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O que é Procrastinar e Como Acabar com o Hábito da Procrastinação

Se você já se viu na situação de deixar uma tarefa para a última hora e sofrer para concluí-la dentro do prazo, provavelmente, sabe o que é procrastinar.

A procrastinação nada mais é do que o ato de adiar ou prolongar a resolução de uma situação, tarefa ou problema.

Geralmente, ela aparece quando precisamos concluir uma atividade muito desafiadora, demorada, complicada ou simplesmente enfadonha.

Infelizmente, esse é um comportamento comum, que gera atrasos, preocupação e, não raro, prejuízos à qualidade do que nos propomos a fazer – o que vale tanto para a vida pessoal quanto para o ambiente corporativo.

A boa notícia é que a ciência nos dá dicas valiosas que ajudam a decifrar porque é sempre tão tentador deixar para amanhã o que se pode fazer hoje.

Inclusive, existem alguns diferentes tipos de procrastinadores, cada um com suas motivações.

E não importa em qual categoria você se encaixa: com algumas mudanças de comportamento, é possível vencer a procrastinação e aumentar sua produtividade.

Se você se interessou pelo assunto e quer aprender como parar de procrastinar, leia este artigo até o final.

A partir de agora, você confere dicas preciosas para vencer o problema que seja vencido por ele.

Boa leitura!

o que é procrastinar

O que é procrastinar?

Procrastinar é um comportamento relacionado ao adiamento voluntário de uma tarefa, que pode ser a realização de uma atividade ou projeto, ou mesmo uma tomada de decisão. É que conhecemos por deixar para amanhã o que poderia ser feito hoje.

Não é difícil entender o que é procrastinação e seus efeitos. Basta um rápido exercício para isso.

Imagine, por exemplo, que você tenha uma tarefa importante para realizar.

É uma tarefa complexa, que vai demandar muito tempo ou esforço para ser concluída e, por isso, você sofre e evita iniciar os trabalhos.

Você busca a hora ideal para começar, procurando um momento em que estará disposto, descansado e inspirado – mas esse momento parece nunca chegar.

Se você se identificou com a situação descrita acima, sentimos em informar que você é um procrastinador.

A procrastinação é o hábito de adiar constantemente uma tarefa importante, deixando para depois o seu início ou prolongando o processo por um tempo muito além do necessário.

O raciocínio do procrastinador está sempre voltado para um autoconvencimento de que ainda há muito tempo até a data final e, por isso, ele pode se dar ao luxo de deixar aquela atividade de lado e começá-la no dia seguinte.

A procrastinação está no DNA do brasileiro e, prova disso, são as inúmeras reportagens de fim de ano que mostram milhares de pessoas que deixam para garantir a compra dos seus presentes de Natal na última hora.

Este tipo de comportamento é extremamente contraprodutivo porque, com frequência, o “amanhã” que marca o início dos trabalhos só chega na data de entrega.

Ao cair na cilada da procrastinação, você se obriga a trabalhar com muito mais pressão e menos tempo, o que inevitavelmente compromete a qualidade da entrega.

O que a ciência fala sobre a procrastinação

Você pode ter achado um exagero quando dissemos que a procrastinação está no DNA do brasileiro, mas o fato é que existe comprovação científica para essa afirmação.

Um estudo da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, concluiu de que comportamentos como a procrastinação e impulsividade tem sim influência genética.

Segundo os pesquisadores, procrastinar surge como uma consequência para pessoas que agem impulsivamente, priorizando o prazer e o conforto do presente sobre a segurança e estabilidade no futuro.

Esse comportamento remonta a uma época da nossa evolução em que os humanos precisavam agir por impulso para escapar de predadores e sobreviver mais um dia.

Atualmente, é uma realidade que não faz mais sentido. Ainda assim, a procrastinação se manifesta.

Na maior parte do tempo, o nosso impulso é por escolher primeiro tarefas mais fáceis ou divertidas, na busca do prazer imediato.

Conforme apontou o blogueiro profissional e autoproclamado procrastinador Tim Urban, em sua palestra no TED Talks, o mesmo padrão de comportamento pode ser verificado em macacos.

