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Identificação por Radiofrequência, ou RFID, Como Funciona Esse Sistema Seguro

A sigla RFID, à primeira vista, pode não fazer muito sentido. Mas, acredite, ela faz parte da sua vida.

Quer ver só?

Imagine você e sua família viajando de férias e em uma rodovia movimentada, quando se formam longas filas no pedágio.

Você desvia o seu carro para uma pista lateral, reduz a velocidade, um sensor identifica seu veículo, abre a cancela automaticamente e sua viagem segue tranquilamente.

Uma bênção, você diria, certo?

Pois isso só é possível pelo uso de Identificação por Radiofrequência, ou RFID.

Agora, imagine aplicar esse serviço que agrega comodidade e agilidade à sua empresa ou serviço.

O exemplo acima é apenas uma das aplicações da tecnologia de Identificação por Radiofrequência, mais comumente conhecida por RFID (Radio-Frequency Identification, na sigla em inglês).

Com vasta possibilidade de utilização – do controle de estoque no varejo à identificação de pessoas em parques temáticos, do agronegócio ao comércio exterior -, esse sistema alia segurança e agilidade.

Na prática, o serviço garante maior dinâmica e precisão nos processos de gestão e nas decisões estratégicas.

Com o crescimento de diferentes tecnologias de inteligência artificial, o sistema de comunicação RFID amplia radicalmente seu espectro de uso.

Há quatro tipos de etiquetas RFID: ativa, semi-ativa, passiva e semi-passiva.

O que é o sistema RFID?

O que é o sistema RFID?

RFID é um método de identificação automática por sinais de rádio.

A comunicação se dá por meio da troca de informações entre etiquetas RFID e uma base transmissora.

Na prática, funciona assim: um sinal de rádio é enviado por uma base transmissora a um microchip, que possui informações previamente gravadas nele.

A onda sonora refletida é convertida em informações digitais e interpretada pelo sistema do qual faz parte. Opera como um circuito integrado sem fio.

Em certo sentido, o sistema RFID é uma “evolução” do leitor de códigos de barras. Não se trata de uma evolução da tecnologia desses leitores, mas sim de sua funcionalidade.

Isso porque ele torna muito mais ágil a identificação e troca de informações. Além disso, é mais seguro, por ser menos suscetível aos erros humanos.

Como se iniciou o RFID?

Muito utilizado na aviação, a Identificação por Radiofrequência ou RFID fornece informações sobre localização, altitude, velocidade e identificação de aeronaves.

A origem da tecnologia remonta à Segunda Guerra Mundial.

Embora, na década de 1930, os radares fossem capazes de identificar a presença de aviões a longas distâncias, não se sabia identificar se aqueles sinais eram de aeronaves aliadas ou inimigas.

O que os alemães descobriram é que, quando eles viravam a aeronave, retornando à base, o sinal refletido no radar mudava.

Esse método foi o embrião do que mais tarde se transformaria no RFID.

No pós-guerra, durante as décadas de 1960 e 1970, com o avanço das tecnologias de radiofrequência, cientistas dos Estados Unidos, Japão e Europa iniciaram as primeiras pesquisas para o uso da tecnologia para identificação remota de vários objetos.

Qual o custo de uma etiqueta RFID?

A questão do custo das etiquetas RFID é sempre um ponto sensível na escolha dessa tecnologia.

Basicamente, a construção de uma etiqueta ou tag RFID é composta por um chip de silício e uma antena que recebe os sinais de radiofrequência.

O custo médio de cada etiqueta varia em torno de 25 centavos de dólar.

Contudo, em junho de 2019, no evento RetailX, realizado em Chicago, foi apresentada uma alternativa à impressão destes dispositivos.

A empresa chinesa BSN, voltada a soluções tecnológicas para o varejo, apresentou uma nova tecnologia de impressão de circuitos eletrônicos impressos.

A impressão eletrônica de circuitos (E-print) permite que etiquetas com características similares às produzidas com silício sejam fabricadas a custos muito mais baixos.

Em comparação às tags feitas tradicionalmente, as etiquetas produzidas pela BSN podem chegar ao mercado ao preço de seis centavos de dólar.

As novidades tecnológicas no campo do RFID podem popularizar ainda mais o uso do sistema.

A tendência é que os custos se tornem cada vez mais reduzidos, ampliando o espectro de potenciais clientes.

