lean no brasil

Torne-se Um Líder Lean no Brasil e Realize a Melhoria em Nosso País

publicado em | atualizado em

A aplicação da filosofia Lean no Brasil ajuda a fortalecer a economia do país.

E estamos falando não somente da indústria, mas também do setor de serviços e de tecnologia, que abrange as startups.

Com a redução dos desperdícios e promoção da cultura da melhoria contínua, o Lean ataca o problema da baixa produtividade, que sabidamente afeta a competitividade das empresas brasileiras.

As principais técnicas do Lean foram criadas por japoneses e ganharam o mundo com a ajuda de autores americanos.

O que contribui para a aceitação da metodologia em empresas de vários setores e dos mais diversos países é a universalidade de seus conceitos.

Por isso, não há nenhuma objeção ao seu uso no Brasil, mesmo com todas as particularidades que nosso país possui.

Neste artigo, vamos explicar o que é Lean, como ele chegou ao Brasil, por que é importante e onde estudar para aprender a implementar a metodologia.

Se o assunto interessa, acompanhe até o final.

Boa leitura!

o que é lean?

O que é Lean?

Lean é uma filosofia de produção na qual as empresas reduzem ou eliminam os desperdícios nos processos ao mesmo tempo que procuram gerar o melhor valor para o cliente.

É uma mentalidade que veio do Lean Manufacturing, uma metodologia inspirada no Sistema Toyota de Produção, adotado pela fabricante japonesa de automóveis após a Segunda Guerra Mundial.

Lean Manufacturing pode ser traduzido como “manufatura enxuta”, porque se refere a um conjunto de práticas que fazem a companhia aproveitar o máximo possível os recursos disponíveis.

Enxuto quer dizer “reduzido nos gastos supérfluos e excessivos”, segundo o dicionário Michaelis.

Se uma indústria (manufatura) aproveita toda a matéria-prima que adquire e tem um estoque otimizado, por exemplo, significa que tem processos enxutos nessas áreas.

O Lean Manufacturing fala em oito tipos de desperdício que devem ser combatidos. São eles:

Defeitos

Transporte excessivo

Estoque excessivo

Espera

Movimentação excessiva

Superprodução

Processamento excessivo

Desperdício de habilidades.

Há diversas técnicas e métodos que o Lean Manufacturing ensina para reduzir desperdícios e implementar processos de melhoria contínua.

A mentalidade do Lean, assim como muitas dessas técnicas, pode ser aplicada em outros setores da economia, não apenas na indústria.

É por isso que você ouve bastante falar em filosofia Lean, de modo mais geral, em vez de metodologia Lean Manufacturing, mais voltada para a indústria.

Sendo uma filosofia, isso significa que há menos restrições para a aplicação dos conceitos em diferentes contextos.

Como o Lean chegou no Brasil?

Como o Lean chegou no Brasil?

Como já foi dito aqui, o Lean Manufacturing originou-se do sistema de produção da fabricante japonesa de automóveis Toyota.

Mas foi com o livro The Machine That Changed The World (A Máquina que Mudou o Mundo), publicado em 1991 por James P. Womack, Daniel T. Jones e Daniel Roos, que a metodologia começou a ganhar a popularidade que tem hoje.

A obra foi resultado de um estudo de cinco anos da prestigiada instituição de ensino Massachusetts Institute of Technology (MIT) sobre o futuro do automóvel.

Nos anos seguintes, engenheiros e estudiosos de metodologias de gestão e produção de diversos países passaram a conhecer os conceitos da filosofia Lean criada pelos japoneses. Inclusive do Brasil.

Para disseminar a metodologia na prática, instituições passaram a oferecer cursos de qualificação que ensinam as ferramentas do Lean Manufacturing aos alunos.

O Lean no Brasil, portanto, só se tornou um conjunto de práticas conhecido na indústria a partir dos anos finais da década de 1990.

Quem é o Professor Ademir Petenate?

Uma das pessoas responsáveis pela disseminação da filosofia Lean no Brasil é o professor Ademir Petenate, doutor em Estatística pela Iowa State University.