Porém, diferente do outro animal, o homem vive em sociedade e, por isso, precisa se planejar hoje para viver bem no futuro.

De fato, optar pelo caminho mais curto ou mais fácil não é em si uma decisão necessariamente ruim.

Por outro lado, se torna um problema a partir do momento em que vira um hábito.

E o hábito de procrastinar faz com que o indivíduo viva sempre com a preocupação do que pode acontecer no futuro, convivendo com estresse que influencia diretamente em sua saúde.

Isso é o que aponta um estudo do departamento de psicologia da Universidade de Carleton, no Canadá, inteligentemente intitulado de “Depois eu cuido da minha saúde”.

Infelizmente, a procrastinação é um mal que pode afetar – e afeta – a produtividade de muita gente.

No Brasil, uma pesquisa realizada pela Fundação Estudar em parceria com a MindMiners, revelou que 55,2% dos jovens entrevistados aponta a procrastinação como o grande vilão da sua produtividade.

Tipos de procrastinadores

A procrastinação se manifesta de diferentes maneiras para cada pessoa.

Isso porque são diversos os motivos que podem levar alguém a adiar ou fugir de uma tarefa.

Enquanto alguns evitam iniciar a atividade por terem se comprometido demais, outros acabam se alongando muito no processo por conta do perfeccionismo, nunca felizes com o resultado do seu trabalho.

É preciso identificar qual é o seu perfil para que você possa evitar que a procrastinação vire um hábito prejudicial em seu cotidiano.

Conheça, a seguir, os cinco principais tipos de procrastinadores:

O perfeccionista

Esta categoria de pessoas está preocupada com a qualidade do trabalho em primeiro lugar.

Na ânsia de entregar um material à prova de falhas, o indivíduo acaba se prolongando demais no processo, revisando diversas vezes e fazendo mudanças sucessivas.

O perfeccionista vive um medo constante de ser julgado ou constrangido pelo resultado do seu trabalho e, por isso, nunca está seguro o suficiente para entregar até que o prazo, enfim, acaba.

O impostor

Se você é do tipo de pessoa que centralizada a carga de trabalho, assumindo diversas responsabilidades – muitas além do que você consegue realizar – talvez seja um procrastinador impostor.

Este perfil acaba monopolizando o excesso de trabalho como uma maneira de provar para os outros que é responsável, buscando a imagem de que é alguém confiável para executar várias tarefas de uma vez.

Acontece que, com frequência, o impostor acaba se complicando no final no prazo.

Quando consegue entregar todas as tarefas com as quais se comprometeu, elas são feitas com uma qualidade muito menor do que se a pessoa tivesse se responsabilizado por menos.

O medroso

O procrastinador desta categoria é aquele que evita a tarefa porque considera seu trabalho desagradável, enfadonho ou simplesmente chato.

Ele é medroso, pois prefere evitar lidar com a situação de frente e transformar a sua realidade para melhor.

Em vez disso, se esconde de suas responsabilidades e vive fugindo das tarefas cotidianas, ainda que elas sejam fáceis ou simples – e, por vezes, o problema é justamente que elas são simples demais.

Especialistas apontam que esse comportamento é muito comum entre pessoas que não se sentem motivadas dentro seus empregos ou não recebem o feedback adequado de seus gestores sobre a qualidade do trabalho que está sendo entregue.

O sobrecarregado

Parecido com o tipo impostor, os procrastinadores sobrecarregados geralmente são aqueles que têm muitas tarefas para realizar e, com isso, a sobrecarga acaba sendo um obstáculo para a produtividade.

Porém, diferente do segundo tipo especificado neste artigo, ele assume o excesso de trabalho não para impressionar ou para passar uma boa impressão, mas sim porque, de fato, tem uma grande responsabilidade dentro da organização.

O que acontece é que, muitas vezes, o estresse de todas as obrigações cria um bloqueio mental na cabeça do indivíduo, que não sabe nem por onde começar para reduzir a lista de tarefas.

A sobrecarga pode ser uma exigência da chefia ou ainda uma decisão pessoal, mas, seja como for, ela é extremamente prejudicial para a produtividade e para a saúde do procrastinador sobrecarregado.

