histograma

O que é um Histograma, Como Criar e Utilizar em Projetos Lean Six Sigma

O histograma pode ser a ferramenta que você procurava para facilitar a compreensão dos dados de qualidade da sua empresa.

Sabemos que a vida de empreendedores, profissionais e gestores não é fácil. Por isso, é preciso encontrar meios para facilitar o seu cotidiano.

Hoje vivemos na era dos dados. No entanto, é preciso compreendê-los e interpretá-los.

Para facilitar esse processo, as representações gráficas ajudam muito.

Elas auxiliam na hora de tomar decisões gerenciais importantes, minimizando os riscos de agir com incertezas.

Se você tem essa preocupação e quer saber o que é e como criar o seu histograma aplicando-o a Projetos Green Six Sigma, este artigo é para você.

Nele, todas as suas dúvidas serão sanadas em uma única leitura.

Portanto, acompanhe até o final e aprenda tudo que o recurso pode fazer por você.

O que é um Histograma?

O que é um Histograma?

No dia a dia, precisamos lidar com variáveis quantitativas.  Ou seja, números inconstantes, que oscilam.

Elas podem aparecer de diversas formas, como peso, temperatura, volume, tempo, população, métricas de marketing, logística, processos e muito mais.

O histograma é uma representação gráfica que permite a visualização facilitada dessas variáveis.

Ele também é conhecido como “Diagrama de Dispersão de Frequências”.

Assim, observa-se seu comportamento baseado em classes ou compartimentos.

Normalmente, o cálculo é demonstrado por meio da média geral desses números.

Entretanto, esse valor fixo não nos permite uma análise completa da variação.

E é exatamente por isso que o formato gráfico existe.

Ele revela a distribuição e indica regiões onde há concentração de ocorrências de maneira visualmente acessível.

Em outras palavras, permite a avaliação de um conjunto de dados por meio de tendências.

Como você pode ver, ele é representado em colunas, retângulos preenchidos que nos permitem quantificar a frequência de cada uma das classes.

Dessa maneira, é possível criar uma curva de distribuição, como observado a seguir.

Esse recurso está presente em editores de planilhas como o Microsoft Excel e o Google Sheets.

É composto, basicamente, por dois eixos: um horizontal e um vertical.

No primeiro, temos a classe.

No segundo, a frequência que uma variável aparece.

Ao observá-los em conjunto, sabemos quantas ocorrências existem em cada uma das classes.

Essa é uma ferramenta da qualidade, juntamente ao fluxograma, carta de controle, diagrama de causa e efeito, folha de verificação, gráfico de dispersão e diagrama de Pareto, também conhecidas como sete ferramentas básicas.

Todas elas têm conteúdos exclusivos para você no site da EDTI. Basta clicar nos links para conferir.

Para que serve o histograma?

Para que serve o histograma?

Como visto, um histograma serve para mapear a distribuição de valores de um conjunto de dados.

Por isso, sua funcionalidade está conectada aos mais diversos objetivos.

Para facilitar a compreensão, vamos recorrer a um exemplo.

Imagine que um e-commerce solicite aos compradores uma avaliação doo atendimento do suporte de uma loja virtual.

Normalmente, esses valores vão de 1 a 5 estrelas.

Nesse caso, quanto maior o número de estrelas, melhor o atendimento.

Observe que aqui temos cinco variáveis: 1, 2, 3, 4 e 5.

Essas são chamadas variáveis discretas, pois assumem valores inteiros.

Após uma semana, a empresa recolheu 50 avaliações, cujos resultados são indicados abaixo.

Perceba que, individualmente, tais números não dizem muito.

É por isso que, geralmente, é calculada a média.

Assim, separando-as por grupos, temos a frequência, que revela a quantidade de vezes que determinado valor foi aplicado.

Ainda assim, ao observar somente os números, não fica clara a percepção do público.

Então, o histograma permitirá uma análise mais precisa do comportamento geral do consumidor.

Em outras palavras, uma observação simplificada de quantas vezes cada pontuação foi escolhida.

Aqui, temos os dois eixos.

Enquanto o horizontal se refere às avaliações do cliente (o número de estrelas), o vertical toma conta de sua frequência.