Como funciona o sistema de Identificação por Radiofrequência (RFID)

Para dizer de uma forma bastante didática, o sistema de Identificação por Radiofrequência ou RFID funciona por meio de uma antena que envia informações para um dispositivo e as transfere para um leitor.

As informações recebidas são sinais refletidos em etiquetas de radiofrequência, que possuem em seus circuitos as informações a serem interpretadas.

A aplicação dessa tecnologia pode estar presente na identificação dos mais diversos objetos, e até mesmo na identificação de animais e pessoas.

Como havíamos explicado anteriormente, o sistema de Identificação por Radiofrequência ou RFID opera como um circuito integrado sem fio.

Isso só é possível porque as etiquetas RFID são micro transponders que trocam informações com uma base transmissora.

Para entender melhor o que isso significa, é preciso compreender que um transponder é um circuito que, como o nome sugere, transpõe informações ao emissor de sinal.

Tanto a base que envia as ondas de radiofrequência quanto a etiqueta ou tag RFID integram um mesmo sistema de informações.

Quando uma antena transmissora de radiofrequência envia ondas para uma etiqueta, esses sinais alimentam um circuito que havia sido anteriormente gravado com certas informações.

Ao ser estimulado pelas ondas sonoras, esse circuito (impresso na etiqueta RFID) transpõe as informações nele contidas em ondas sonoras que retornam à base.

Resumindo: as informações trocadas via radiofrequência são convertidas em informações digitais que servem à identificação remota.

Quais as vantagens e desvantagens?

Sem dúvida, uma das maiores vantagens da tecnologia é sua grande aplicabilidade em variados segmentos e em diferentes níveis de utilização.

Além disso, a tecnologia RFID possui maior grau de confiabilidade, pois é capaz de operar em ambientes hostis e com climas extremos.

As etiquetas RFID passivas têm durabilidade muito longa e as ativas, mesmo com a necessidade de uso de baterias, têm vida útil bastante prolongada e possibilidade de reutilização.

O uso dessa tecnologia minimiza a incidência de erros humanos e aumenta a eficiência.

Com a drástica diminuição dos erros humanos, o uso de Identificação por Radiofrequência confere otimização aos processos de gerenciamento.

Isso é resultado de maior velocidade no processo de trocas de informações enviadas, recebidas e processadas.

Como as etiquetas RFID não dependem de uma leitura visual (como nos códigos de barra), elas não necessitam do campo visual para serem processadas. Essa característica permite, inclusive, que vários itens etiquetados com RFID possam ser lidos simultaneamente.

Todas estas características se somam a uma de suas principais funcionalidades: a rastreabilidade.

A capacidade de encontrar diferentes itens etiquetados com RFID traz novas perspectivas à eficiência logística, permitindo a otimização de inúmeros processos de armazenamento e distribuição.

Um dos pontos mais sensíveis quanto à escolha do sistema de Identificação por Radiofrequência está no custo da tecnologia.

Quando comparado ao uso de leitores de código de barras, o preço do RFID costuma ser mais alto.

Afinal, há a necessidade de antenas, leitores e processamento de dados. Entretanto, é isso que garante a eficiência do sistema.

Outra questão sensível é o risco de interferência de metais no campo magnético das ondas de rádio responsáveis pela transmissão de informações entre as antenas e as etiquetas.

Contudo, em ambientes minimamente controlados, essas dificuldades podem ser superadas.

O debate e em torno da privacidade é também um ponto delicado, pois os itens identificados com RFID podem ser monitorados após as compras.

Tal desvantagem pode se converter em ganhos no que toca à logística reversa e se tornar um diferencial de mercado para determinados produtos.

Por que ele é um sistema seguro?

Por que ele é um sistema seguro?

O uso de Identificação por Radiofrequência reduz o erro humano a praticamente zero.

Entre as muitas razões, a principal delas é que as ondas de radiofrequência são mais sensíveis que os leitores visuais, como códigos de barra, por exemplo, e podem ser lidos mesmo que o microchip RFID esteja do lado de dentro da embalagem.

O sistema de RFID não somente traz segurança para os itens etiquetados, mas também é um mecanismo seguro.

No primeiro caso, porque permite uma maior rastreabilidade dos itens; no segundo, porque opera mesmo em condições adversas.

Além disso, sistemas RFID possuem maior confiabilidade, mantendo seu funcionamento em condições hostis, inclusive em climas extremos.