O feliz

Por fim, este tipo de procrastinador é o que tem menos dificuldade em navegar pelo estilo de vida estressante que a procrastinação traz.

Inclusive, parece até feliz em trabalhar sob pressão.

Geralmente, essa pessoa deixa tudo para a última hora de propósito, pois acredita que terá melhores resultados se for adicionada uma dose extra de estresse à realização daquela tarefa.

É importante dizer que essa prática é muito perigosa, pois deixa a pessoa vulnerável a imprevistos, como algum impedimento para executar o planejamento apertado que estabeleceu.

Ainda assim, muitos profissionais relatam que são felizes na procrastinação e, ao receberem bons feedbacks sobre seu trabalho, isso acaba criando um reforço positivo para a prática.

Como parar de procrastinar definitivamente: 10 dicas para você

Você já deve ter percebido que o hábito da procrastinação pode comprometer consideravelmente a qualidade do seu trabalho e sua vida pessoal.

Quando você entrega a tarefa em cima da hora ou precisa realizá-la às pressas, inevitavelmente, há reflexos no resultado final.

Como consequência, há prejuízos à imagem e credibilidade do profissional, além de afastá-lo dos objetivos pelos quais trabalha.

Isso sem falar no efeito negativo que a prática tem sobre a sua saúde, já que é comprovado que níveis elevados de estresse podem baixar a imunidade e deixar a pessoa mais suscetível a ação de vírus e bactérias.

Para fugir dessa armadilha e parar de procrastinar, confira as dicas que separamos para você.

  1. Estabeleça pequenas metas

Uma das maneiras de romper com o hábito da procrastinação é estabelecer pequenas metas e inseri-las na sua rotina.

Comece com números pouco ambiciosos, estabelecendo um mínimo de trabalho para que seu eu do futuro não consiga arranjar uma desculpa para procrastinar mesmo nos dias mais corridos.

Esta técnica foi testada e comprovada pelo psicólogo Tim Pychyl, em estudo realizado na Universidade de Carleton.

O pesquisador verificou que as metas pequenas serviram como incentivo aos participantes do estudo.

Assim, ao cumprirem aquele objetivo menor, eles se viam motivados para continuar o trabalho e acabavam avançando ainda mais na resolução do problema.

  1. Cuide do emocional

O nosso humor e emoções exercem impacto direto na qualidade do nosso trabalho.

Por isso, muito procrastinam ao dizer: “Hoje não estou bem. Amanhã vou estar melhor”.

Mas a armadilha se confirma quando nos damos conta de que o amanhã nunca é tão bom quanto esperamos.

Dados de uma pesquisa alemã de 2016 revelam que quem tem um controle maior de suas emoções tende a procrastinar menos.

Por isso, lembre que existem razões por trás do comportamento do procrastinador, e é preciso avaliar qual delas têm impedido você de encarar os desafios de frente.

  1. Procure a raiz do problema

É importante dizer que nem toda procrastinação gera um atraso na entrega, assim como nem todo atraso é fruto de procrastinação.

Você deve saber diferenciar os dois casos para que consiga, de fato, lidar com o problema e parar de procrastinar.

Lembre-se dos tipos de procrastinadores que mencionamos para analisar e separar o joio do trigo.

O objetivo deve ser encontrar a raiz do problema, a razão pela qual você está evitando a tarefa.

Tente entender qual é a sua responsabilidade sobre o todo.

Investigue, por exemplo, se você está evitando deliberadamente uma tarefa para realizar outras atividades mais prazerosas ou se a sua carga de trabalho atual é incompatível com a jornada.

  1. Produza enquanto procrastina

Pode parecer paradoxal, mas o tempo que você procrastina pode ser sim produtivo se você souber gerenciar bem os seus afazeres.

Elabore uma lista de tudo que tem para fazer, colocando a tarefa mais importante, complicada ou trabalhosa no topo.

Se você não se sente pronto para realizar a tarefa principal ainda, aproveite este período para se dedicar àquelas que são secundárias ou mais simples de serem feitas.

