Rotatividade: Por que você deve se preocupar?

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A rotatividade é uma questão que afeta empresas dos mais diversos segmentos e, por isso, precisa ser monitorada de perto pela gestão de recursos humanos.

O termo descreve a troca de funcionários que ocupam os cargos, seja por demissão com justa causa ou desligamento que parte do próprio trabalhador.

Ainda que seja natural, esse fenômeno começa a preocupar gestores quando ocorre de maneira excessiva, amarrando a empresa em um eterno processo seletivo.

Para saber mais sobre a rotatividade e entender como manter seus níveis sob controle, continue lendo a seguir.

o que é a rotatividade?

O que é a Rotatividade ou Turnover?

A rotatividade de pessoal – ou turnover, em inglês – é o termo que descreve as mudanças no quadro de funcionários.

Sempre que existe uma demissão, desligamento e processo seletivo, estamos falando sobre esse processo.

É claro que mudanças no quadro de funcionários são completamente naturais e fazem parte da rotina de qualquer organização.

No entanto, é importante que o RH se mantenha atento para que os níveis de rotatividade não passem de um limite razoável.

Isso porque toda demissão e contratação tem um custo para a empresa com o pagamento dos encargos trabalhistas, os custos do processo seletivo, treinamento do novo profissional, entre outros gastos.

Para além do aspecto financeiro, existe ainda um dispendimento de tempo para a equipe responsável por anunciar a vaga, testar, entrevistar e treinar os contratados.

Outro ponto importante que vale mencionar aqui é que, em geral, altos níveis de rotatividade indicam um problema de gestão mais profundo.

Toda organização precisa almejar um ambiente de trabalho agradável e recompensador para seus funcionários.

Assim, eles permanecem por mais tempo e trabalham mais motivados pois entendem que o empregador se importa com sua satisfação.

Quais os principais fatores que levam uma empresa a ter uma alta taxa de Rotatividade?

Quando falamos sobre alta rotatividade, uma das primeiras causas que vem à mente certamente é a qualidade do clima organizacional.

É importante garantir um ambiente de trabalho agradável e que tenha uma comunicação transparente para evitar ruídos e desentendimentos.

O exemplo parte sempre do gestor, que vai ditar os melhores caminhos para o RH trabalhar o clima da organização.

Muitas vezes, o ambiente se torna desagradável por falta de organização, o que gera acúmulo de demandas.

Por isso, certifique-se de manter seus fluxos e processos otimizados.

Mas, de nada adianta ter bom clima de trabalho se a distribuição de cargos e salários dentro da empresa não é compatível com o restante do mercado.

Pesquise bem o mercado para se certificar de que seus funcionários enxerguem em sua organização uma boa oportunidade de trabalho.

Esse cuidado com os planos de carreira é ainda mais importante em um cenário de mercado aquecido, o que pode justificar parcialmente altos níveis de turnover.

No fim das contas, todos esses fatores citados vêm de uma gestão insatisfatória – por isso, é importante manter-se próximo a sua estratégia para tomar boas decisões.

tipos de rotatividade

Tipos de Rotatividade

Entender o conceito de turnover e suas possíveis causas nem sempre é suficiente para garantir análises assertivas em sua gestão de pessoas.

A verdade é que existem diferentes tipos de rotatividade.

É preciso capaz de reconhecer cada um deles para saber a melhor forma de agir em cada caso – saiba mais:

Voluntário

Chamamos de voluntário aquele turnover causado majoritariamente por pedidos de demissão que partem dos trabalhadores.

Estatisticamente, esse tipo de desligamento acontece mais entre jovens que desejam se reposicionar em busca de maior satisfação ou salários maiores.

Por conta dessa característica, vale a pena revisar o plano de cargos e salários para entender se a remuneração e os benefícios oferecidos são compatíveis com o mercado.

Ainda, pode ser que a raiz do descontentamento seja o clima organizacional ruim – pesquisas podem ser aplicadas para entender melhor esse cenário.

Involuntária

Na rotatividade de pessoal involuntária, a decisão de demitir parte da empresa e não dos funcionários.

Em alguns casos, o alto número de desligamentos pode ser sintoma de algum problema na gestão financeira que exige corte de gastos.

Pode ser também que as demissões constantes tenham surgido por demanda dos líderes que identificam nos contratados um desempenho abaixo do esperado.

Se for essa a motivação, pode ser que o problema esteja no desenho das vagas e/ou na assertividade dos processos de recrutamento.

Funcional

Temos ainda um terceiro tipo de rotatividade ao qual atribuímos o nome de turnover funcional.

Nesses casos, a empresa continuamente verifica um desempenho baixo de um de seus colaboradores.

Mas, antes que possa tomar providências, o RH recebe o pedido de demissão por parte do funcionário. 

Assim, a empresa acaba não tendo que lidar com a baixa performance.

