outro canto do mundo.

É claro que o conhecimento transmitido sobre a filosofia que vamos abordar neste artigo é direcionado para as startups – empresas que começam enxutas e, no cenário ideal, assim permanecem, mesmo depois de crescer.

Mas os mesmos princípios podem ser aplicados em outros negócios que buscam a maior eficiência, a redução de desperdícios e a agilidade em seus processos.

Afinal, são características essenciais no panorama atual do mercado.

Portanto, se você é um administrador, empreendedor ou gestor de qualquer tipo de organização, tem muito a aprender com o movimento.

Por onde começar? Lendo até o final este artigo, no qual explicaremos o que é Lean Startup, quais são seus princípios e qual a sua relação com outras metodologias, como Lean Manufacturing e Lean Six Sigma.

Boa leitura!

Qual o Significado de Lean Startup?

Qual o Significado de Lean Startup?

Lean Startup é o nome de uma metodologia criada por Eric Ries, que ensina empreendedores de startups como suas empresas podem ser mais rápidas e eficientes na entrega de valor aos clientes.

Ries bebeu de fontes como o Sistema Toyota de Produção, o design thinking, o desenvolvimento ágil de softwares e a metodologia customer development para chegar ao Lean Startup, que ele chama de movimento.

Em inglês, Lean quer dizer enxuto.

No contexto corporativo, a palavra enxuto é usada para caracterizar um negócio no qual os excessos foram eliminados, restando apenas o essencial.

O uso do termo vem da metodologia Lean Manufacturing, inspirada no já citado modelo de produção da Toyota, no qual o principal objetivo é a redução de diversos tipos de desperdício.

No Lean Startup, a ideia é que uma estrutura enxuta é necessária para que a empresa tenha a agilidade que se espera dela, tanto no desenvolvimento de produtos, quanto na correção de falhas e na promoção de mudanças.

Eric Ries começou a aplicar as ideias da startup enxuta na IMVU, empresa que desenvolveu uma rede social e metaverso, da qual é cofundador.

Ao experimentar algumas das práticas que mencionamos antes como fontes conceituais do Lean Startup, chegou a um modelo diferente dos métodos tradicionais de administração que aprendera até então.

A fórmula, segundo conta em seu livro, consiste na aplicação do pensamento Lean ao processo de inovação.

Como essa Metodologia Funciona?

Como essa Metodologia Funciona?

A metodologia Lean Startup procura orientar empreendedores em três direções.

Conceitualmente, o movimento estabelece novos pilares da administração enquanto disciplina.

Quem é o empreendedor hoje? O que é uma startup? Qual o impacto conceitual a tecnologia e o big data trazem para a gestão de um negócio?

Além disso, o Lean Startup é um guia em relação à direção, ensinando novos processos e, mais do que isso, uma nova lógica de produção.

Essa lógica é baseada em um ciclo chamado “construir-medir-aprender”, no qual, em vez de passar anos desenvolvendo um produto que é para ser perfeito, cria-se um Produto Mínimo Viável (falaremos mais sobre isso depois) para testar suposições e progredir com base nos resultados desses testes.

Por fim, também há ensinamentos sobre aceleração, ou seja, técnicas que permitem às startups construir, medir e aprender o mais rápido possível, o que as ajuda a alcançar o rápido crescimento que se espera delas.

A seguir, veja alguns dos princípios do jeito Lean Startup de gestão e entenda melhor como ele funciona na prática.

Elimine as Incertezas

Segundo Eric Ries, uma startup é uma “instituição humana desenvolvida para criar um produto ou serviço novo em condições de incerteza extrema”.

Fundar uma empresa desse tipo, portanto, é sempre muito arriscado, porque estamos falando de soluções inovadoras, que exploram um mercado novo, no qual não há como ter qualquer tipo de certeza.

Isso não quer dizer que se deve aceitar todas as incertezas e navegar no escuro o tempo todo.

