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Produtividade: Como Esse Conceito Impacta na Sua Empresa

por Marcelo Petenate
publicado em | atualizado em

Seja qual for a área de atuação da empresa, a preocupação com a produtividade deve ser uma constante.

Uma companhia que tem bons níveis nessa variável consegue produzir mais com menos, mantendo uma estrutura enxuta que, na ponta final, impactará positivamente no bolso do cliente.

A vantagem é enorme, pois a boa produtividade significa que é possível cobrar um preço menor sem prejuízos à qualidade do produto ou serviço que é colocado à venda.

Em um mercado com concorrência crescente e globalizada, ter esse tipo de preocupação é essencial para se destacar – e, muito antes disso, para sobreviver.

Afinal, as margens que separam um produto do outro são cada vez menores, o que significa que, para não ficar para trás, é preciso ter atenção máxima aos detalhes.

Ao longo deste artigo, você vai entender o que tudo isso tem a ver com a produtividade.

Aqui, falaremos sobre:

  • Qual é o conceito de produtividade?
  • História da produtividade
  • Qual a diferença entre produção e produtividade
  • O que é a produtividade de uma empresa?
  • Como calcular a produtividade de uma empresa?
  • O que significa aumento de produtividade?
  • O que é produtividade total?
  • O que fazer para aumentar a produtividade de uma empresa?
  • Produtividade e qualidade

Pronto para aumentar a produtividade da sua empresa? Continue a leitura.

Qual é o conceito de produtividade?

Qual é o conceito de produtividade?

Produtividade é um parâmetro para avaliar a eficiência da produção de uma pessoa ou companhia (neste artigo vamos focar mais na produtividade das empresas).

Em outras palavras, é um indicador que relaciona a quantidade de itens produzidos e o tempo e recursos que foram usados para produzi-los.

É importante ressaltar que a palavra produtividade, isoladamente, não qualifica a produção da organização positiva ou negativamente.

A empresa pode ser muito ou pouco produtiva. Ou seja, ter uma produtividade alta ou baixa.

Essa avaliação é sempre relativa, claro.

O indicador de produtividade só pode ser considerado alto se for comparado com outro que seja composto pelas mesmas variáveis.

Essa comparação pode ser interna (os números deste ano em relação aos do ano passado, por exemplo) ou externa (os números da concorrência).

Geralmente, a principal variável a ser cruzada com a produção é o tempo.

Por exemplo, quantas unidades de determinado produto são produzidas em uma hora. Quanto mais unidades, mais produtiva a empresa é.

Mas há outros contextos possíveis.

Em uma lavoura, por exemplo, a produtividade é medida com a relação entre o peso total que foi colhido e os hectares da propriedade rural.

Nesse último exemplo, de nada adianta a colheita ser rápida se a relação entre o tamanho da lavoura e o resultado da safra for desfavorável.

Algumas empresas também medem a produtividade em relação à quantidade de recursos (energia, água, matéria-prima, número de funcionários, etc.) que são utilizados na produção.

Mais adiante, vamos dar exemplos de possíveis cálculos de produtividade para uma empresa.

História da Produtividade

A produtividade já era um fator relevante na economia mundial antes de existirem as máquinas, e também antes de ser estabelecido um mercado de trabalho formal como o que temos hoje.

Um exemplo é a história contada em 12 Anos de Escravidão, premiado com o Oscar de melhor filme em 2014.

A produção é uma adaptação da autobiografia publicada em 1853 por Solomon Northup, negro livre que foi sequestrado nos Estados Unidos e vendido como escravo.

Northup trabalhou em uma plantação de algodão, na qual os escravos que não colhessem pelo menos 200 libras (o equivalente a pouco mais de 90 quilos) por dia eram castigados.

Todos os escravos passavam o mesmo número de horas na lavoura, mas apenas os menos produtivos eram punidos.

O exemplo que usamos aqui é uma atrocidade.