Disfuncional

Por último, temos os casos onde existe uma rotatividade disfuncional no quadro da empresa.

Nesse cenário, o funcionário apresenta alta performance e é considerado bastante competente pela gestão.

Ainda assim, ele opta por desligar-se da organização por algum motivo.

Quando há esse tipo de turnover, é provável que os benefícios ou condições de trabalho (clima organizacional) atuais não sejam suficientes para garantir a retenção dos talentos.

Principais causas para Rotatividade

São diversos os motivos que ocasionam uma alta rotatividade de pessoal em sua organização.

Conforme vimos anteriormente, os fatores que levam uma empresa a ter muito turnover geralmente apontam para as causas e os problemas que sua rotina de produção carrega.

Cada cenário tem razões específicas, por isso, vale a pena investigar junto ao RH quais são os dados relevantes que estão influenciando no alto número de desligamentos.

Quando o turnover é voluntário, tudo indica que existe um problema na gestão de pessoas que faz com que os funcionários fiquem pouco tempo na empresa.

Mas, quando os desligamentos são involuntários, pode ser que exista um problema na seleção dos contratados ou na descrição das vagas.

Ou ainda, as expectativas não estejam compatíveis com o que é passado para os candidatos no momento da entrevista.

Na dúvida sobre como agir, investigue todas causas a fundo.

Como reduzir a taxa de Rotatividade?

A essa altura você pode estar se perguntando o que pode fazer para reduzir a taxa de rotatividade em sua organização.

A boa notícia é que não é difícil corrigir o problema quando entendemos as raízes da questão.

Confira a seguir algumas dicas prática para ter menos turnover.

Cargos e salários

É preciso ser sincero, qualquer relação de trabalho gira em torno da troca de uma remuneração ao profissional pelo serviço prestado a empresa.

Na prática, isso significa que garantir um bom planejamento de cargos e salários é essencial para reter funcionários.

Do lado da contratante, isso também garante um desenho mais estratégico das vagas, o que influencia diretamente na qualidade do trabalho.

Plano de carreira

Se do lado da empresa nós temos o planejamento de cargos e salário, do lado dos funcionários existe o plano de carreira.

Em um cenário ideal, ele serve como guia para o profissional saber exatamente qual será sua jornada de crescimento dentro da empresa.

A construção cuidadosa de um plano de carreira é uma forma que a empresa tem para demonstrar que pretende garantir um desenvolvimento contínuo daquele profissional.

Fit cultural

Na hora de contratar, não basta olhar apenas para os aspectos técnicos da vaga e os benefícios que vêm atrelados ao cargo.

Para além de questões contratuais, é preciso que haja compatibilidade entre o contratado e sua contratante.

O fit cultural é o conceito que define a importância de contratar profissionais que vão se encaixar bem à cultural organizacional existente.

Cursos e treinamentos

Parte importante do trabalho da gestão de pessoas é garantir o desenvolvimento adequado do profissional contratado pela empresa.

Para isso acontecer, vale a pena investir em cursos e treinamentos relevantes para cada área.

O objetivo é garantir um ambiente frutífero para que o colaborador possa crescer junto da organização.

Avaliações de desempenho

As avaliações de desempenho são temidas por muitos, mas, podem ser uma ferramenta e tanto para o trabalhador.

É importante reservar esses momentos para que ele possa pontuar aquilo que ele valoriza e o que atrapalha em sua rotina de trabalho.

Para a empresa, essa é uma ótima oportunidade de se certificar que seus métodos de gestão apresentam os resultados desejados e atribuir metas.

Qualidade de vida

Hoje em dia, muitas empresas investem em criar um ambiente de trabalho descontraído e informal apenas para mascarar a imensa demanda de trabalho exigida de seus profissionais.

O cuidado com a qualidade de vida dos trabalhadores deve ser genuíno e não apenas performativo.

Garantir ambientes agradáveis e salários dignos não pode ser o diferencial de sua empresa, mas, o mínimo para que o colaborador tenha qualidade de vida.

Em última instância, lembre-se que não existe maior incentivo à produtividade do que um funcionário descansado e bem-remunerado.

Comunicação interna

Nenhuma das suas estratégias para gestão de pessoal terá resultados satisfatórios se a organização não tiver bons canais de comunicação.

A troca de informações precisa ser clara e honesta sempre que possível.

Assim, todos têm noção de que a empresa está aberta para resolver os problemas antes de optar pelo desligamento.

Conclusão

A alta rotatividade de pessoal pode afetar qualquer tipo de negócio e, por isso, é importante ficar atento.

Para evitar esse problema, é importante manter o foco na estratégia e agir preventivamente.

Cada tipo de turnover aponta para causas diferentes e nos indica qual caminho mais assertivo.

Com nossas dicas, temos certeza que você conseguirá identificar as raízes da sua rotatividade e melhorar os resultados.

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