No Lean Startup, a maneira de tornar as coisas mais claras é executando, mas não de um jeito caótico, como muitos empreendedores fazem.

A metodologia engloba ferramentas com as quais se pode testar as soluções de maneira veloz e pouco custosa.

Ou seja, você elimina as incertezas falhando, só que falhando rápido e barato (“failing fast, failing cheap”).

Com essa filosofia, admite-se que as falhas são naturais e muda-se a mentalidade. Em vez de ter pavor dos erros, presta-se a máxima atenção neles, para obter insights preciosos e promover melhorias no produto.

O que o Lean Startup ensina é que é possível usar métodos de gestão para organizar processos em um ambiente onde parece que há apenas caos.

Não Trabalhe Mais Pesado, com Mais Força, Trabalhe com Mais Eficácia

Serviços como o coaching e técnicas motivacionais e de produtividade estão em alta.

Eles têm sua importância, é claro, mas é preciso ter o discernimento para saber que nem tudo é dedicação e empenho.

Pensar apenas em superar limites e obstáculos pode levar ao pensamento de que qualquer coisa pode ser feita.

Só que a premissa tem que ser outra.

Segundo a metodologia Lean Startup, a pergunta-chave não é se determinado produto pode ser feito, mas sim se ele deve ser feito.

E se é possível construir um negócio sustentável em torno desse conjunto de produtos e serviços.

Assim, as coisas ficam em ordem: primeiro o planejamento estratégico, feito com inteligência, depois, a motivação e produtividade para executar o que foi planejado.

O movimento startup enxuta ensina que esse experimento (responder se vale a pena apostar no negócio) é como se fosse um primeiro produto, e não apenas uma investigação teórica.

A partir daí, o empreendedor monta sua equipe, prospecta clientes e desenvolve o produto de fato.

Seguindo essa ordem, quando o produto ou serviço estiver no mercado, é mais provável que ele já tenha sido ajustado para resolver problemas reais de seu público-alvo.

Ou seja, não foi feito apenas porque era possível ser feito, e sim porque atende a um propósito.

É por isso que, neste tópico, usamos a palavra eficácia.

Enquanto eficiência significa ser produtivo com os recursos disponíveis, reduzindo os desperdícios, eficácia está relacionada com os objetivos da tarefa: ela resolveu o problema de alguém?

Desenvolva um MVP (Produto Mínimo Viável)

O conceito de Produto Mínimo Viável, ou MVP (sigla em inglês para Minimum Viable Product) é central na filosofia de desenvolvimento de produto do Lean Startup.

Conforme explicamos antes, é utilizada a lógica do ciclo construir, medir e aprender.

Segundo ela, a startup deve transformar ideias em produtos, medir a reação dos clientes e, a partir do resultado, decidir se persiste com aquele projeto, aprimorando-o, ou se muda de direção.

O desenvolvimento de um MVP é o que permite acelerar este ciclo e torná-lo menos custoso, de modo que um feedback extremamente negativo não tenha consequências drásticas à empresa.

MVP é, como o próprio nome sugere, uma versão simples do produto, desenvolvida com o mínimo de esforço e recursos necessários para colocá-lo em operação.

Essa operação, porém, não é a competição do mercado, e sim uma fase de testes que permite avaliar se as hipóteses estavam corretas e quais os principais ajustes conceituais que precisam ser feitos.

Aprendizado Validado

Enquanto a indústria de manufatura mede o progresso a partir da quantidade de bens produzidos, nas startups, o principal indicador é o que Eric Ries chama de aprendizado validado.

No livro The Lean Startup, ele defende que o propósito de uma companhia dessa categoria é “aprender a desenvolver um negócio sustentável” e não apenas fabricar coisas.

O aprendizado validado é um método rigoroso, no qual são feitos experimentos com frequência, com o objetivo de validar cientificamente a aprendizagem do negócio.