Felizmente, hoje, as companhias têm meios completamente diferentes para se tornarem mais produtivas.

Em vez de jogar toda a responsabilidade para os empregados e ameaçar com punições, as empresas conscientes sabem que o correto é investir em processos inteligentes e no bem-estar dos funcionários (que produzem muito mais quando estão felizes e satisfeitos).

Antes de se chegar a esse patamar, porém, muita coisa aconteceu.

Cada revolução industrial (atualmente, estamos na quarta) mudou sensivelmente a organização do mercado de trabalho.

No que diz respeito à produtividade, podemos citar o fordismo como um marco histórico.

Esse é o nome dado ao sistema de produção em massa criado por Henry Ford na indústria automobilística.

O sistema revolucionou a indústria, mas bebeu muito da fonte de Frederick Taylor, engenheiro americano e guru da qualidade, que é considerado o pai da administração científica, por introduzir critérios objetivos para medir a eficácia, eficiência e produtividade dos processos das empresas.

Essas foram as bases que fizeram as empresas considerarem a padronização e simplificação dos processos objetivos importantes para aumentar sua competitividade.

Qual a diferença entre Produção e Produtividade

Qual a diferença entre Produção e Produtividade

A produção é um número bruto, uma medida de resultado, que indica o que o equipamento ou a empresa produziu por determinado período de tempo.

Por exemplo, se chegamos ao final do dia e uma máquina embalou 4.800 produtos, essa é a sua produção diária.

Já a produtividade é um indicador, calculado a partir do resultado da produção, cruzado com uma variável relevante ou comparado com outro resultado.

Em outras palavras, produção tem relação com o que deve ser feito, e produtividade é como isso deve ser feito.

Para seguir no exemplo anterior, teríamos que saber por quantas horas ou minutos a máquina ficou ativa para embalar 4.800 produtos.

Se for feito um ajuste nela que permita embalar essa mesma quantidade de itens em um tempo menor – ou, então, embalar mais itens no mesmo tempo -, isso significa que sua produtividade aumentou.

Para usar um exemplo humano, pense em um profissional autônomo que trabalha com a tradução de textos do português para o espanhol.

Se ele traduz 12 páginas por dia, essa é a sua produção. Se ele traduz duas páginas por hora, essa é a sua produtividade.

Note que um aumento na produtividade não significa, necessariamente, um aumento na produção.

Se esse profissional melhorar seu ritmo e traduzir três páginas por hora, em vez de entregar mais de 12 páginas por dia, ele tem a opção de trabalhar menos e ter mais horas livres para outras atividades.

Isso sem esquecer a premissa de que falamos no início do texto: a qualidade não pode ser deixada de lado.

Depois, falaremos mais sobre isso.

O que é a produtividade de uma empresa?

O que é a produtividade de uma empresa?

Acima, apresentamos dois exemplos para explicar a diferença entre produção e produtividade. Um de uma máquina e outro de um profissional autônomo.

E quanto às empresas, que são organizações mais complexas que equipamentos e pessoas, por serem compostas por vários setores e processos?

Nelas, a produtividade tem o mesmo significado: a produção relacionada com o tempo ou o número de recursos empregados.

Mas quais processos devem ser considerados na medição do tempo e quais recursos consumidos entram nesse cálculo?

Nesse caso, é preciso estabelecer critérios com cuidado e considerar sempre os objetivos estratégico da empresa.

Dependendo do tamanho da companhia, não deve haver um único índice de produtividade.

Em vez disso, cada setor deve ter seus KPIs (indicadores de performance) de produtividade e buscar sempre a maior eficiência em seus processos.

Sempre existirá um core, ou seja, uma área central, diretamente relacionada com o valor que a empresa produz para o mercado.

Em um fabricante de capacetes, por exemplo, esse core é a produção dos capacetes, é claro.

