Gráfico de linhas: o que é e como usar em análises na empresa

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O gráfico de linhas é um dos tipos mais comuns e mais úteis de gráficos.

Se você acompanha os conteúdos publicados no blog da EDTI, já deve ter visto como construir os mais diversos tipos de gráficos

Chegou a vez de aprendermos sobre o de linhas.

Embora semelhantes em sua finalidade principal, que é permitir a leitura de dados, cada modelo de gráfico é indicado para usos mais específicos.

O mais importante é começar sabendo que gráficos são ferramentas de controle, portanto, necessárias para quem precisa gerir uma atividade, estudo ou negócio.

Além disso, o uso de dados em massa demanda uma ampla variedade de acessórios para sua operacionalização.

Ou seja, sem as ferramentas adequadas, seus dados certamente serão perdidos e, sem eles, valiosas oportunidades vão escorrer pelos dedos, sem contar a perda de tempo.

Nesse caso, o gráfico de linhas pode ser uma solução eficaz e simples de dispor dados com os mais variados objetivos.

Siga em frente na leitura e aprenda como fazer!

O que é um gráfico de linhas?

Em sua essência, a finalidade de um gráfico de linhas é idêntica à de outros tipos de gráfico, ou seja: serve para facilitar a leitura e interpretação de dados.

Nessa ferramenta, os dados são dispostos em um sentido horizontal, da esquerda para a direita, formando uma linha pontilhada.

Por exemplo: uma empresa que vendeu R$ 20.012 em janeiro, R$ 30.115 em fevereiro, R$ 25.005 em março e R$ 29.204 em abril pode dispor esses dados em linha, formando uma imagem com esse aspecto:

Quando se usa o gráfico de linhas?

Como destacamos logo no início, o gráfico de linhas tem finalidades mais específicas, se comparado com outros modelos.

Ao observarmos mais atentamente o rascunho acima, podemos perceber de cara uma função bastante útil: a visualização do progresso de um indicador ao longo do tempo.

Isso não poderia ser visualizado se o gráfico fosse em formato de pizza, por exemplo, ou mesmo de barras.

Assim, o gráfico de linhas é o mais indicado quando o objetivo é formar uma série histórica ou se pretendemos avaliar a evolução de um KPI mês a mês, ano a ano e por aí vai.

Como usar o gráfico de linhas em seus projetos

Os gráficos podem ainda enriquecer análises mais elaboradas.

Um exemplo disso é quando precisamos analisar se a frequência de um certo intervalo de dados apresenta algum desvio fora do padrão.

É o que se faz quando se utiliza o gráfico de somas acumuladas (CUSUM) em projetos de melhoria, em que é preciso estipular um limite tolerável de falha.

Como mostramos neste outro artigo, o gráfico de linhas se aplica na hora de dispor os dados. 

Por sua vez, esses dados são inseridos dentro de um limite, sinalizado pelas linhas vermelhas, chamadas de CUSUM superior e CUSUM inferior.

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Como fazer um gráfico de linhas no Excel

Fazer um gráfico de linhas no Excel ou em Planilhas do Google é muito simples.

A vantagem de usar um modelo online é que, estando na nuvem, o acesso pode ser compartilhado com outros usuários, sem a necessidade de downloads.

Além disso, toda modificação feita é atualizada em tempo real, deixando gravado um histórico das versões anteriores.

Isso é bastante útil caso algum dado venha a ser inserido de forma equivocada ou seja feita alguma mudança estrutural por engano.

Comece inserindo na planilha o intervalo de dados:

Em seguida, vamos em “Inserir” e depois clicamos em “Gráfico”:

O próximo passo é mudar de gráfico de barras para gráfico de linhas.

Para isso, vamos recorrer ao “Editor de Gráficos” à direita da tela:

Está feito o seu gráfico de linhas, de fácil visualização e interpretação.

Ferramentas para fazer gráficos de linhas

A montagem de um gráfico de linhas no Excel é bastante simples, mas, como toda ferramenta offline, ele apresenta algumas desvantagens.

A primeira delas, como vimos antes, é não permitir o compartilhamento do gráfico com outras pessoas.

Como em geral gráficos são peças para apresentação, esse é um detalhe que pode fazer toda a diferença.

Isso sem contar que, ao trabalhar fora da nuvem, não há o recurso do salvamento automático.

Assim, se houver uma queda de energia ou pane no computador, o risco de que o progresso do trabalho seja perdido é grande.

Sendo assim, a melhor solução é utilizar ferramentas on cloud, a maioria delas totalmente gratuitas.

Conheça as mais populares do mercado na sequência.

Planilhas Google

As Planilhas Google são uma opção praticamente padrão, porque quase todo mundo tem uma conta no Gmail.

É uma forma rápida de começar, já que, tendo aberta uma conta no Google, basta acessar as planilhas e começar a criar.

Como vimos no exemplo de montagem da planilha acima, as vantagens principais são o armazenamento automático das atualizações e o compartilhamento.

Outra vantagem é que todos os recursos são de uso gratuito, exceto o espaço em disco, limitado a 15 GB.

Canva

Bastante conhecida pelos designers, o Canva tem também a não tão conhecida função de criação de gráficos.

Ela é uma das poucas ferramentas que permitem agregar estilosos recursos visuais aos gráficos, tornando-os visualmente muito mais bonitos.

É uma solução que pode ser mais atrativa para agências de marketing, escritórios de arquitetura e empresas que trabalham com design em geral.

Infogram

Com a sua conta Google, você pode também criar uma conta no Infogram, uma das ferramentas na nuvem mais usadas para criação de gráficos.

Sua interface amigável e clean permite começar projetos com maior facilidade, embora muitos recursos estejam disponíveis apenas em versões pagas.

Ainda assim, a versão grátis é bastante completa, permitindo criar até 10 projetos com 13 tipos de gráficos diferentes.

É possível também a publicação dos materiais produzidos, bem como a importação de dados e até a inserção de animações.

Piktochart

A proposta do Piktochart é ser uma ferramenta 100% visual, então não há a opção de criar gráficos de linhas a partir de uma planilha, como no Google ou Excel.

Em compensação, ele conta com um incrível acervo de templates com apresentações e design de alto padrão.

Algumas delas contêm gráficos “prontos” que podem ser editados livremente.

Portanto, para encontrar o modelo ideal para o seu gráfico de linhas, basta navegar entre as diversas opções disponíveis, escolher um e inserir os seus dados nas apresentações.

Essa é uma alternativa bastante indicada para quem quer impressionar clientes ou gestores com documentos de leitura agradável e layout profissional, e o que é melhor, 100% grátis.

Chartgo

Com um visual mais sóbrio e sem tanto apelo estético, o Chartgo é uma solução simples e direta, que permite fazer gráficos sem necessidade de criar uma conta.

Basta acessar o site, clicar em “create chart” e começar a montagem inserindo os dados que serão exibidos.

Depois, você pode exportar para o formato CSV, que por sua vez, pode ser lido e editado nas Planilhas Google.

Então, se você não tem muito tempo para escolher o design e prefere uma ferramenta sem muita “firula”, o Chartgo é para você.

Conclusão

Vale sempre destacar que, para trabalhar com gráficos de linhas e outros tipos de gráficos, é preciso antes desenvolver a habilidade de ler e interpretar dados.

Portanto, é importante investir em uma formação sólida para aguçar o senso analítico.

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