A consequência da implementação desse método é que o processo de produção se torna mais enxuto – e, portanto, mais barato e ágil.

Isso porque a startup aprende a focar no que os clientes querem e têm disposição para pagar. Assim, se acostuma a fazer pequenos ajustes, centímetro por centímetro, minuto a minuto.

É com essa fórmula que a organização se mantém enxuta e consegue perseverar em um solo de incerteza.

Sendo mais inteligente, eficaz, testando o tempo todo e aproveitando as falhas para aprender cada vez mais rápido.

Como o Lean interage com o Princípio das Lean Startups?

Como o Lean interage com o Princípio das Lean Startups?

Bem antes de Eric Ries fundar as bases do movimento Lean Startup, já existia o que chamamos de filosofia Lean.

É um modo de pensar inspirado no Sistema Toyota de Produção, um modelo desenvolvido pela fabricante japonesa de automóveis após a Segunda Guerra Mundial.

O contexto do Japão na época era difícil. Como um dos países derrotados no conflito, precisava reconstruir sua economia devastada.

Foi aí que os engenheiros Taiichi Ohno e Eiji Toyoda criaram um sistema baseado na eficiência na produção, estoque baixo e fluxo de caixa curto.

O segredo para conquistar esses objetivos sem que o produto perdesse em qualidade é o foco na redução de desperdícios, filosofia que hoje é conhecida como Lean.

Como desperdício é apenas aquilo que não agrega valor ao produto final, é possível reduzir os custos e o tempo de produção, entregando automóveis de alto nível.

Nos anos 1990, surgiu o termo Lean Manufacturing (manufatura enxuta), cunhado pelos autores James Womack, Daniel Jones e Daniel Ross, que revisitaram o modelo da Toyota e o tornaram conhecido em escolas de gestão do mundo todo.

Essa foi a principal inspiração de Eric Ries ao criar o movimento Lean Startup, como o próprio admite em seu livro mais conhecido.

“Estudei a manufatura enxuta, processo que nasceu no Japão com o Sistema de Produção Toyota: um modo totalmente novo de pensar acerca da manufatura de bens físicos. Constatei que, ao aplicar ideias da manufatura enxuta aos meus desafios empresariais – com alguns ajustes e mudanças –, eu tinha o começo de um arcabouço que fazia sentido para eles.”

Embora o conceito central do Lean Startup seja o ciclo construir-medir-aprender e não a redução de desperdícios, quando estudamos a fundo as ferramentas usadas no sistema da Toyota, fica mais fácil perceber a interação entre as duas metodologias.

Um exemplo é a expressão genchi gembutsu, muito usada no Lean Manufacturing, que quer dizer algo como “vá e veja por si próprio”.

Esse é um conceito que inspirou Eric Ries a dar grande ênfase à compreensão direta dos problemas e variáveis de startups, principalmente por meio de testes com o MVP.

Como o Lean Six Sigma pode tornar isso ainda melhor

Como o Lean Six Sigma pode tornar isso ainda melhor

A filosofia Lean foi desenvolvida no contexto industrial, mas cada vez mais é usada em empresas do setor de serviços, como várias das startups mais renomadas do planeta, que seguem os preceitos do Lean Startup.

Outra metodologia que surgiu na indústria mas cujos conceitos podem ser úteis para organizações de qualquer tipo é a Six Sigma.

Criada por um engenheiro da Motorola em 1980, trata-se de um conjunto de práticas que tem como objetivo principal a redução da variabilidade nos processos.

Desse jeito, é reduzido o desvio padrão, o que resulta em produtos com menos defeitos e mais qualidade, aumentando a satisfação dos clientes e reduzindo os custos operacionais.

Tanto no Six Sigma quanto no Lean Manufacturing, a empresa que aplica a metodologia com sucesso experimenta ganhos em produtividade e lucratividade.