O ideal é reduzir o tempo e a quantidade de recursos utilizados para produzi-los sem deixar de cumprir as normas de segurança e sem interferir na qualidade e conforto do produto final.

Não é errado dizer que, nesse exemplo, a produtividade do setor de produção é a mais importante.

Acontece que, se a empresa não tiver um setor de vendas produtivo, vai ter dificuldades para gerar receitas.

E, assim por diante, pois os demais setores, embora independentes, também são essenciais para a saúde da organização e para garantir a satisfação dos clientes.

Para alavancar a eficiência de uma empresa, portanto, deve ser disseminada por todas as partes a cultura da produtividade.

Como calcular a produtividade de uma empresa?

Como calcular a produtividade de uma empresa?

O cálculo que deve ser feito varia muito de acordo com a situação.

Como explicamos antes, pode ser avaliada a produtividade de um equipamento, de um funcionário ou até de um processo que envolve diferentes máquinas e pessoas.

A seguir, alguns exemplos de indicadores de produtividade que podem ser calculados e envolvem variáveis distintas (demandando cálculos diferentes, portanto).

Tempo: é um dos cálculos mais comuns. Basta dividir o número de saídas (itens produzidos ou trabalhos concluídos) pelo número de horas ou minutos que elas tomaram

Recursos: dividir o número de saídas pela quantidade de recurso consumido. Por exemplo, quanta madeira foi usada para produzir uma mesa?

Dinheiro: dividir o número de saídas pelo dinheiro que elas custaram e acompanhe a evolução desse número. Tornando-se mais produtivo, gasta-se menos, sendo possível chegar a um preço de venda melhor

Tamanho: qual a dimensão dos recursos utilizados em relação à produção? É um cálculo usado no agronegócio, em que os quilos ou toneladas colhidos são divididos pelo número de hectares da propriedade

Tentativas: um indicador muito usado no setor de vendas. Para cada venda concretizada, quantos contatos com possíveis clientes o vendedor fez? Otimizar a lista de leads aumenta a chance de sucesso, tornando o setor mais produtivo

Qualidade: algumas empresas só se consideram produtivas quando entregam um produto ou serviço de qualidade, o que pode ser medido não apenas em processos internos, mas pesquisando a satisfação do cliente.

O que significa aumento de produtividade?

Lembra quando falamos que, para caracterizar algo como mais ou menos produtivo, sempre é preciso comparar uma medição com outra?

Para saber se houve aumento de produtividade, portanto, não basta fazer um dos cálculos sobre os quais falamos no tópico anterior apenas uma vez.

É preciso criar um processo de medição e acompanhamento contínuo.

Ocorre aumento de produtividade quando os números medidos são melhores que os anteriores.

E, aí, os critérios variam de acordo com a situação. Sempre com o cuidado de não simplificar demais.

Pense no exemplo de uma lavoura de soja.

Pode parecer fácil acompanhar a produtividade quando o proprietário não adquire nem vende nenhum hectare a mais e planta exatamente na mesma área da safra passada.

Nesse caso, um aumento na produção é igual a aumento na produtividade, certo?

A afirmação não está errada, mas é só um dos possíveis cálculos.

Pode ser que, para conseguir produzir mais, foram utilizadas quantidades maiores de fertilizantes e defensivos agrícolas.

O cálculo da produtividade que considera os recursos consumidos, portanto, pode não estar favorável.

O que queremos dizer com isso tudo é que o empreendedor precisa criar uma cultura de medição e acompanhamento que permita ter os dados macro e também os detalhes.

Só assim terá condições de fazer uma análise mais precisa e cruzar variáveis diversas.

O que é produtividade total?

Quando se calcula a relação entre os recursos consumidos para se chegar ao produto ou serviço final, pode-se chegar à produtividade parcial ou à produtividade total.

A parcial é aquela que relaciona o produto final a um dos recursos utilizados.

É como no exemplo que mencionamos antes da quantidade de madeira consumida para produzir uma cadeira.