Nos anos 90, Petenate criou o primeiro mestrado profissional em Qualidade da Unicamp, o curso pioneiro dessa categoria no Brasil, em uma das melhores universidades do país.

Em 1998, a fabricante de computadores Compaq (adquirida em 2002 pela HP) procurou o professor e propôs a criação de um programa de Six Sigma na Unicamp, nos mesmos moldes do que era promovido pela empresa nos Estados Unidos.

Six Sigma é uma metodologia que busca aumentar a qualidade nos processos, produtos e serviços de uma empresa, por meio da eliminação dos defeitos e redução do desvio padrão.

Para a criação do programa na Unicamp, Petenate foi até os Estados Unidos para buscar referências na Associates in Processes Improvement (API, instituição que desenvolve métodos e programas de treinamento que ajudam organizações a melhorar seus produtos e serviços).

Além de se especializar em Six Sigma, o professor adquiriu um grande conhecimento sobre os métodos e técnicas do Lean Manufacturing, já que as duas metodologias funcionam muito bem combinadas.

Fundação da Escola EDTI

Nos anos que se seguiram à criação do programa de Six Sigma da Unicamp, as atividades, coordenadas pelo professor Ademir Petenate, foram intensas.

Para potencializar e internalizar ainda mais os aprendizados, foi criado um modelo de acompanhamento de projetos entre as equipes de alunos e o professor, para tirar dúvidas e direcionar os esforços de melhoria.

A partir dessa grande experiência, Ademir, junto com o professor Marcelo Petenate, fundou a Escola EDTI, que ministra cursos de formação e certificação em metodologias de melhoria de processos.

Essas metodologias são o Six Sigma e o Lean Manufacturing. E também a união entre as duas: o Lean Six Sigma.

Entre os principais cursos oferecidos pela EDTI estão as certificações Green Belt e Black Belt, além do Lean Healthcare, que busca promover a qualidade nos processos da área da saúde.

O aprendizado transmitido é resultado de longa experiência de trabalho do professor Ademir Petenate na consultoria a indústrias e treinamento de profissionais.

Quem é o Professor Marcelo Petenate?

Cofundador da Escola EDTI, Marcelo Petenate é formado em Estatística pela Unicamp, mestre em Estatística pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorando em logística pela Unicamp.

Com amplo conhecimento em metodologias de melhoria de processos, o professor Marcelo Petenate tem atuado em diversos projetos de modelagem estatística e é Master Black Belt em Lean Six Sigma.

Já participou de diversos projetos de criação de modelos estatísticos, com aplicação na indústria e no mercado financeiro (montadoras, bancos, autopeças e grandes distribuidores).

Escola EDTI - Pioneira em Lean Six Sigma

Escola EDTI – Pioneira em Lean Six Sigma

Além dos programas Green Belt e Black Belt, a Escola EDTI criou o curso White Belt, uma formação gratuita online, disponível para qualquer pessoa que queira iniciar seus estudos em Lean Six Sigma.

Dessa forma, a EDTI inovou, tornando-se instituição pioneira na disseminação da metodologia no Brasil.

Assim, contribui para promover a cultura da melhoria contínua nas empresas brasileiras, ensinando processos de inovação e de inteligência analítica para subsidiar decisões de negócio.

Os benefícios de passar por uma das formações da EDTI incluem:

Tornar-se um profissional diferenciado no mercado com certificados reconhecidos

Ter em seu currículo o nome de uma escola com experiência e reconhecimento no mercado

Adquirir conhecimento sobre o Modelo de Melhoria, suas ferramentas e saber aplicá-lo

Ter à disposição um grupo de profissionais dedicados a dar suporte durante seu primeiro projeto

Desenvolver sua habilidade analítica para gerar resultados em seus projetos.

Lean Manufacturing

Lean Manufacturing

Lean Manufacturing é um sistema de produção baseado na redução de desperdícios em todos os processos da empresa.

É considerado uma metodologia, pois abrange um conjunto de técnicas, métodos e ferramentas para chegar aos objetivos pretendidos.

Desperdício é qualquer atividade que não agrega valor ao cliente. Portanto, é supérflua.