Apesar de serem distintas, as duas abordagens são complementares, o que permitiu a criação da metodologia Lean Six Sigma, que une ferramentas, métodos e técnicos que promove a melhoria de processos por duas vias: redução de desperdícios e do desvio padrão.

O modelo de convergência pode ser aplicado em vários contextos, na indústria e nos serviços, e leva a resultados rápidos e fáceis de perceber.

Fatores importantes da melhoria contínua no sucesso da startup

O movimento Lean Startup orienta os empreendedores a promoverem a melhoria contínua de produtos e processos em suas empresas.

O ciclo construir-medir-aprender, sobre o qual falamos antes, já indica essa ideia.

Afinal, a própria palavra ciclo faz referência a uma sequência de eventos que se repetem com frequência. Quando um ciclo chega ao fim, outro inicia.

A melhoria contínua nas startups acontece da seguinte maneira:

Criação de hipóteses: a hipótese pode ser um novo processo, produto, a solução de um problema, enfim, algo cuja implementação traz algum tipo de avanço para a companhia

Testar: como nas metodologias ágeis e no design thinking, a orientação é para que a solução seja testada o quanto antes

Colheita de dados: observa-se o desempenho e monitora-se os dados referentes à solução que foi testada

Ajustar ou pivotar: a partir dos dados que foram colhidos na etapa anterior, são promovidas as mudanças necessárias para a melhoria ou, então, muda-se o foco do projeto.

Por que um Profissional Green Belt ou Black Belt se habilita a um cargo executivo em Lean Startup

A Escola EDTI oferta cursos de formação na metodologia Lean Six Sigma, que dão aos alunos as certificações Green Belt e Black Belt.

Os profissionais capacitados na metodologia são capazes de liderar projetos de melhoria contínua dentro de empresas dos mais diversos tamanhos e setores.

Existe a opção de obter essas certificações estudando na modalidade presencial ou, então, de Ensino a Distância (EAD).

Os conhecimentos aprendidos no curso incluem várias das ferramentas e conceitos do Lean Startup.

O egresso terá totais condições, portanto, de assumir uma posição de gestão dentro de uma startup enxuta.

Exemplos práticos de Lean Startup que deram certo

Não são poucas as empresas que chegaram ao sucesso colocando em prática os conceitos presentes na metodologia Lean Startup.

Confira alguns exemplos!

Dropbox

Desenvolveu um MVP na forma de uma gravação da tela de um computador, na qual os consumidores podiam entender o que o serviço de armazenamento e transferência de arquivos conseguia fazer.

Além de testar a demanda pelo produto, a ação gerou um grande número de feedbacks altamente qualificados.

General Electric

Apesar de não ser uma startup, a gigante americana implementou a filosofia de Eric Ries em seu programa de desenvolvimento de produtos, passando a testar protótipos interativos com os consumidores.

Votizen

Este é um case que o próprio Eric Ries compartilha em seu livro.

Trata-se de uma plataforma online destinada a organizar e conectar os eleitores americanos.

O primeiro MVP foi um fracasso, mas o aprendizado gerou melhorias dramáticas que resultaram em um aumento astronômico no número de usuários que se mostraram interessados.

Conclusão

O mercado mudou, e mudou bastante – junto com o avanço da tecnologia e da globalização e com a alta volatilidade no comportamento do consumidor.

Por isso, muitas das práticas tradicionais de gestão se tornaram ultrapassadas, exigindo abordagens novas, que tornam as empresas mais ágeis, eficientes e flexíveis.

Essa é uma necessidade especialmente no mundo das startups, companhias que buscam se destacar pela inovação e escalabilidade.

Nesse contexto, o Lean Startup se destaca como uma metodologia que permite eliminar incertezas, testar hipóteses e aprender constantemente, resultando na adaptabilidade que o mercado exige.

É um conhecimento que você adquire nos cursos da Escola EDTI.

Ficou com alguma dúvida ou tem uma sugestão sobre o assunto? Deixe um comentário abaixo ou entre em contato conosco.

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