A durabilidade é outro item que merece destaque, pois são bastante resistentes em suas inúmeras aplicabilidades, seja em um circuito adesivado, um microchip ou uma cápsula. Sem falar na possibilidade de reutilização.

O risco de fraudes também se reduz, pois, uma vez que vários itens podem ser identificados simultaneamente, a leitura do conteúdo de uma caixa lacrada pode detalhar precisamente seus itens sem violações.

É nesse sentido que a precisão na troca de informações se alia à agilidade dos processos.

Segurança, controle de fluxos e rastreabilidade são características que tornam a Identificação por Radiofrequência um mecanismo atraente para muitos ramos do mercado.

A tecnologia permite ganhos de eficiência na produção e distribuição de bens, com possibilidade de sofisticados mapeamentos logísticos.

Tipos de Tag RFID e suas classificações

As etiquetas ou tags RFID são compostas por chips de silício e antenas, o que garante que possam responder aos sinais de radiotransmissores.

Há, em suma, quatro tipos de etiquetas ou tags de Identificação por Radiofrequência: passivas, semi-passivas, ativas e semi-ativas.

Dentre as derivações, cumpre notar duas diferenças importantes.

As etiquetas ativas, como o nome sugere, enviam informações para as antenas, que, por sua vez, as remetem para uma base de dados.

Já as passivas possuem uma única informação, que depende do sinal de rádio enviado para serem interpretadas.

As etiquetas ou tags RFID passivas, ou seja, aquelas que não emitem sinais, mas são percebidas pelos transmissores, são as mais comuns.

Isso porque seus custos são mais baixos, afinal, têm alta durabilidade e resistência e não necessitam de baterias.

Há também as etiquetas semi-passivas.

Essas possuem bateria que serve para alimentar o circuito e sensores.

Entretanto, na relação com os leitores, funcionam do mesmo modo que as etiquetas passivas – isto é, dependem do sinal enviado para se comunicarem.

As etiquetas ou tags RFID ativas têm o uso um pouco mais limitado.

Isso porque exigem periodicamente a manutenção das baterias. Sua composição é um pouco mais complexa, pois o circuito inclui a fonte de energia.

Um outro tipo de tag são as semi-ativas.

Com o propósito de prolongar a vida da fonte de energia que alimenta o circuito, essas etiquetas entram em funcionamento quando estão no raio de alcance do leitor.

O uso, porém, não é indicado quando a velocidade de processamento precisa ser mais alta, nem quando há grandes quantidades de objetos a serem mapeados rapidamente.

Classificações das etiquetas RFID

As etiquetas são classificadas de acordo com três tipos de memória, que têm a ver com a capacidade de armazenamento.

São elas: Read Only (RO), Write Once Read Many (WORM) e Read-Write (RW).

As etiquetas RO são as mais simples e permitem com que os dados presentes nelas sejam lidos pelos transceptores quando o sinal de rádio é refletido nelas.

Uma vez gravados dados nestas etiquetas, não se pode alterá-los.

No caso das tags de tipo WORM, os identificadores se caracterizam pela possibilidade de codificação.

Algumas etiquetas WORM podem ser reprogramadas várias vezes. Há o risco, porém, de se danificar a memória da etiqueta.

Na comparação com suas duas irmãs, as etiquetas RW são as que oferecem maior versatilidade.

São fabricadas para serem reprogramadas quantas vezes for necessário, permitindo a constante atualização dos dados presentes na memória.

Como esse sistema pode ser usado em uma empresa

A plasticidade do sistema de Identificação por Radiofrequência é tal que não importa o tamanho ou segmento do seu negócio, a implantação da tecnologia pode oferecer inúmeras vantagens.

Controle de estoque

Garantir processos logísticos de qualidade significa reduzir custos e aumentar a competitividade de qualquer negócio.

O uso de RFID em sistemas logísticos garante maior confiabilidade nos registros, agilidade nos fluxos e eficiência total da rastreabilidade.

Com processos de controle e estoque bem mapeados, o planejamento e a gestão logística se tornam muito mais precisos.

Isso tudo produz impactos decisivos na gestão financeira de médio e longo prazo dos negócios, permitindo projeções de investimentos ou retrações, baseados em dados mais precisos.

Identificação de empregados

Com um sistema de Identificação por Radiofrequência, o controle de acessos e identificação de empregados torna-se muito mais seguro.

Além de ser usado para registro de horas, pode ser utilizado para controle de acesso a áreas restritas.

Com isso, somente pessoas previamente autorizadas podem acessar regiões restritas de uma determinada empresa.