Assim, você tem tempo para pensar sobre a melhor forma de realizar aquela atividade complicada e, quando a hora chegar, estará mais preparado para enfrentá-la pois teve tempo para refletir.

Mas atenção: não se esqueça de estabelecer um limite final que seja confortável para realizar a tarefa principal.

Assim, você não precisa fazer tudo na correria.

E na hora de definir prioridades, uma boa dica é conhecer a Matriz GUT, que você confere neste artigo.

  1. Seja generoso com seu futuro “eu”

A procrastinação tem como base a crença de que o seu futuro “eu” será melhor, mais disposto e inspirado para realizar aquela tarefa em tempo recorde.

É preciso tomar cuidado com esse tipo de pensamento, porque ele é traiçoeiro.

Em geral, amanhecemos no dia seguinte com as mesmas emoções e preocupações da noite anterior.

Por isso, é importante ser generoso com você mesmo e não deixar uma carga de trabalho excessiva para ser realizada em um tempo agora muito mais curto.

  1. Preveja o imprevisto

Muitas vezes, justificamos o nosso atraso na entrega de uma tarefa citando vários imprevistos que surgiram pelo caminho.

O fato é que qualquer programação precisa levar em conta os imprevistos.

É importante estar preparado e se certificar de que tem tempo e recursos para lidar com as surpresas desagradáveis, caso elas apareçam.

  1. Não exija demais de você mesmo

A procrastinação não é orgulho para ninguém – e quem procrastina sabe disso.

Então, é muito comum que os procrastinadores se critiquem muito por não conseguirem iniciar ou concluir projetos.

A autocrítica é importante, mas não se cobre demais.

Ainda que exista uma inegável responsabilidade sobre os seus atos, são muitos os fatores que podem fazer uma pessoa procrastinar – e vários fogem do seu controle.

  1. Remova as distrações

No mundo dos smartphones, a tecnologia pode ser tanto aliada quanto vilã para a sua produtividade.

Na hora de trabalhar ou estudar, certifique-se de desligar as notificações e, se for preciso, deixe o celular a uma certa distância de você para não cair em tentação.

As redes sociais, portais de notícia, entre outros, podem ser um grande obstáculo, impedindo o profissional de finalizar suas atividades.

  1. Use e abuse da tecnologia

Falamos um pouco sobre como a tecnologia pode atrapalhar a sua produção quando ela atua como distração.

O que nem todo mundo sabe é que existem ferramentas e aplicativos especializados para ajudar a melhorar os seus índices de produtividade.

Alguns apps, como o Be Focused (iOS) e o Focus Timer Reborn (Android), usam o método Pomodoro para manter o foco na realização de uma tarefa, cronometrando as pausas e enviando notificações na hora de voltar ao trabalho.

Outros, como o Simply Noise (iOS e Android), servem para bloquear as possíveis distrações.

  1. Aprenda com quem sabe

Quem deseja se aprofundar no tema da procrastinação, pode estudar o que os especialistas têm proposto como estratégias de foco e produtividade.

Alguns estudos sobre o assunto incluem o livro de David Allen, que aborda o método GTD, a obra de Carl Newport sobre trabalho focado, e os escritos de Steve Allen, um verdadeiro guia para vencer o medo e parar de procrastinar.

Conclusão

A procrastinação faz parte da rotina de muitas pessoas e é uma verdadeira vilã para a produtividade.

O comportamento leva o indivíduo a adiar o início de uma tarefa ou prolongar sua execução.

Os motivos para isso são muitos, desde a insegurança com o seu próprio trabalho ao tédio de ter que realizar uma tarefa desagradável ou entediante.

Esse comportamento tem consequências sociais e também para a saúde do procrastinador, que vive sob uma carga de estresse exagerada pelo prazo cada vez mais curto.

A solução para o problema só vai vir de um processo de autoconhecimento, através do qual a pessoa precisa avaliar qual a raiz do problema que a está fazendo procrastinar.

Com as dicas deste artigo, você pode identificar que tipo de procrastinador é e trabalhar para eliminar esse hábito tão prejudicial de uma vez por todas.

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