Já a produtividade total considera a soma de todos os insumos utilizados para produzir o valor.

É como no exemplo da produção agrícola, em que consideramos sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, mão de obra, equipamentos, etc.

Calcular a produtividade parcial e também a total faz parte do que alertamos no tópico anterior: ter os números macro e micro para poder chegar no detalhe de cada situação.

O que fazer para aumentar a produtividade de uma empresa?

Agora que você já entendeu a importância de calcular a produtividade da empresa e aprendeu os diferentes tipos de cálculos que podem ser feitos, o que cabe a você para que os números melhorem com o tempo?

A seguir, algumas dicas para que a produtividade da companhia cresça.

  1. Implemente a cultura da melhoria contínua

Procure criar em todos os colaboradores e gestores a mentalidade da melhoria contínua de processos.

O fundamental é que todos saibam que explorar as possibilidades de melhoria não deve ser uma ação esporádica, e sim constante.

  1. Treine seus colaboradores

Não caia no erro de achar que a produtividade é apenas uma questão de vontade.

Em vez de investir apenas em cursos motivacionais, procure desenvolver também a técnica dos funcionários.

Com mais conhecimento, eles farão um trabalho mais eficiente.

  1. Implemente metas SMART

As metas precisam ser específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais.

Caso contrário, dificilmente terão o efeito desejado.

  1. Invista no bem-estar de todos

Nada de sobrecarregar os funcionários, pressioná-los ou ameaçá-los.

Isso é coisa do passado.

Ter um ambiente livre de estresse e com bom clima organizacional é fundamental para que todos rendam dentro do esperado.

  1. Aposte na tecnologia

Não há dúvidas de que os robôs e a inteligência artificial são os principais responsáveis pelo aumento na produtividade da indústria nas últimas décadas.

Se o contexto da sua empresa não permite utilizá-los, há outras tecnologias importantes, como softwares de gestão e automação que tornam tudo mais simples, rápido e com menos erros.

Produtividade e Qualidade

Não podemos encerrar este texto sem ressaltar mais uma vez que a produtividade não deve ser buscada em detrimento à qualidade do produto ou serviço que é oferecido aos clientes.

Se você consegue produzir mais com menos recursos, mas a consequência disso é que a qualidade do produto caiu, a redução de custos que sua empresa obteve não será necessariamente um bom negócio.

Porque os clientes podem ficar insatisfeitos e as vendas despencarem.

Uma vez que isso acontece, o caminho é aberto para a concorrência e, depois, é muito difícil recuperar.

Para aumentar a produtividade sem abrir mão de uma produção de excelência, recomendamos duas metodologias.

Uma delas é a Lean, um conjunto de técnicas desenvolvido para reduzir os desperdícios dentro de uma organização. Leia este artigo para saber mais.

A outra é a Six Sigma, que consiste em práticas para eliminar defeitos a partir da redução do desvio padrão nos processos. Saiba mais lendo este artigo.

Conclusão

Esperamos que este texto tenha ajudado você a ter uma boa ideia do que significa a produtividade no contexto empresarial e qual a sua importância para a saúde do negócio.

No contexto que vivemos atualmente, os gestores não podem deixar de se preocupar com a produtividade da empresa.

O que significa que devem se atualizar quanto às melhores práticas de monitoramento de indicadores e processos de melhoria.

Além disso, devem procurar transmitir a mesma preocupação aos colaboradores.

Quanto mais a cultura da melhoria for incorporada na empresa, por profissionais de todos os níveis, maior a probabilidade das ações propostas darem certo.

Aí entra a importância do treinamento e também das habilidades de um bom líder – aquele que, em vez de mandar, inspira.

Navegue pelo site da Escola EDTI para conhecer os melhores cursos de capacitação e desenvolvimento em produtividade e qualidade do mercado.

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe um comentário abaixo ou entre em contato conosco.

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