Hospitalar

O cuidado e a atenção aos pacientes atendidos em um hospital são tão essenciais quanto um rigoroso controle das informações coletadas e registradas.

Há vários casos de implementação do sistema RFID para melhorar o controle sobre o estoque de remédios, equipamentos, bolsas de sangue, como também no envio e registro de informações relacionadas à saúde dos pacientes.

Eventos Esportivos e de Entretenimento

Tanto em eventos esportivos com atletas profissionais, com o levantamento de dados sobre o desempenho dos esportistas, até corridas promocionais voltadas a um público mais amplo, incluindo os amadores, as tecnologias de Identificação por Radiofrequência podem ser usadas de várias maneiras.

No campo do entretenimento, shows e parques temáticos podem fazer uso da tecnologia, seja para oferecer serviços, ou para ter maior controle da segurança dos espectadores ou visitantes.

Segurança

Locais de acesso controlados, como aeroportos e condomínios, por exemplo, podem se beneficiar deste tipo de tecnologia.

A comodidade se estende tantos aos usuários do serviço quanto para os moradores e também empregados que trabalham no controle dos acessos.

Exemplos de aplicações práticas

Vejamos alguns exemplos de como esta tecnologia vem sendo utilizada.

Indústria

As possibilidades de aplicação na Indústria da tecnologia RFID são inúmeras.

Três delas merecem destaque: identificação de recebimento de matérias-primas, localização de ferramentas e equipamentos e rastreabilidade de itens em processo de fabricação.

A combinação de RFID com outras tecnologias de análises de dados ampliam ainda mais a aplicação e os ganhos na gestão dos processos.

Comércio

O potencial de uso da tecnologia de Identificação por Radiofrequência para o varejo é absolutamente exponencial.

Se o uso mais óbvio está ligado ao controle de estoques, sua amplitude vai do rastreamento de ativos – segurança patrimonial, prevenção de furtos e extravios – até o gerenciamento inteligente da cadeia de suprimentos.

Sem contar que o uso de RFID pode garantir maior agilidade no atendimento dos clientes e a melhoria na experiência dos consumidores.

Serviços

O uso dos equipamentos de RFID em serviços de segurança são de grande utilidade.

Um exemplo a utilização da tecnologia em dispositivos de segurança pessoal, como em chaves codificadas que permitem a ignição de um veículo apenas quando o microchip RFID está próximo.

Na segurança patrimonial, a Identificação por Radiofrequência pode ser utilizada com sensores em diferentes pontos do estabelecimento, nos quais se pode fazer o check in aproximando o cartão de identificação do profissional que fez a ronda. Isso garante um monitoramento preciso das atividades.

Entretenimento

Um dos cases de maior sucesso no uso da tecnologia RFID é a experiência da Disney.

A chamada MagicBand, uma pulseira que os visitantes usam dentro do parque, possui uma etiqueta RFID.

Com isso, a companhia identifica os visitantes em todo o complexo, agregando segurança e a possibilidade de oferecer experiências personalizadas dependendo do local onde eles se encontram.

Conclusão

A tecnologia RFID está presente em muitas dimensões de nossas vidas.

O fato de não percebermos sua presença é também sinal de sua eficiência e discrição.

A tecnologia que começou a ser desenvolvida em tempos de guerra foi aprimorada e, hoje, nos serve em tempos de paz, aprimorando processos e garantindo maior confiabilidade na gestão de inúmeros campos.

Seus custos tendem a cair progressivamente com as novas tecnologias de impressão.

Some-se a isso o avanço tecnológico na impressão eletrônica e a expansão da Revolução 4.0 em todas as áreas de mercado.

Cabe uma lembrança de um uso bastante particular da tecnologia na Copa do Mundo de Futebol da Rússia, em 2018.

Enquanto a Fifa utilizou os dados enviados pelos dispositivos RFID implantado nas bolas dos jogos para determinar a velocidade, o deslocamento e sua exata posição global, os torcedores que compravam a mesma bola podiam baixar um aplicativo de celular e ter acesso a conteúdos especiais sobre o Mundial.

Em suma, a Identificação por Radiofrequência é uma tecnologia que, embora não seja nova, é capaz de ampliar seu espectro de utilização em combinação com novos dispositivos eletrônicos.

Tudo isso com a garantia de segurança e confiabilidade no registro e transmissão de informações a serviço da otimização dos sistemas de gestão.

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