Assim, fica fácil perceber que a curva ascende.

Ou seja, há mais avaliações nos valores 4 e 5 que as demais.

Podemos concluir, então, que o serviço tem uma avaliação positiva na percepção do consumidor.

No entanto, há ainda uma boa quantidade de pessoas cujas opiniões não são tão satisfatórias.

E é exatamente para isso que serve o histograma: ele nos ajuda a tirar conclusões e tomar decisões para melhorias e ajustes.

Nesse caso, talvez um investimento em mais canais de atendimento ou treinamento dos profissionais pode ser uma boa ideia.

Qual a diferença entre um gráfico de barras e um histograma?

Qual a diferença entre um gráfico de barras e um histograma?

Não dá para negar as semelhanças entre um gráfico de barras e um histograma.

Visualmente, eles são mesmo muito parecidos.

Entretanto, existem diferenças, ainda que ambos sejam representações gráficas para transmitir o significado de planilhas ou tabelas complexas de maneira simplificada.

A primeira diferença pode ser notada visualmente.

Normalmente, não há espaço entre as barras no histograma, embora você possa encontrá-los dessa maneira.

Imagem: Key Differences

Como você pode perceber, os dois elementos são muito parecidos.

A diferença fundamental entre um gráfico de barras e um histograma é sua funcionalidade.

Enquanto o primeiro lida como um comparativo entre diferentes categorias de dados, o segundo revela a frequência de ocorrências.

Isso significa que as barras não podem ser reordenadas no histograma, pois a escala é crescente ou decrescente, podendo também tomar conta de intervalos.

No caso dos gráficos de barras, a alteração dos elementos não tem influência no resultado final.

Imagine que você queira avaliar as vendas de um produto em um determinado período de tempo.

Assim, faremos a relação entre os produtos X, Y e Z.

O eixo vertical mostrará a quantidade que foi vendida, ao passo que o eixo horizontal revela as classes (ou cada item específico que está sendo avaliado).

Agora, se você quisesse avaliar a diferença no volume de vendas nos meses 1, 2 e 3, as classes seriam os períodos.

Assim, você avalia a progressão.

Em termos mais simples, nesse caso, os elementos não podem ser trocados, pois a ação dificulta a compreensão do gráfico.

Ou seja, podemos dizer que um histograma é um tipo de gráfico de barras, mas nem todo gráfico de barras é um histograma.

O que é histograma na gestão de qualidade?

O que é histograma na gestão de qualidade?

O histograma é uma importante ferramenta na gestão de qualidade.

Isso porque nos mostra a distribuição de frequência de dados numéricos.

Em outros termos, um modelo estatístico para organização de dados.

Ele permite a análise gráfica do comportamento das variáveis, podendo ser utilizado em diferentes setores da empresa e em variados nichos de mercado.

Existem seis tipos de histogramas.

Saiba quais são eles a seguir.

Simétrico

O histograma simétrico é também conhecido como distribuição normal.

Acontece quando a frequência mais alta está ao centro e diminui quando se aproxima das bordas da direita e da esquerda.

Assimétrico

Já o histograma assimétrico apresenta grandes variações entre as barras.

Aqui, vemos alguns picos e declínios, que podem variar ao longo do gráfico.

Despenhadeiro

O terceiro tipo é o histograma despenhadeiro.

Nesse caso, há uma série de dados cujas ocorrências são muito baixas, dando a impressão de “barranco” à visualização gráfica.

Dois picos

O histograma de dois picos mostra duas frequências com valores mais altos.

Achatado

O histograma achatado (ou platô) acontece quando há pouca diferenciação na frequência.

Com isso, os níveis se equivalem, formando barras de altura semelhantes.

Ilha isolada

Por fim, temos o histograma conhecido como ilha isolada.

Nesse caso, uma das variáveis se destaca, deixando uma das barras muito mais alta que as outras.

Como fazer um histograma passo a passo

Agora que você já compreendeu os preceitos básicos sobre esse tipo de gráfico, é hora de colocar a mão na massa e fazer o seu histograma.

No primeiro tópico deste artigo, vimos um exemplo no qual foram utilizadas variáveis discretas.

