Dezoito meses atrás, a empresa formou doze pessoas em Lean Six Sigma. Certificados emoldurados, fotos da turma no mural, apresentação para a diretoria. Hoje, o gerente industrial olha a lista e conta dois projetos concluídos, 16,7% da turma. Os outros dez voltaram para a rotina e usam, quando usam, um gráfico ou outro nas reuniões. (Situação-tipo construída para este texto.)
O gerente sabe o que faltou, mas não sabe como pedir. O RH, do outro lado, recebe o pedido de “mais um treinamento” e precisa justificar o investimento com o histórico que está no mural.
Para quem é do RH ou de T&D: a pergunta útil não é qual curso contratar, e sim o que a equipe precisa conseguir fazer quando voltar do treinamento. Um programa in company bem desenhado começa por essa resposta, e só depois escolhe o nível e o formato.
O que um programa in company resolve
Um treinamento Lean Six Sigma in company é a formação de uma equipe da própria empresa, em turma fechada, com o conteúdo conectado aos problemas e ao vocabulário daquela operação. O que ele resolve, e a inscrição individual não resolve, é a linguagem comum: quando um supervisor fala em variação de processo ou em teste de mudança, os outros onze entendem a mesma coisa e sabem o que fazer com ela.
Para uma operação com 40 supervisores, formar quatro por ano em turmas abertas leva dez anos para que todos compartilhem o mesmo método. Uma turma fechada de 20 cobre metade do grupo num semestre, e a outra metade aprende trabalhando ao lado de quem já sabe. (Situação-tipo construída para este texto.) O formato genérico de treinamento corporativo, com modalidades e logística, está em treinamento in company; esta página trata do que muda quando o conteúdo é o método de melhoria.
Como funciona o programa
O diagnóstico define quais problemas a empresa quer atacar, em quais áreas e com qual nível de partida da equipe. Ele decide o nível da formação: White ou Yellow Belt para quem vai participar de projetos, Green Belt para quem vai conduzi-los, Black Belt para quem vai orientar outros condutores.
Na turma, cada participante aprende o DMAIC e o Modelo de Melhoria conduzindo um projeto simulado, com dados preparados para exercitar o método do início ao fim. A formação ensina o método. O projeto real da empresa, quando ela quer que ele aconteça junto com a formação, é acompanhado pela consultoria da EDTI, contratada à parte.
Essa separação é o que evita o resultado da abertura. Uma turma que aprendeu ferramentas sem aprender a testar mudanças com dados, em ciclos PDSA, volta para a rotina com um repertório que ninguém cobra e que o sistema não pede. O programa precisa prever o que acontece depois da última aula.
O que perguntar antes de contratar
Três perguntas separam um programa de formação de um evento de treinamento. Quem vai conduzir projetos depois, e com que tempo reservado para isso? Quem vai remover obstáculos quando o projeto esbarrar em outra área? E como a empresa vai saber, daqui a um ano, se a formação mudou algum indicador? O argumento financeiro que sustenta essas respostas diante da diretoria é o tema do business case de treinamento de equipe.
Também vale decidir se o problema é de equipe ou de uma pessoa. Nem toda empresa precisa de turma fechada; às vezes, uma pessoa bem formada resolve, e a comparação entre os dois caminhos está em treinar a equipe ou certificar uma pessoa. Para empresas que querem manter a formação acontecendo à medida que pessoas novas entram, o caminho é um programa interno de certificação.
| Formato | Quando faz sentido | O que a empresa ganha |
|---|---|---|
| Inscrição individual em turma aberta | Uma ou duas pessoas por vez, em momentos diferentes | Flexibilidade, sem linguagem comum na equipe |
| Turma in company | Uma equipe ou uma área que precisa aprender junto | Método e vocabulário comuns, conteúdo ligado ao contexto da empresa |
| Programa contínuo (EDTI Pass) | Muitas pessoas, entrando ao longo do tempo | Escala: a formação acompanha quem chega |
O custo de treinar sem método
A turma da abertura custou horas de doze pessoas, um fornecedor e a expectativa da diretoria. O que ela deixou foi a impressão, na empresa, de que Lean Six Sigma não funciona ali, e essa impressão pesa sobre a próxima proposta mais do que o valor gasto. Formar sem prever o que acontece depois da última aula sai caro duas vezes: no investimento e na credibilidade do método para a tentativa seguinte.
Conteúdo revisado pelo Master Black Belt Marcelo Petenate, estatístico, formado pela Unicamp, mestre pela USP e especialista em Lean Six Sigma e melhoria contínua. Nesta revisão, o foco foi o desenho do programa antes e depois da turma, que decide se a formação vira resultado.
Para desenhar um programa para a sua equipe, fale com a EDTI em soluções para empresas.
Perguntas frequentes
Quanto custa um treinamento Lean Six Sigma in company?
O valor depende do nível da formação, do número de participantes, da carga horária, da modalidade (presencial na empresa, online ao vivo ou combinada) e da inclusão de consultoria para o projeto real. A proposta é montada depois do diagnóstico, porque esses itens mudam de uma empresa para outra.
Os participantes recebem certificação?
Sim. Cada participante que conclui a formação recebe o certificado do nível cursado, emitido pela EDTI, que tem acreditação do Council for Six Sigma Certification (CSSC).
Como começar um programa in company?
Pelo diagnóstico: quais problemas a empresa quer resolver, quem vai conduzir projetos e com que tempo. A partir dele, a EDTI propõe o nível, o formato e, se a empresa quiser, o acompanhamento do projeto real pela consultoria.