Há que se contextualizar essa definição: o Lean Manufacturing foi desenvolvido para tornar mais eficiente a produção industrial.

Sem esclarecer isso, poderia parecer que é um sistema que sobrecarrega os colaboradores e elimina processos que visam promover o seu bem-estar, por não terem relação direta com o produto ou serviço final, que vai para o cliente.

Mas a verdade é que essas são coisas distintas.

Práticas de gestão moderna ensinam que exigência e restrições excessivas mais prejudicam do que colaboram para o aumento na produtividade dos recursos humanos.

Um aspecto interessante sobre o Lean Manufacturing é que o sistema nasceu a partir da necessidade.

Conforme explicamos antes, os conceitos do Lean foram criados por engenheiros da Toyota, no pós-guerra.

O Japão era um dos países derrotados e estava com a economia devastada.

Os engenheiros Taiichi Ohno e Eiji Toyoda identificaram, então, a necessidade de criar um modelo de produção mais enxuto e eficiente.

Os pilares desse modelo eram estoque baixo, fluxo de caixa curto e produtividade, uma fórmula que reduzia os riscos do negócio sem prejudicar a qualidade do produto final.

O resultado todos já conhecem, pois o Lean ganhou o mundo, é replicado em indústrias de outros segmentos, e a Toyota se tornou uma das principais fabricantes de automóveis do mundo.

E qual o contexto do Lean no Brasil? Não passamos por uma guerra, mas temos um mercado no qual a concorrência para qualquer indústria é global.

Sem espaços para desperdícios, portanto.

Dificuldades de aplicação do Lean Manufacturing no Brasil

A primeira dificuldade é a resistência por parte de alguns administradores brasileiros à implementação da metodologia Lean em suas empresas.

É inegável que o sistema de produção enxuta traz benefícios, como a redução nos custos de produção e consequente aumento na competitividade. Ou seja, compensa – e muito.

Mas essas consequências não são colhidas da noite para o dia. Até chegar a esse estágio, demora.

E a organização precisa alocar muitos recursos (humanos e financeiros) até que o sistema Lean Manufacturing seja de fato incorporado.

Afinal, não se trata apenas de os gestores e colaboradores dominarem as técnicas e métodos do Lean, mas sim de absorver a cultura da manufatura enxuta.

Lembra que falamos em “filosofia Lean” no início do texto? Pois é, não é apenas prática: há conceitos com os quais se deve alinhar.

É possível que os administradores brasileiros que resistem ao Lean considerem essas particularidades como riscos.

Além disso, existe o déficit na formação técnica, é claro. Para implementar o Lean no Brasil, é preciso ter profissionais com conhecimento na área.

Essa questão pode ser resolvida com maior facilidade.

Com os cursos da Escola EDTI, os profissionais obtêm certificação na metodologia Lean Six Sigma e aprendem tanto as ferramentas de Lean Manufacturing quanto de Six Sigma.

Como eliminar desperdícios com os processos Lean

Conforme explicamos no início do texto, a metodologia Lean Manufacturing combate oito tipos de desperdícios comuns nas empresas do setor industrial.

Para chegar a esse resultado, há diversas ferramentas consolidadas, utilizadas em empresas do mundo todo.

Alguns exemplos são:

Just in Time (JIT): é um sistema que proíbe a produção antes da hora certa. Ou seja, ajusta a produção à demanda, evitando excesso de estoque

Poka Yoke: é uma ferramenta que orienta o desenvolvimento de sistemas que previnem falhas e erros no sistema produtivo

Heijunka: é um método que visa nivelar a produção, reduzindo a variabilidade, tornando mais fácil prever a demanda por matéria-prima e produtos acabados.

Leia este artigo para conhecer outras ferramentas do Lean Manufacturing.

Como o Lean impacta o Brasil?

A disseminação do Lean no Brasil tem potencial para causar um impacto positivo bastante significativo no país.

Podemos afirmar isso principalmente porque, na comparação com países desenvolvidos e até mesmo alguns em desenvolvimento, a nossa produtividade média é baixa.