Naquele caso, é bem simples criar um histograma.

Entretanto, na maior parte das vezes, eles são mais complexos.

Por isso, utilizaremos variáveis contínuas, aquelas que podem assumir qualquer valor real, incluindo frações e dízimas periódicas.

A seguir, veja um passo a passo para criar o seu histograma.

Passo 1. Determinar amostragem

Supondo que uma empresa queira criar um histograma de avaliação do volume envasado em garrafas de água em mililitros (ml).

Assim, é preciso determinar a amostragem.

Nesse exemplo, foram selecionados um total de 90 itens.

Passo 2. Identificar os valores

É preciso ter em mente que, para criar um histograma, os dados precisam estar em mãos.

Aqui, chegamos aos seguintes resultados:

Como dito anteriormente, apenas a média não nos traz uma percepção real do quadro.

Passo 3. Determinar classes (compartimentos)

Em inglês, as classes são conhecidas como bins.

Por isso, por padronização, utiliza-se a letra b para representar esse valor.

Vale ressaltar que não existe uma fórmula única para calcular o número de classes, mas há uma mais conhecida.

Para realizá-la, é calculada a raiz quadrada do tamanho da amostra, representada pela letra n.

Assim, temos:

b = √n = √90 = 9,486

A seguir, arredondamos para o inteiro mais próximo: 9.

Você também pode utilizar a seguinte tabela para facilitar o trabalho, dependendo do tamanho da amostragem:

Passo 4. Calcular a largura

A largura se refere ao valor de abrangência de cada uma das classes.

Afinal, como você pôde ver no quadro de amostras, não há número regulares, em oposição ao exemplo citado no primeiro tópico.

Largura, em inglês, é width – por isso, representamos esse valor com a letra w.

Nesse caso, temos:

w = max (valores) – min (valores) / b

Ou seja, a diferença entre o valor máximo e mínimo dividido pelo número de classes.

No nosso exemplo, fica assim:

w = 1014,75 – 968,84 / 9 = 5,10111

Ao realizar o cálculo, chegamos ao resultado final.

Passo 5. Aplicar o intervalo

Agora que sabemos a largura, estamos prontos para aplicá-la e estimar o intervalo de cada uma das 9 classes.

A primeira classe se inicia com o menor valor: 968,84.

Assim, somamos o valor da largura a ele e temos:

968,84 + 5,10111 = 973,94111

Esse é o intervalo da primeira classe.

A próxima classe se inicia, portanto, a partir desse valor.

Portanto, somamos novamente a largura e temos:

973,94111 + 5,10111 = 979,04222

Agora, temos o intervalo da segunda classe.

Ao realizarmos o mesmo processo para cada uma das 9 classes, chegamos ao seguinte quadro:

Ao ser realizado corretamente, o último valor do intervalo da classe nove será igual ao maior valor do conjunto de dados.

Nesse caso, 1.014,75 ml.

Passo 6. Identificar a frequência

O próximo passo consiste na identificação da frequência de cada intervalo.

Por exemplo, no quadro inicial, há 5 ocorrências entre 968,84 e 973,94.

Isso significa que a frequência da classe 1 é igual a 5.

Já na classe 2, há 6 ocorrências.

Ao observarmos cada uma delas, chegamos ao seguinte quadro:

A soma dos valores da fileira de frequência é igual ao valor total da amostragem: 90.

Assim, abrangemos todo o conjunto de dados.

Passo 7. Distribuir os dados em colunas

Na sequência, devemos distribuir os valores dos intervalos em colunas representadas pelas classes.

É aqui que o histograma toma a forma em sua representação gráfica.

Nele, observamos os dois eixos.

O vertical representa a frequência de ocorrências e o horizontal as classes definidas.

Quanto maior a coluna, maior a frequência.

Assim, vemos que a maior ocorrência ocorre entre 984,14 e 989,24, ao passo em que a menor no intervalo entre 1009,65 e 1014,75.

Também percebemos uma concentração entre 984,14 e 1004,55, ou entre as classes 4 e 7.

Passo 8. Analisar o histograma

Agora que o seu histograma está pronto, você pode avaliá-lo para tirar conclusões.

