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Tipos de variáveis: quais são e como elas podem ajudar a sua empresa

Você já parou para pensar nos tipos de variáveis que estão envolvidas em uma carreira de sucesso?

Além da formação, contam pontos a favor uma boa rede de contatos, mercado de trabalho, economia e, claro, aquela que nunca pode faltar: a sorte.

Agora imagine quantos fatores não entram em jogo quando estamos falando do sucesso de uma empresa. É até difícil mensurar quanta coisa estaria envolvida!

Felizmente, houve no passado quem pensasse nisso e se dedicasse a desenvolver métodos de controle para medir e antecipar os efeitos de certas variáveis.

Para isso, nomes como Walter A. Shewhart, William E. Deming e Kaoru Ishikawa, entre outros, fizeram uso intensivo de ferramentas estatísticas.

Aliás, vem da Estatística o conceito de variável aplicado às atividades produtivas, como você vai ver neste conteúdo. Siga em frente e aprenda mais.

Imagem explicativa sobre tipos de variáveis na análise estatística

Quais os tipos de variáveis estatísticas?

Um dos princípios da Cinemática diz que a percepção sobre a velocidade de um corpo depende do referencial adotado.

Na Estatística, essa mesma ideia pode ser aplicada quando tratamos de um desafio qualquer. Ou seja, podemos tratar de uma mesma questão sob diversos ângulos, cada um demandando um tratamento, conforme as variáveis em jogo.

Considere, então, que um lote de um produto apresentou um defeito. Nesse caso, teríamos como potenciais causas:

  • A temperatura do ambiente
  • O preparo das pessoas no chão de fábrica
  • Os materiais usados
  • O estado das máquinas

Perceba que, para cada variável, existe um grau de dificuldade maior ou menor de estabelecer correlações com um problema.

É em razão disso que, em Estatística, classificam-se as variáveis de duas formas: as quantitativas e as qualitativas, como veremos a seguir.

Variáveis quantitativas

Digamos que esse lote que apresentou problemas seja de um produto perecível.

Nesse caso, é bem provável que a temperatura do ambiente tenha influenciado para que o resultado final não fosse aquilo que se esperava.

Isso poderia acontecer se temperatura ideal de 20º ambiente subisse acidentalmente para 30,5º.

Esse é um exemplo claro de variável quantitativa: aquela que pode ser expressa em números.

Chamamos discretas as variáveis que só podem ser representadas por números inteiros, como o número de trabalhadores em uma indústria.

Por sua vez, as variáveis que podem ser expressas por números não inteiros e até negativos são chamadas de variáveis contínuas. A temperatura é um bom exemplo disso.

Estatisticamente, é com essas variáveis que se busca trabalhar, já que elas permitem a realização de cálculos para medir a sua influência sobre um certo fenômeno.

Variáveis qualitativas

Em um outro cenário, considere que o defeito encontrado no lote não teve nada a ver com a temperatura, mas com o tipo de material utilizado na fabricação.

Nesse caso, o que determinou o problema não foi a quantidade do insumo, mas o fato dele não ser apropriado para fabricar aquele produto.

Não sendo passível de quantificação, essa passa a ser uma variável qualitativa, ou seja, o seu efeito tem a ver com a própria natureza da variável.

Em Estatística, são chamadas variáveis qualitativas ordinais aquelas que devem ser tratadas segundo uma ordem, como é o caso dos meses do ano.

Já as nominais podem ser tratadas aleatoriamente, já que elas não guardam entre si nenhum tipo de relação ou ordenamento preexistente.

Embora as variáveis qualitativas possam até ser estatisticamente representadas, isso nem sempre acontece, tornando seu cálculo mais complexo e sujeito a erros de interpretação.

Por que monitorar variáveis nas empresas?

Todo negócio, por mais simples que seja, tem algum tipo de processo organizado para a realização de suas atividades.

Lembrando que processo é tudo que acontece desde uma entrada até uma saída, considerando também as variáveis que possam influenciar no resultado final.

Assim como não há atividade produtiva sem processo, não há processo que não esteja sujeito a uma ou mais variáveis.

Isso nos leva a concluir que, para ter o controle sobre um negócio, é preciso antes controlar todas as variáveis que exercem influência sobre os seus processos.

Essa é uma das razões que levam as grandes empresas a investirem pesado em ferramentas de controle da qualidade.

Ao fazer isso, elas estão tratando de reduzir a variabilidade em seus processos, de maneira a estabelecer uma padronização de seus métodos de produção.

Portanto, o principal motivo para monitorar as variáveis nos processos das empresas é que, ao fazer isso, um processo passa a ser mais previsível e, com isso, gerenciável.

👉Já que falamos tanto em processos, que tal aprender mais sobre o assunto, acessando gratuitamente este guia de Gestão por Processos feito pelo time da EDTI?

Gráfico educativo mostrando os tipos de variáveis: qualitativas e quantitativas

A importância dos diferentes tipos de variáveis no Lean Six Sigma

A metodologia Lean Six Sigma foca na redução do desperdício e na melhora contínua da qualidade.

Por isso, ela usa o tempo todo ferramentas estatísticas de controle que, como tais, buscam antecipar os efeitos das variáveis sobre os resultados.

No roteiro DMAIC, por exemplo, é fundamental entender como as diversas variáveis mantêm ou não uma relação de causa e efeito com o processo estudado.

Só assim um desafio pode ser solucionado por meio de análises, testes de hipóteses e outras ferramentas estatísticas.

O desconhecimento sobre as variáveis que interferem em um processo, serviço ou operação inviabiliza o seu estudo para propor melhorias.

Dessa forma, o levantamento das variáveis é parte fundamental das análises em Lean Six Sigma.

Em certos casos, a quantidade de variáveis é tanta que demanda a utilização de softwares sofisticados para processá-las.

Por outro lado, esses sistemas não fazem o trabalho sozinhos. Para que gerem resultados, eles precisam ser operados por pessoas qualificadas, a fim de escolher as variáveis que melhor se encaixem em uma análise.

Conclusão

É aqui que entram os profissionais Black Belts e Master Black Belts, os mais preparados para estudar a fundo os tipos de variáveis que influenciam em um processo.

A boa notícia é que você pode ser um deles, qualificando-se em um dos cursos presenciais ou EAD da Escola EDTI.

Seja a pessoa que as empresas procuram, com um certificado reconhecido internacionalmente pela The Council for Six Sigma Certification (CSSC).

Arremate esta leitura lendo também o e-book em que mostramos os Critérios para selecionar projetos Lean Six-Sigma.

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