De acordo com José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio-SP, o trabalhador brasileiro precisa de uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que o americano faz em 15 minutos.

Para continuar a comparação, um alemão ou coreano faz o mesmo em 20 minutos.

A conclusão dos especialistas sobre esses números, porém, não é de que o trabalhador do Brasil seja incompetente ou preguiçoso, e sim porque há uma questão sistêmica, que passa pela educação fornecida à população e a estrutura encontradas nas empresas.

Como o Lean Manufacturing busca uma mudança cultural, a metodologia é capaz de superar esses obstáculos e pode fazer o país subir no ranking mundial de produtividade.

Assim, empresas brasileiras terão melhores condições de competir a nível global, o que é uma necessidade em uma época de abertura comercial – na qual empresas estrangeiras acabam conseguindo chegar a preços mais competitivos em função da sua maior eficiência.

Por que realizar um curso Lean no Brasil?

Tudo que argumentamos até aqui deixa claro como é importante que as empresas invistam no desenvolvimento de seus colaboradores.

Quanto mais funcionários experimentarem a formação de um curso sobre Lean Manufacturing, mais provável que a produtividade da organização aumente, e que a cultura da melhoria contínua se reflita positivamente na satisfação dos seus clientes.

E para o profissional? Mesmo que a empresa não viabilize a formação, qualificar-se por conta própria pode trazer vários benefícios para a carreira.

É preciso compreender que a indústria brasileira tem um déficit de profissionais com conhecimento nas ferramentas de Lean Manufacturing.

Quem as domina, portanto, possui um diferencial e tanto em seu currículo.

Afinal, é capaz de desempenhar um trabalho que gera um grande valor ao empregador, resultando em produtos e serviços melhores, consumindo menos recursos.

Como se tornar um líder Lean?

Depois de aprender sobre a filosofia do sistema de produção enxuta, seus conceitos e ferramentas, o caminho está livre para o profissional se tornar um líder Lean.

Mas preste atenção: não basta ter conhecimento sobre os métodos e ocupar um cargo de gestão para ser um verdadeiro líder Lean.

Existem alguns princípios que são inegociáveis.

Quer saber quais são eles? Acompanhe a lista:

Líder inspira: em vez de dar ordens, dá o exemplo

Foco nos clientes: o líder precisa pensar no impacto do trabalho de sua equipe na vida do cliente

Buscar a melhoria contínua: o líder Lean deve promover a evolução sustentável da empresa em que trabalha

Estar próximo ao problema: a perspectiva do escritório em relação ao chão de fábrica é muito distante. O líder Lean não pode se distanciar tanto de onde as coisas acontecem

Colaboração: o líder precisa promover a participação da equipe na tomada de decisão

Gestão por processos: um fluxo de trabalho organizado e padronizado é fundamental para manter o nível de qualidade

Processos simplificados: os melhores processos são aqueles que funcionam sem complicações em excesso, o que diminui a chance de erro.

Conclusão

Só temos a ganhar com a adoção dos conceitos do Lean no Brasil. Porque isso aumenta a competitividade das empresas brasileiras, não apenas no exterior, mas no próprio mercado interno.

Desse modo, aumenta a geração de renda e emprego no país, o que nos ajuda a entrar em um círculo virtuoso de prosperidade.

Se fosse fácil, porém, já teríamos colhido esses resultados, concorda?

Implementar o Lean tem suas dificuldades, é certo, mas nada que devesse impedir a utilização da metodologia.

Até porque não há fórmula mágica – é preciso encontrar maneiras de aumentar a produtividade para crescer – ou para sobreviver, em alguns segmentos.

O melhor caminho é investir na qualificação profissional, montando equipes com conhecimento nas ferramentas do Lean e que compreendam os conceitos por trás da filosofia criada pela Toyota.

Ficou interessado em aprender mais sobre Lean, Six Sigma e métodos de aumentar a qualidade e promover a melhoria contínua?

Navegue pelo nosso blog e confira os cursos presenciais e EAD da Escola EDTI.

Caso tenha ficado com dúvidas, deixe um comentário abaixo ou entre em contato conosco.

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