Uma prática muito comum é comparar os limites de especificação ou qualquer outra meta.

Um exemplo seria, se, no caso citado, for definida uma especificação de 1000 ml para o volume contido nas garrafas de água, com tolerância de + ou – 25 ml.

Aqui, vemos que os itens inseridos na primeira classe não atingem a qualidade exigida, já que estão abaixo dos 975 ml estabelecidos como mínimo.

Assim como parte dos produtos contidos na classe 2.

Isso quer dizer que é preciso reavaliar o processo até que se atinja essa meta.

Melhores Ferramentas para Fazer um Histograma

Agora, você deve estar se perguntando: tudo bem, mas como fazer um histograma?

Para isso, existem diversas soluções de softwares e ferramentas.

A seguir, saiba quais são as principais.

Microsoft Excel

A ferramenta de planilhas mais popular é a Microsoft Excel.

Ela está disponível para dispositivos nos sistemas operacionais mais populares em computadores.

Além disso, possui versões móveis para iOS, Android e Windows Phone.

Por meio dela, você será capaz de fazer não apenas histogramas, mas também outras ferramentas de qualidade e diversos outros recursos de planilhas.

Google Sheets

A plataforma online Google Sheets é outra que permite criar histogramas com facilidade.

Gratuita, ela tem um design intuitivo que permite a geração de folhas de cálculo em instantes.

É também muito útil por seu serviço de armazenamento em nuvem, o que permite o compartilhamento imediato com outros integrantes da equipe ou clientes.

Histogram Maker Online

Mais uma plataforma na web, o Histogram Maker Online permite criar histogramas em apenas alguns cliques.

Os gráficos podem ser exibidos em 2D, como normalmente são utilizados, ou em 3D, para trazer um visual tridimensional.

Easy Histogram Maker

O Easy Histogram Maker é uma ferramenta simples e online desenvolvida exclusivamente para a criação de histogramas.

Nela, você só precisa inserir os valores correspondentes à frequência dispostos em diferentes linhas e o gráfico será criado automaticamente.

Aplicações do Histograma na Prática

Como vimos, o histograma é útil em diferentes setores, segmentos e ocasiões.

Abaixo, conheça algumas aplicações na prática.

Histograma de Mão de Obra

O histograma de mão de obra diz respeito aos recursos humanos de uma empresa.

Em outras palavras, às pessoas.

Por meio desse gráfico, podemos criar um planejamento mais adequado para a alocação dos recursos do negócio.

Por exemplo:

  • Previsão de desempenho
  • Produtividade dos times
  • Desvio de valores
  • Ocorrência de erros
  • Performance individual dos colaboradores.

Assim, ao aplicar os dados em histogramas, podemos reavaliar os processos e identificar oportunidades de melhoria.

Histograma em Projetos

Outro recurso muito interessante é o histograma em projetos.

Em projetos individuais, podemos utilizá-la em múltiplas ocasiões.

Alguns exemplos são:

  • Avaliação do produto
  • Comparação de desenvolvimento em diferentes períodos
  • Variação de preço
  • Dados de marketing
  • Projeção de crescimento.

Assim, essa flexível ferramenta torna-se útil em diferentes pontos do projeto, servindo como alicerce para a tomada de cada uma das decisões.

Outras Aplicações do Histograma

A ferramenta de qualidade histograma é bastante versátil.

Por conta disso, recebe uma grande quantidade de aplicações.

Ela é comumente utilizada nas áreas de controle de produção e qualidade, mas também pode ser relacionada a produtividade, marketing, desvios de prazo, logística, entrega, suporte, produção, causas de atraso, entre muitos outros.

Conclusão

Neste artigo, você aprendeu o que é um histograma e viu como essa ferramenta pode facilitar a compreensão de dados.

Primeiro, viu quais são os conceitos básicos para sua criação.

Depois, soube para que ele serve.

Mais adiante, conheceu as diferenças entre o histograma e o gráfico de barras e como tal ferramenta é utilizada na gestão de qualidade.

Também descobriu como criar o seu próprio gráfico e quais são as principais ferramentas utilizadas para essa ação.

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